Duncan Whitley licenciou-se em Belas Artes na Universidade de Kingston (Grã-Bretanha), onde estudou entre 1996 e 1999, trabalhando quase exclusivamente em instalações sonoras.
Nos anos seguintes o seu trabalho continuou a focar-se em intervenções “site specific”, produzindo um corpo de trabalho apresentado quer em espaços artísticos convencionais como em “espaços não artísticos” (desde ambientes domésticos, passando por apartamentos abandonados, até igrejas Anglicanas).
A partir de 2004 a sua prática concentrou-se em gravações sonoras de campo estéreo e multi-canal, desenvolvendo um arquivo significativo de projectos na área da fonografia. O seu trabalho sonoro documenta os rituais associados a eventos sociais: as procissões altamente formais da Semana Santa em Sevilha; as dinâmicas dos adeptos em várias ligas do futebol Inglês; os processos de demolições controladas de edifícios de apartamentos em Inglaterra e na Escócia.
Trabalhando com temas de comunicação acústica, os projectos de gravações de campo realizados por Duncan Whitley evidenciam o papel do som na facilitação de relações sociais dentro do contexto daqueles eventos. Estes projectos revelam de forma subtil o potencial do acústico na fabricação, consolidação e subversão das relações de poder.
Não obstante este reposicionamento da sua prática artística, o seu trabalho continua a orientar-se em direcção a instalações sonoras de larga escala, de tal forma que algumas das preocupações do seu trabalho prévio se projectam na sua prática presente, em particular; o relacionamento entre som, espaço (arquitectural) e o ouvinte; ponto de audição e o papel dos meios de reprodução.