{"id":6819,"date":"2013-09-03T15:26:26","date_gmt":"2013-09-03T14:26:26","guid":{"rendered":"http:\/\/binauralmedia.org\/news\/?p=6819"},"modified":"2023-06-13T10:37:00","modified_gmt":"2023-06-13T10:37:00","slug":"6819","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/6819","title":{"rendered":"&#8220;Viver um Mundo Antigo&#8221;: Exposi\u00e7\u00e3o e Confer\u00eancia no V Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Antropologia (Vila Real, PT)"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p><strong>Viver um Mundo Antigo<\/strong><br \/>\n<strong>Cria\u00e7\u00e3o Art\u00edstica e Produ\u00e7\u00e3o de Mem\u00f3ria em Contexto Rural<\/strong><br \/>\nExposi\u00e7\u00e3o e Confer\u00eancia no \u00e2mbito das atividades paralelas de:<br \/>\nAntropologia em Contraponto<br \/>\nV Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Antropologia<br \/>\nVila Real (PT), 8 a 11 de Setembro de 2013<\/p>\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o retrospetiva<\/strong><br \/>\n<strong>Foyer do Teatro Municipal de Vila Real<\/strong><br \/>\n9, 10 e 11 de Setembro, 14h00 \u2013 24h00<\/p>\n<p>Com obras de:<\/p>\n<p>Duncan Whitley (GB)<br \/>\nJoana Nascimento (PT)<br \/>\nManuela Barile (IT\/PT)<br \/>\nRui Silveira (PT)<br \/>\nSteve Peters (US)<\/p>\n<p><strong>Confer\u00eancia contextualizadora<\/strong><br \/>\n<strong>Por Lu\u00eds Costa (presidente da dire\u00e7\u00e3o da Binaural\/Nodar)<\/strong><br \/>\nAudit\u00f3rio do Teatro Municipal de Vila Real<br \/>\n9 de Setembro, 21h30<\/p>\n<p>A Binaural\/Nodar, uma organiza\u00e7\u00e3o cultural com epicentro na regi\u00e3o montanhosa do Maci\u00e7o da Gralheira (S\u00e3o Pedro do Sul) e que se dedica ao acolhimento e produ\u00e7\u00e3o de cria\u00e7\u00f5es art\u00edsticas sonoras e media e a recolhas audiovisuais de car\u00e1cter antropol\u00f3gico e paisag\u00edstico, atuando sempre com uma profunda liga\u00e7\u00e3o ao contexto geogr\u00e1fico e social envolvente, apresenta uma exposi\u00e7\u00e3o sonora e videogr\u00e1fica dividida em v\u00e1rios n\u00facleos narrativos, os quais pretendem conjuntamente problematizar alguns sentidos da produ\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria e da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica em liga\u00e7\u00e3o com territ\u00f3rios e comunidades espec\u00edficos: as tipologias de trabalho de campo, a influ\u00eancia da subjetividade do artista, a pertin\u00eancia do real enquanto tela criativa e a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica enquanto parte da mem\u00f3ria futura.<\/p>\n<p>Concretamente, a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Viver um Mundo Antigo&#8221; foca-se em cinco artistas associados \u00e0 Binaural\/Nodar que desenvolveram trabalho art\u00edstico na zona de Nodar entre 2008 e 2011. Foi definido um itiner\u00e1rio narrativo que acompanha o processo de conceptualiza\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento em resid\u00eancia das obras art\u00edsticas at\u00e9 \u00e0 obra final, documentando-se,\u00a0para cada encontro contigente entre artista e contexto, as respectivas motiva\u00e7\u00f5es, condi\u00e7\u00f5es, desafios, elementos do real e sistemas de representa\u00e7\u00f5es em jogo.<\/p>\n<p>Os elementos narrativos apresentados na exposi\u00e7\u00e3o para cada artista s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<p>1 \u2013 Proposta de projeto art\u00edstico apresentada inicialmente<br \/>\n2 \u2013 Documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica do trabalho de campo<br \/>\n3 \u2013 Entrevista v\u00eddeo com o artista sobre o projeto art\u00edstico<br \/>\n4 \u2013 Texto final do artista sobre o processo e a obra criada<br \/>\n5 \u2013 Obra sonora\/videogr\u00e1fica criada<\/p>\n<p><strong>Artistas e obras:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Duncan Whitley | &#8220;G.D. Parada&#8221; | Outubro 2008, Setembro 2009<\/strong><br \/>\n&#8220;G.D. Parada&#8221; \u00e9 um projecto sonoro e v\u00eddeo centrado num pequeno clube de futebol amador, Grupo Desportivo de Parada, localizado na pequena aldeia de Parada de Ester (Castro Daire), vizinha de Nodar. O G.D. Parada constitui um motivo de orgulho local, jogando na Divis\u00e3o de Honra da Associa\u00e7\u00e3o de Futebol de Viseu. O projecto foi estruturado para explorar a import\u00e2ncia do G.D. Parada dentro da comunidade local, atrav\u00e9s de um trabalho de capta\u00e7\u00e3o de paisagens sonoras focado na equipa, quer nas sess\u00f5es de treinos quer em competi\u00e7\u00e3o. O registo das sess\u00f5es de treino envolve uma s\u00e9rie de t\u00e9cnicas de grava\u00e7\u00e3o de campo, est\u00e9reo e multicanal, de forma a captarem os sons das jogadas estudadas e dos exerc\u00edcios. O projecto teve uma primeira resid\u00eancia em Outubro 2008, cujos resultados preliminares foram apresentados no bar do G.D. Parada na forma de uma instala\u00e7\u00e3o sonora e v\u00eddeo, a qual precedeu um intenso jogo com a equipa rival do Lamelas. Na segunda resid\u00eancia foram efectuados registos sonoros e v\u00eddeos adicionais e foi preparada uma instala\u00e7\u00e3o sonora multicanal final, estreada no Museu de Serralves em 2010.<\/p>\n<p>Duncan Whitley licenciou-se em Belas Artes na Universidade de Kingston, onde estudou entre 1996 e 1999, trabalhando quase exclusivamente em instala\u00e7\u00f5es sonoras. Nos anos seguintes o seu trabalho continuou a focar-se em interven\u00e7\u00f5es \u201csite specific\u201d, produzindo um corpo de trabalho apresentado quer em espa\u00e7os art\u00edsticos convencionais como em \u201cespa\u00e7os n\u00e3o art\u00edsticos\u201d (desde ambientes dom\u00e9sticos, passando por apartamentos abandonados, at\u00e9 igrejas Anglicanas). A partir de 2004 a sua pr\u00e1tica concentrou-se em grava\u00e7\u00f5es sonoras de campo est\u00e9reo e multi-canal, desenvolvendo um arquivo significativo de projectos na \u00e1rea da fonografia. O seu trabalho sonoro documenta os rituais associados a eventos sociais: as prociss\u00f5es altamente formais da Semana Santa em Sevilha; as din\u00e2micas dos adeptos em v\u00e1rias ligas do futebol Ingl\u00eas; os processos de demoli\u00e7\u00f5es controladas de edif\u00edcios de apartamentos em Inglaterra e na Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p><strong>Joana Nascimento | &#8220;SimLugares&#8221; | Abril 2009<\/strong><br \/>\n\u201cSimLugares\u201d \u00e9 um projecto que se interessa por territ\u00f3rio e paisagem, no sentido da rela\u00e7\u00e3o entre pessoas num contexto (rural), e interac\u00e7\u00e3o entre pessoas e espa\u00e7o (de que fazem uso e propriedade). Resistindo \u00e0 leitura de n\u00e3o-lugares (Marc Aug\u00e9), interessa \u00e0 artista antes uma ideia de lugar comum associada ao reconhecimento psicogeogr\u00e1fico do lugar.\u00a0Segundo Henri L\u00e9febrve (pensador de cariz marxista), a activa\u00e7\u00e3o de um lugar faz-se pelas suas din\u00e2micas, e o pr\u00f3prio significado de um determinado espa\u00e7o tem menos a ver com a sua constru\u00e7\u00e3o em si mesma, mas com os usos que permite. Neste projecto a artista procurou produzir um conjunto de mapas (mentais, conceptuais, cognitivos) baseados em indica\u00e7\u00f5es orais da popula\u00e7\u00e3o local em torno de pr\u00e1ticas pessoais no espa\u00e7o da aldeia de Nodar. Trata-se de procurar entender o lugar no sentido das imagens, mem\u00f3rias, usos que lhes est\u00e3o associadas, e atrav\u00e9s destes elementos e exp\u00f4r o modo como as pessoas se relacionam com a paisagem que as rodeia.<\/p>\n<p>Joana Nascimento \u00e9 uma artista visual portuguesa. Licenciou-se em Artes Pl\u00e1sticas \u2013 Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto, onde actualmente desenvolve uma investiga\u00e7\u00e3o intitulada \u201cTerritorializa\u00e7\u00e3o dos Espa\u00e7os, [In]Visibilidades \u2013 Uma Abordagem ao Espa\u00e7o e Tempo Performativo nas Pr\u00e1ticas Art\u00edsticas para o Espa\u00e7o P\u00fablico\u201d, no \u00e2mbito do segundo ano do Mestrado em Arte e Design para o Espa\u00e7o P\u00fablico. Em 2006\/07 Obteve forma\u00e7\u00e3o extracurricular em Cenografia e Intermedia na Akademia Sztuk Pieknych w Krakowie, Pol\u00f3nia.\u00a0Faz parte do colectivo multidisciplinar \u201cInner-city\u201d, cujos interesses se centram em abordagens locais ao espa\u00e7o p\u00fablico e participou em v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es colectivas em Portugal, Espanha e Pol\u00f3nia.<\/p>\n<p><strong>Manuela Barile | &#8220;Rhe\u00eea Z\u00f3ontes&#8221; | Fevereiro 2010<\/strong><br \/>\nA felicidade \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o e o sentimento da pr\u00f3pria ilimitada expans\u00e3o entendida em seu redor como encontro e fus\u00e3o. A felicidade \u00e9 pensada muitas vezes em termos do instante, mas na realidade \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o que se pode prolongar ao longo da vida. Rilke falava do \u201cimenso instante\u201d, aquele que se dilata como se o tempo se tornasse espa\u00e7o. Quando os gregos antigos afirmavam que os deuses eram felizes, usavam a express\u00e3o \u201creia zoontes\u201d, ou seja o seu viver flu\u00eda sem obst\u00e1culos. A felicidade \u00e9 como um rio que flui. Um rio que corre sempre numa direc\u00e7\u00e3o. Neste seu fluir constante, encontra obst\u00e1culos, altera a sua forma e identidade, acolhe mem\u00f3rias, tradi\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias. O rio Paiva e seus afluentes \u00e9 caracterizado por lugares nos quais se fixaram pequenas comunidades. Estes lugares, como Pendilhe (concelho de Vila Nova de Paiva) onde a artista realizou o trabalho de campo, considerados invis\u00edveis pela gente urbana, representam no entanto para estas comunidades a extens\u00e3o da sua pr\u00f3pria casa, s\u00e3o lugares aos quais n\u00e3o podem renunciar. Aqui a gente vive de simplicidade e de essencialidade. Esta gente vive deixando-se fluir como um rio.\u00a0Rhe\u00eea Z\u00f3ontes (do grego &#8220;aqueles que escorrem sem obst\u00e1culos&#8221;) \u00e9, para a artista, a gente de Pendilhe, a gente que vive naquelas montanhas, os verdadeiros detentores da &#8220;makaria&#8221; (que em grego significa, &#8220;beatitude, felicidade como expans\u00e3o, que n\u00e3o conhece interrup\u00e7\u00e3o, como um estado fluente, ou seja, como um rio&#8221;), pois com simplicidade e autenticidade, ensinam-nos o que \u00e9 a felicidade, reportando-a ao seu significado original.<\/p>\n<p>Manuela Barile (n. 1978) \u00e9 uma artista de origem italiana que vive e trabalha na regi\u00e3o rural do maci\u00e7o da Gralheira (S. Pedro do Sul) desde 2006. A\u00ed desenvolve projectos em estreito contacto com as comunidades locais, tendo em conta aspectos espec\u00edficos do territ\u00f3rio como a tradi\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria, os s\u00edmbolos e os rituais depositados no solo como marcas indel\u00e9veis. O seu trabalho art\u00edstico combina antropologia visual e sonora, document\u00e1rio, v\u00eddeo arte, performance art e performance vocal, tocando quest\u00f5es \u00edntimas como a morte, a pobreza, o trabalho, a felicidade, a emigra\u00e7\u00e3o, etc. A arte de Manuela Barile \u00e9 uma investiga\u00e7\u00e3o cont\u00ednua sobre a realidade, sobre o estar no mundo, sobre a experi\u00eancia pessoal. Usando como ponto de partida a sua pr\u00f3pria exist\u00eancia e a de pessoas comuns, o trabalho da artista \u00e9 capaz de transformar a experi\u00eancia individual num lugar de projec\u00e7\u00e3o colectiva. Como performer vocal, embarcou em 2001 num percurso pessoal na \u00e1rea da experimenta\u00e7\u00e3o vocal aplicada \u00e0 improvisa\u00e7\u00e3o livre. A artista baseia-se no uso de \u201ct\u00e9cnicas vocais estendidas\u201d focadas na rela\u00e7\u00e3o entre voz, corpo, paisagem sonora e propriedades ac\u00fasticas dos lugares. Manuela Barile \u00e9 presentemente diretora art\u00edstica da Binaural\/Nodar, organiza\u00e7\u00e3o para a qual criou in\u00fameras obras audiovisuais, muitas das quais co-financiadas pelo Governo de Portugal e por funda\u00e7\u00f5es privadas em Portugal e em It\u00e1lia (\u201cMoroloja\u201d, \u201cLocus in Quo\u201d, \u201cOikos\u201d, \u201cRheia Zoontes\u201d, \u201cA Esposa\u201d etc.). As suas obras foram exibidas em m\u00faltiplos festivais e espa\u00e7os expositivos nacionais e internacionais: Australian International Experimental Film Festival, Cologne OFF, \u00d3ptica Madrid, \u00d3ptica Buenos Aires, Videoholica, Festival Internacional de Cinema de Camden (US), Marco (Vigo), Espa\u00e7o Isto \u00e9 Normal (A Corunha), Museu Bienal de Cerveira, Espa\u00e7o Performas (Aveiro), Teatro Viriato (Viseu), etc.<\/p>\n<p><strong>Rui Silveira | &#8220;Abrigo&#8221; | Abril 2009<\/strong><br \/>\nNuma regi\u00e3o onde a arquitectura tradicional sofreu enormes transforma\u00e7\u00f5es \u2013 resultantes n\u00e3o s\u00f3 da introdu\u00e7\u00e3o de novos materiais e t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pela importa\u00e7\u00e3o de modelos arquitect\u00f3nicos estrangeiros \u2013 sentimos muitas vezes que existe um tempo diferente em torno das constru\u00e7\u00f5es que ainda mant\u00eam as caracter\u00edsticas originais da regi\u00e3o. Estas casas, muitas das quais foram abandonadas, mais que simples abrigos, foram locais essenciais da vida di\u00e1ria da fam\u00edlia. Estes gestos e ac\u00e7\u00f5es extintos ecoam ainda nos seus muros de pedra. S\u00e3o mem\u00f3rias evocadas pelas divis\u00f5es vazias, relatos de habitantes que ainda as lembram vivas, objectos que, deixados para tr\u00e1s, nos contam hist\u00f3rias. Pode falar-se de um tempo diferente dentro destas casas, um tempo indiferente \u00e0 nossa presen\u00e7a, indiferente ao presente, um tempo que nos fala da identidade do territ\u00f3rio, de uma maneira muito pr\u00f3pria de o construir e habitar que, pelo uso dos materiais, se relaciona quase mimeticamente com a paisagem natural. Partindo de relatos dos habitantes e grava\u00e7\u00f5es da ambi\u00eancia destes locais, surge um objecto audiovisual h\u00edbrido que relaciona uma vis\u00e3o documental com outra linguagem mais experimental em torno do universo sonoro dos materiais usados para a sua constru\u00e7\u00e3o \u2013 a pedra e a madeira.<\/p>\n<p>Rui Silveira nasceu em Campo Maior em 1983 e vive em Lisboa. \u00c9 licenciado em Design de Comunica\u00e7\u00e3o na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e embora a sua forma\u00e7\u00e3o tenha sido em grade parte orientada para o design gr\u00e1fico, sempre tentou dirigir os seus trabalhos para os meios audiovisuais. As rela\u00e7\u00f5es entre som e imagem (v\u00eddeo ou fotografia) captaram desde o in\u00edcio a sua aten\u00e7\u00e3o e interesse. Participou com trabalhos no Festival Collision em Londres e nos Rencontres Internationales em Paris e ganhou em 2011 o primeiro pr\u00e9mio do festival de curtas metragens Vista Curta com o seu filme &#8220;Abrigo&#8221; realizado no \u00e2mbito de uma resid\u00eancia art\u00edstica na Binaural\/Nodar.<\/p>\n<p><strong>Steve Peters | &#8220;Li\u00e7\u00f5es dos Antepassados&#8221; | Julho 2011<\/strong><br \/>\nSteve Peters realizou um trabalho sonoro combinando os seguintes elementos: grava\u00e7\u00f5es de campo de sons ambientais e do toque dos sinos das capelas, ambos captados na freguesia de S\u00e3o Martinho das Moitas; processamentos electr\u00f3nicos de alguns desses sons; textos falados por habitantes que evocam a paisagem regional, constitu\u00eddos por nomes de habitantes falecidos e nomes de plantas e animais locais, alguns cantados em latim. Esses v\u00e1rios elementos foram tecidos em conjunto para criar um retrato sonoro sugestivo da paisagem regional e da rela\u00e7\u00e3o humana colectiva a esses lugares atrav\u00e9s da linguagem.<\/p>\n<p>Steve Peters (n. 1959) faz m\u00fasica e som para uma grande variedade de contextos e ocasi\u00f5es usando grava\u00e7\u00f5es de campo, objectos naturais e encontrados, electr\u00f3nica, v\u00e1rios instrumentos musicais, e texto falado. Atento \u00e0s nuances subtis da percep\u00e7\u00e3o e dos lugares, o seu trabalho muitas vezes \u00e9 site-specific e tende a ser contemplativo. Steve Peters participa em projectos como membro da Seattle Phonographers Union, e tamb\u00e9m trabalha como produtor freelance, escritor e curador. Desde 1989 tem sido director de Nonsequitur, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que realiza eventos de m\u00fasica experimental e arte sonora, actualmente atrav\u00e9s do Ciclo de M\u00fasica Wayward no Chapel Performance Space, em Seattle.[:]<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":17391,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6819","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6819"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6819\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18027,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6819\/revisions\/18027"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}