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Desde o anúncio do fim do primeiro ciclo de Aldeias Sonoras, em Dezembro 2009, que a imprensa Portuguesa reconheceu o projecto como um dos mais interessantes desenvolvidos em 2009:

  • O jornal diário “Público” dedicou um artigo de página inteira ao projecto no dia 12 Dezembro 2009.
  • Carlos Pinto Coelho, um veterano do jornalismo cultural em Portugal entrevistou, Rui Costa,  director artístico da Binaural, sobre o projecto, tendo a emissão sido transmitida em cerca de 90 rádios de Portugal e Espanha entre 18 e 24 de Janeiro 2010.
  • Um dos portais web mais reconhecidos em Portugal, o aeiou, deu um destaque ao projecto durante a última semana de 2009.
  • Fernando Alves, talentoso cronista  da vida Portuguesa, dedicou uma curta mas magnífica emissão ao projecto, transmitida em Janeiro de 2006 no programa “Sinais” da TSF.

Eis o áudio da entrevista com Rui Costa e a crónica de Fernando Alves sobre “Aldeias Sonoras”:

 
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LOCUS IN QUO

Três instalações áudio/vídeo de
Manuela Barile
Fórum Cultural de Cerveira (Vila Nova de Cerveira)
18 Dezembro 09 – 16 Janeiro 10

Inauguração 18 Dezembro às 21h00 (com performance ao vivo)


Locus in Quo – que significa “O lugar onde alguma coisa acontece” – é o título genérico de um corpo de trabalhos baseados num único tema: o sentido dos lugares. O projecto é composto por duas instalações vídeo + uma série de fotografias e de objectos (Pesa e ), uma instalação sonora / performance (Birdsoundcage) e um concerto / performance ao vivo (Oikos). Estas componentes operam seja como uma obra única, seja como trabalhos independentes, embora conectados entre si.


Pesa é uma obra concretizada na forma de uma instalação vídeo em três ecrãs concebida a partir de uma performance site-specific realizada em Outubro 2008 durante uma residência artística no MoKS, Estónia. A mesma consistiu na construção de um ninho em vários lugares onde eu tive um sentimento de pertença (a casa abandonada, os abismos do lago, a pedra perto do lago, etc.). Pesa descreve a abordagem de um indivíduo que com melancolia e profunda consciência deixa o seu lugar, ao qual se sente ligado, para se meter a caminha em busca da sua nova “casa”. Pesa é um trabalho dedicado à casa, a casa da nossa infância e a todas as casas que abandonámos no arco da nossa vida. É uma interrogação ao sentido de abandono, a melancolia. A composição sonora foi constituída por sons da minha voz sem manipulação electrónica nos locais onde os ninhos foram construídos e depois abandonados, da gravações de campo (“field recordings”) dos mesmos locais e estrofes de canções tradicionais da Estónia sobre o tema do abandono.


é uma instalação vídeo em dois ecrãs desenvolvida em consequência do caminho iniciado por Manuela Barile em Março de 2009, em busca das aldeias abandonadas na área do maciço da Gralheira (S. Pedro do Sul), a área de Portugal onde a artista vive desde há três anos. As aldeias abandonadas são lugares com uma forte identidade, são lugares vivos apesar serem desabitados, embora agora a natureza os absorva progressivamente. São lugares que estão ainda vivos, porque carregados de memória. Eles podem ser uma ponte com o passado… o nosso passado. pretende seguir o trilho, colher, interrogar os sinais de vida e de memória, onde tudo parece acabado. Seguir os trilhos da memória significa uma reapropriarão das próprias raízes para restabelecer a ligação àquele sentido de autenticidade que se vai perdendo. A composição sonora é constituída pelos sons voz de Manuela Barile (sem manipulação electrónica) captados nas aldeias abandonadas, sons das aldeias abandonadas, estrofes de canções tradicionais da região (S. Pedro do Sul, Portugal).


Birdsoundcage é uma instalação sonora e vídeo. Uma gaiola de pássaro é recriada sonoramente numa sala vazia e asséptica. Lá dentro jaz um corpo imóvel, que para sobreviver auto constrói uma gaiola à sua medida feita de próteses. As próteses são obtidas através de ligaduras nos ramos de árvore fixadas nos membros inferiores e superiores. A matéria orgânica de que são feitas as próteses remete para os restos de um ninho, um lugar do passado que já não existe.


Créditos

Conceito e Direcção Artística: Manuela Barile
Performer Vocal e Composição Sonora: Manuela Barile
Gravações Sonoras de Campo: Manuela Barile, “Birdsoundcage” – Duncan Whitley (Inglaterra)
Registo e Montagem Vídeo: Manuela Barile
Assistente vídeo: “Cá#1” João Rodrigues & Luís Costa, “Birdsoundcage” Luís Costa
Vozes Recitante: “Pesa” – Evelyn Müürsepp (Estónia)
Vozes Cantantes: “Pesa” – Anna Hints (Estónia), “Cá” – Cantores Tradicionais da Região de S. Pedro do Sul (Portugal)
Pós-produção de Som: “Pesa” e “Cá” – Rui Costa (Portugal), e “Birdsoundcage” -  Duncan Whitley (Inglaterra)
Composição Áudio Multicanal: “Birdsoundcage” – Duncan Whitley (Inglaterra)
Guarda-Roupa: Creazioni Ranieri (Bari, Itália), Brazukinha (Viseu, Portugal)
Residências Artísticas: Moks (Estónia) e Centro de Residências Artísticas de Nodar (Portugal)
Produção: Luis Costa e Carina Martins (Binaural)
Apoio: Ministério da Cultura – Direcção Geral das Artes

Pesa #1 @ Lecce, Itália

Manuela Barile apresenta no dia 5 de Dezembro 09 às 19h00 o vídeo “Pesa #1″, no âmbito da Off Minute – IV Rassegna Internazionale di Video Art e Culture Digitali na Primo Piano Living Gallery em Lecce, Itália.

Pesa #1 é parte de uma instalação vídeo concebida no âmbito do projecto artístico “Locus in Quo” a partir de uma performance site-specific realizada em Outubro 2008 durante uma residência artística no MoKS, Estónia.

OFF MINUTE, LECCE

Abbiamo Fatto 30, Facciamo 31

La Scatola  Manuela Barile & Rui Costa  (17)

Zepelim, um programa de rádio de autor da Rádio Universidade de Coimbra propôs recentemente a Manuela Barile uma peça de rádio de 55 minutos para preencher integralmente uma das suas emissões. Ela aproveitou a oportunidade para conceber uma reflexão sonora sobre a sua vida artística e pessoal, na qual algumas das suas peças mais emblemáicas foram misturadas com sons dos seus entes queridos e de algumas das suas influências artísticas como Carmelo Bene, Andrei Tarkovski, Maria Callas, Pier Paolo Pasolini, Anna Magnani, etc.

Para ouvir “Abbiamo Fatto 30, Facciamo 31″:

 
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Aldeias Sonoras”, um projecto educativo da Binaural de recolha e mapeamento sonoro de zonas rurais portuguesas terminará o seu primeiro ciclo com uma apresentação final no Cine-Teatro de São Pedro do Sul, concelho onde foi desenvovido estre primeiro ciclo que envolveu ao longo de 9 meses mais de 20 estudantes da Escola Secundária local.


Programa do evento:

16h00 – 17h00: Conversa com os autores e participantes no projecto “Aldeias Sonoras”
17h30: Projecção de documentário realizado por Luís Costa a partir de recolhas de imagens feitas ao longo das sessões de gravação nas aldeias de S. Pedro do Sul
18h30: Inauguração da exposição sonora e fotográfica de “Aldeias Sonoras”


Organização: Binaural/Associação Cultural de Nodar em colaboração com Escola Secundária de S. Pedro do Sul
Financiamento: Câmara Municipal de São Pedro do Sul e Fundação Calouste Gulbenkian

A Binaural convida todos para a inauguração da mostra de vídeos “Nodar: Território Inscrito”, a ter lugar na sexta-feira, 13 Novembro às 18h30 no foyer do Teatro Viriato, Viseu.

Teatro Viriato
Largo Mouzinho de Albuquerque
3511 901 Viseu


“Nodar: Território Inscrito”
Quatro obras vídeo criadas no contexto rural de Nodar

Numa colaboração entre a Binaural e o Teatro Viriato apresenta-se entre 13 Novembro e 29 Dezembro de 2009 uma mostra de quatro trabalhos vídeo realizados no Centro de Residências Artísticas de Nodar em 2008 e 2009. Os vídeos a exibir no foyer do Teatro Viriato situam-se nos domínios da vídeo arte, da arte em espaço público e do documentarismo experimental e reflectem sobre diferentes formas de inscrição num território, seja a forma como o xisto moldou as aldeias rurais da zona de Nodar ou as marcas sociais acumuladas ao longo de séculos que tanto unem como separam membros de comunidades isoladas ou ainda a transiência cíclica da paisagem e o seu impacto sensorial.

Rui Silveira (Portugal)
“Abrigo” 2009

Numa região (o vale do rio Paiva) onde a arquitectura tradicional sofreu enormes transformações – resultantes não só da introdução de novos materiais e técnicas de construção, mas também pela importação de modelos arquitectónicos estrangeiros – sentimos muitas vezes que existe um tempo diferente em torno das construções que ainda mantêm as características originais da região. Estas casas, muitas das quais foram abandonadas, mais que simples abrigos, foram locais essenciais da vida diária da família. Estes gestos e acções extintos ecoam ainda nos seus muros de pedra. São memórias evocadas pelas divisões vazias, relatos de habitantes que ainda as lembram vivas, objectos que, deixados para trás, nos contam histórias. Pode falar-se de um tempo diferente dentro destas casas, um tempo indiferente à nossa presença, indiferente ao presente, um tempo que nos fala da identidade do território, de uma maneira muito própria de o construir e habitar que, pelo uso dos materiais, se relaciona quase mimeticamente com a paisagem natural. Partindo de relatos dos habitantes e gravações da ambiência destes locais, surge um objecto audiovisual híbrido que relaciona uma visão documental com outra linguagem mais experimental em torno do universo sonoro dos materiais usados para a sua construção – a pedra e a madeira.

Rui Silveira nasceu em Campo Maior em 1983 e vive em Lisboa. É licenciado em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e embora a sua formação tenha sido em grade parte orientada para o design gráfico, sempre tentou dirigir os seus trabalhos para os meios audiovisuais. As relações entre som e imagem (vídeo ou fotografia) captaram desde o início a sua atenção e interesse. Participou com trabalhos no Festival Collision em Londres e nos Rencontres Internationales em Paris.

http://www.ruisilveira.com


Joana Nascimento
“SimLugares”, 2009

“SimLugares” é um projecto que se interessa por território e paisagem, no sentido da relação entre pessoas num contexto (rural), e interacção entre pessoas e espaço (de que fazem uso e propriedade). Resistindo à leitura de não-lugares (Marc Augé), interessa à artista antes uma ideia de lugar comum associada ao reconhecimento psicogeográfico do lugar. Segundo Henri Léfebrve (pensador de cariz marxista), a activação de um lugar faz-se pelas suas dinâmicas, e o próprio significado de um determinado espaço tem menos a ver com a sua construção em si mesma, mas com os usos que permite.  Neste projecto a artista procurou produzir um conjunto de mapas (mentais, conceptuais, cognitivos) baseados em indicações orais da população local em torno de práticas pessoais no espaço da aldeia de Nodar. Trata-se de procurar entender o lugar no sentido das imagens, memórias, usos que lhes estão associadas, e através destes elementos e expôr o modo como as pessoas se relacionam com a paisagem que as rodeia.

Joana Nascimento é uma artista visual portuguesa. Licenciou-se em Artes Plásticas – Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto, onde actualmente desenvolveu uma investigação intitulada “Territorialização dos Espaços, [In]Visibilidades – Uma Abordagem ao Espaço e Tempo Performativo nas Práticas Artísticas para o Espaço Público”, no âmbito do segundo ano do Mestrado em Arte e Design para o Espaço Público. Em 2006/07 Obteve formação extracurricular em Cenografia e Intermedia na Akademia Sztuk Pieknych w Krakowie, Polónia. Faz parte do colectivo multidisciplinar “Inner-city”, cujos interesses se centram em abordagens locais ao espaço público e participou em várias exposições colectivas em Portugal, Espanha e Polónia.


Svetlana Bogomolova (Rússia/Estónia)
“Five Transient Videos”, 2009

“Five Transient Videos” é um grupo de cinco breves vídeos acerca da transiência de tudo à nossa volta, acerca da finitude – que une pessoas, animais e paisagem, o que é não é uma ideia triste, mas sim calma e poética. Essa é a percepção da artista acerca de Nodar – nada parecida com a depressão generalizada do Norte de onde a artista é originária – e que está relacionada com a ideia de auto-suficiência e de consciência de que tudo vem e vai. Este conhecimento é antigo e feminino e dá à artista muito poder – algo que poderia ser designado de místico, mas que ela prefere qualificar de pacificador e portador de confiança.

Svetlana Bogomolova nasceu em São Petersburgo (Rússia) e vive actualmente na Estónia. É formada em media e publicidade pela Faculdade de Belas Artes de Tartu. Desenvolve projectos nos domínios da fotografia, vídeo, performance, instalação, design gráfico e multimédia. É membro do MoKS – Centro para a Arte e Prática Social e tem participado em diversas exposições, projecções, performances, instalações áudio e vídeo. Trabalha actualmente em vídeo arte, como VJ e como designer gráfica.

http://www.svetabogomolova.com


Lezli Rubin-Kunda (Israel)
“Marking Stones”, 2008

Em “Marking Stones” a artista deambula pela aldeia local onde as pedras de xisto são usadas para construir paredes, casas, pavimentar estradas, delimitar propriedades. Ela responde às pedras encontradas em diferentes locais, marcando-as com incisões, desenhando nelas e decalcando-as em papel. O vídeo documenta as suas interacções espontâneas em cada local.

Lezli Rubin-Kunda é uma artista multidisciplinar israelita que trabalha nas áreas da performance, instalação, fotografia e desenho. A sua prática nos últimos 10 anos tem-se focado em projectos “site-specific” explorando um ambiente através da intervenção directa, usando o seu corpo e os materiais disponíveis do local para desenvolver acções e criar configurações temporárias. O seu trabalho tem sido apresentado em festivais de performance, vídeo e multidisciplinares em diversos locais de Israel, Europa e América do Norte.

http://www.lezlirubinkunda.com


Apoios:

Fundação Calouste Gulbenkian
Câmara Municipal de S. Pedro do Sul
MokS (Estónia)
Parallelo 41º (Itália)
Alg-a (Espanha)
Associação Aldeias de Magaio
viseu.tv (Parceiro Media)

Paivascapes #1
Programa de Residências Artísticas de Nodar para 2010

Estão seleccionados os artistas que participarão nos vários módulos de residências artísticas dedicadas à interacção multidisciplinar com o rio Paiva que decorrerão entre Fevereiro e Outubro de 2010 da nascente até à foz do rio:

Manuela Barile (IT)
Marc Behrens (DE)
Rui Costa (PT)
Craig Dogonski (US)
Jez riley French (UK)
Anna Hints (EE)
William Lamson (US)
Patrick McGinley & Vários (US/EE)
Yasuno Miyauchi (JP) & Masayo Kajimura (JP)
Phill Niblock (US) & Katherine Liberovskaya (CA)
o.blaat (JP)
Cédric Peyronnet (FR)
Lasse-Marc Riek (DE)
Ignaz Schick (DE)
Charles Stankievech (US)
Stefano Zorzanello (IT), João Grosso (PT), Riccardo Mantelli (IT) & Rute Pimenta (PT)

A todos os mais de 200 artistas que apresentaram candidaturas, o nosso muito obrigado pelo interesse em Paivascapes #1. Infelizmente não pudémos escolher muitos fantásticos projectos.

Novo website de Manuela Barile

Manuela Barile, performer multidiscplinar e directora artística da Binaural, acaba de publicar o seu novo (revisto) website, onde pode ser encontrada toda a informação relacionada com o seu percurso artístico e com os vários projectos que desenvolve.

http://www.manuelabarile.com

Over the Eyes“, uma instalação vídeo criada em 2007 no Centro de Residências Artísticas de Nodar fez parte de uma exposição colectiva patente no Porto entre 13 e 17 Outubro 2007, no âmbito do festival de artes media Future Places, co-organizado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e pela Universidade do Texas – Austin.

Algumas fotos da presença da Binaural no Encontro Anamnesis 09, onde Luis Costa, Duncan Whitley e Manuela Barile apresentaram alguns projectos artísticos e educativos desenvolvidos na região de Nodar (ver artigo anterior com a descrição dos projectos)

Audiovisual Talks in Anamnesis Audiovisual Talks in Anamnesis Audiovisual Talks in Anamnesis Audiovisual Talks in Anamnesis Audiovisual Talks in Anamnesis Audiovisual Talks in Anamnesis


Peça sonora da autoria de Luis Costa (com a ajuda de Rui Costa num patch de lloopp) usando material sonoro de base de “Aldeias Sonoras”, um projecto educativo de mapeamento sonoro desenvolvido com estudantes da Escola Secundária de S. Pedro do Sul:

 
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