A artista Maya McCollum foi acolhida pela Binaural Nodar com uma bolsa Thomas J. Watson. Durante o seu período de residência trabalhou com o som, artesanato têxtil e tecnologias contemporâneas, com o objetivo de reimaginar uma produção local sustentável que tivesse em consideração as questões ambientais e as alterações climáticas. Maya centrou-se em compreender como os artistas podem envolver-se com as comunidades de forma mutuamente benéfica, enriquecendo tanto a comunidade como o processo criativo. O seu trabalho de campo e de investigação culminou numa apresentação audiovisual no Museu do Linho de Várzea de Calde.
Maya McCollum é uma artista sonora e investigadora norte-americana que estuda a intersecção entre o artesanato têxtil tradicional e as tecnologias contemporâneas de escuta e/ou sonoras. No contexto das artes têxteis e da gravação de campo, a recolha de dados sonoros e materiais tem o poder de nos ajudar a formar diferentes perceções sobre os lugares, através de abordagens multissensoriais, da observação e da intimidade. A prática de Maya recorre frequentemente a uma combinação de animação, video-mapping, performance e técnicas escultóricas, explorando a forma como as nossas práticas tecnológicas e materiais deixaram a sua marca nas paisagens à nossa volta, registando as histórias coletivas enraizadas e criando uma memória da própria presença artística.