Decorreu entre 30 de junho e 12 de julho, em Várzea de Calde, a residência artística “Escutar a Juventude Rural”, promovida pela Binaural Nodar com o apoio do Município de Viseu, da Junta de Freguesia de Calde e do espaço artístico italiano Studio Florìda. Esta iniciativa esteve integrada no projeto europeu Tramontana, uma rede de estruturas culturais que operam em contexto de montanha, cofinanciada pelo programa Europa Criativa.

Durante duas semanas, os artistas Adriana Lopes (Portugal), Leele Jürjen (Estónia), Luís Costa (Portugal) e Sanae Mazouz (Marrocos/Itália) desenvolveram projetos artísticos que refletiram sobre as relações entre juventude e os contextos rurais. As propostas partiram de temas como a sociabilidade infantil e juvenil no meio rural, o impacto das transformações sociais nas aldeias e o potencial regenerador do contacto com a natureza e com as tradições.
A residência terminou no dia 12 de julho com uma apresentação pública dos processos artísticos desenvolvidos, num momento de partilha entre os artistas, a comunidade local e entidades parceiras.

Leele Jürjen, nascida em 2006 em Tartu, Estónia, é uma violoncelista e vocalista pioneira que combina a formação clássica com a música tradicional estónia. Iniciando o seu percurso musical com o kannel e o violoncelo sob a orientação de professores conceituados como Leho Karin e Reet Mets, Leele tornou-se a primeira violoncelista do Departamento de Música Tradicional da Heino Eller Music College, onde explorou a música folclórica através do seu instrumento de formas inovadoras. Profundamente enraizada na herança cultural dos povos Võro and Set, uma que foi transmitida por sua mãe, Anna Hints, Leele tem dado vida a estes sons enquanto membro fundador do trio folk Nova Lyre, misturando línguas antigas e arranjos contemporâneos.