{"id":310,"date":"2009-11-12T15:08:16","date_gmt":"2009-11-12T14:08:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/?p=310"},"modified":"2023-06-09T11:33:58","modified_gmt":"2023-06-09T11:33:58","slug":"binaural-exhibition-viriato-theatre-exposicao-binaural-teatro-viriatolang_pt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/310","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o Binaural no Teatro Viriato"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\">A Binaural convida todos para a inaugura\u00e7\u00e3o da mostra de v\u00eddeos \u201cNodar: Territ\u00f3rio Inscrito\u201d, a ter lugar na <strong>sexta-feira, 13 Novembro \u00e0s 18h30<\/strong> no foyer do Teatro Viriato, Viseu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teatro Viriato<br \/>\nLargo Mouzinho de Albuquerque<br \/>\n3511 901 Viseu<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cNodar: Territ\u00f3rio Inscrito\u201d<br \/>\nQuatro obras v\u00eddeo criadas no contexto rural de Nodar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa colabora\u00e7\u00e3o entre a Binaural e o Teatro Viriato apresenta-se entre 13 Novembro e 29 Dezembro de 2009 uma mostra de quatro trabalhos v\u00eddeo realizados no Centro de Resid\u00eancias Art\u00edsticas de Nodar em 2008 e 2009. Os v\u00eddeos a exibir no foyer do Teatro Viriato situam-se nos dom\u00ednios da v\u00eddeo arte, da arte em espa\u00e7o p\u00fablico e do documentarismo experimental e reflectem sobre diferentes formas de inscri\u00e7\u00e3o num territ\u00f3rio, seja a forma como o xisto moldou as aldeias rurais da zona de Nodar ou as marcas sociais acumuladas ao longo de s\u00e9culos que tanto unem como separam membros de comunidades isoladas ou ainda a transi\u00eancia c\u00edclica da paisagem e o seu impacto sensorial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rui Silveira (Portugal)<br \/>\n\u201cAbrigo\u201d 2009<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa regi\u00e3o (o vale do rio Paiva) onde a arquitectura tradicional sofreu enormes transforma\u00e7\u00f5es \u2013 resultantes n\u00e3o s\u00f3 da introdu\u00e7\u00e3o de novos materiais e t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pela importa\u00e7\u00e3o de modelos arquitect\u00f3nicos estrangeiros \u2013 sentimos muitas vezes que existe um tempo diferente em torno das constru\u00e7\u00f5es que ainda mant\u00eam as caracter\u00edsticas originais da regi\u00e3o. Estas casas, muitas das quais foram abandonadas, mais que simples abrigos, foram locais essenciais da vida di\u00e1ria da fam\u00edlia. Estes gestos e ac\u00e7\u00f5es extintos ecoam ainda nos seus muros de pedra. S\u00e3o mem\u00f3rias evocadas pelas divis\u00f5es vazias, relatos de habitantes que ainda as lembram vivas, objectos que, deixados para tr\u00e1s, nos contam hist\u00f3rias. Pode falar-se de um tempo diferente dentro destas casas, um tempo indiferente \u00e0 nossa presen\u00e7a, indiferente ao presente, um tempo que nos fala da identidade do territ\u00f3rio, de uma maneira muito pr\u00f3pria de o construir e habitar que, pelo uso dos materiais, se relaciona quase mimeticamente com a paisagem natural. Partindo de relatos dos habitantes e grava\u00e7\u00f5es da ambi\u00eancia destes locais, surge um objecto audiovisual h\u00edbrido que relaciona uma vis\u00e3o documental com outra linguagem mais experimental em torno do universo sonoro dos materiais usados para a sua constru\u00e7\u00e3o \u2013 a pedra e a madeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rui Silveira nasceu em Campo Maior em 1983 e vive em Lisboa. \u00c9 licenciado em Design de Comunica\u00e7\u00e3o na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e embora a sua forma\u00e7\u00e3o tenha sido em grade parte orientada para o design gr\u00e1fico, sempre tentou dirigir os seus trabalhos para os meios audiovisuais. As rela\u00e7\u00f5es entre som e imagem (v\u00eddeo ou fotografia) captaram desde o in\u00edcio a sua aten\u00e7\u00e3o e interesse. Participou com trabalhos no Festival Collision em Londres e nos Rencontres Internationales em Paris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">http:\/\/www.ruisilveira.com<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Joana Nascimento<br \/>\n\u201cSimLugares\u201d, 2009<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSimLugares\u201d \u00e9 um projecto que se interessa por territ\u00f3rio e paisagem, no sentido da rela\u00e7\u00e3o entre pessoas num contexto (rural), e interac\u00e7\u00e3o entre pessoas e espa\u00e7o (de que fazem uso e propriedade). Resistindo \u00e0 leitura de n\u00e3o-lugares (Marc Aug\u00e9), interessa \u00e0 artista antes uma ideia de lugar comum associada ao reconhecimento psicogeogr\u00e1fico do lugar. Segundo Henri L\u00e9febrve (pensador de cariz marxista), a activa\u00e7\u00e3o de um lugar faz-se pelas suas din\u00e2micas, e o pr\u00f3prio significado de um determinado espa\u00e7o tem menos a ver com a sua constru\u00e7\u00e3o em si mesma, mas com os usos que permite. Neste projecto a artista procurou produzir um conjunto de mapas (mentais, conceptuais, cognitivos) baseados em indica\u00e7\u00f5es orais da popula\u00e7\u00e3o local em torno de pr\u00e1ticas pessoais no espa\u00e7o da aldeia de Nodar. Trata-se de procurar entender o lugar no sentido das imagens, mem\u00f3rias, usos que lhes est\u00e3o associadas, e atrav\u00e9s destes elementos e exp\u00f4r o modo como as pessoas se relacionam com a paisagem que as rodeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Joana Nascimento \u00e9 uma artista visual portuguesa. Licenciou-se em Artes Pl\u00e1sticas \u2013 Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto, onde actualmente desenvolveu uma investiga\u00e7\u00e3o intitulada \u201cTerritorializa\u00e7\u00e3o dos Espa\u00e7os, [In]Visibilidades \u2013 Uma Abordagem ao Espa\u00e7o e Tempo Performativo nas Pr\u00e1ticas Art\u00edsticas para o Espa\u00e7o P\u00fablico\u201d, no \u00e2mbito do segundo ano do Mestrado em Arte e Design para o Espa\u00e7o P\u00fablico. Em 2006\/07 Obteve forma\u00e7\u00e3o extracurricular em Cenografia e Intermedia na Akademia Sztuk Pieknych w Krakowie, Pol\u00f3nia. Faz parte do colectivo multidisciplinar \u201cInner-city\u201d, cujos interesses se centram em abordagens locais ao espa\u00e7o p\u00fablico e participou em v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es colectivas em Portugal, Espanha e Pol\u00f3nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Svetlana Bogomolova (R\u00fassia\/Est\u00f3nia)<br \/>\n\u201cFive Transient Videos\u201d, 2009<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFive Transient Videos\u201d \u00e9 um grupo de cinco breves v\u00eddeos acerca da transi\u00eancia de tudo \u00e0 nossa volta, acerca da finitude \u2013 que une pessoas, animais e paisagem, o que \u00e9 n\u00e3o \u00e9 uma ideia triste, mas sim calma e po\u00e9tica. Essa \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o da artista acerca de Nodar \u2013 nada parecida com a depress\u00e3o generalizada do Norte de onde a artista \u00e9 origin\u00e1ria &#8211; e que est\u00e1 relacionada com a ideia de auto-sufici\u00eancia e de consci\u00eancia de que tudo vem e vai. Este conhecimento \u00e9 antigo e feminino e d\u00e1 \u00e0 artista muito poder \u2013 algo que poderia ser designado de m\u00edstico, mas que ela prefere qualificar de pacificador e portador de confian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Svetlana Bogomolova nasceu em S\u00e3o Petersburgo (R\u00fassia) e vive actualmente na Est\u00f3nia. \u00c9 formada em media e publicidade pela Faculdade de Belas Artes de Tartu. Desenvolve projectos nos dom\u00ednios da fotografia, v\u00eddeo, performance, instala\u00e7\u00e3o, design gr\u00e1fico e multim\u00e9dia. \u00c9 membro do MoKS &#8211; Centro para a Arte e Pr\u00e1tica Social e tem participado em diversas exposi\u00e7\u00f5es, projec\u00e7\u00f5es, performances, instala\u00e7\u00f5es \u00e1udio e v\u00eddeo. Trabalha actualmente em v\u00eddeo arte, como VJ e como designer gr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">http:\/\/www.svetabogomolova.com<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lezli Rubin-Kunda (Israel)<br \/>\n\u201cMarking Stones\u201d, 2008<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cMarking Stones\u201d a artista deambula pela aldeia local onde as pedras de xisto s\u00e3o usadas para construir paredes, casas, pavimentar estradas, delimitar propriedades. Ela responde \u00e0s pedras encontradas em diferentes locais, marcando-as com incis\u00f5es, desenhando nelas e decalcando-as em papel. O v\u00eddeo documenta as suas interac\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas em cada local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lezli Rubin-Kunda \u00e9 uma artista multidisciplinar israelita que trabalha nas \u00e1reas da performance, instala\u00e7\u00e3o, fotografia e desenho. A sua pr\u00e1tica nos \u00faltimos 10 anos tem-se focado em projectos \u201csite-specific\u201d explorando um ambiente atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o directa, usando o seu corpo e os materiais dispon\u00edveis do local para desenvolver ac\u00e7\u00f5es e criar configura\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias. O seu trabalho tem sido apresentado em festivais de performance, v\u00eddeo e multidisciplinares em diversos locais de Israel, Europa e Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"video-shortcode\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"rpGRANlsDA\">\n<p><a href=\"https:\/\/www.lezlirubinkunda.com\/\">HOMEPAGE<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;HOMEPAGE&#8221; &#8212; LEZLI RUBIN-KUNDA\" src=\"https:\/\/www.lezlirubinkunda.com\/embed\/#?secret=21aL3J7ulS#?secret=rpGRANlsDA\" data-secret=\"rpGRANlsDA\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/div>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apoios:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian<br \/>\nC\u00e2mara Municipal de S. Pedro do Sul<br \/>\nMokS (Est\u00f3nia)<br \/>\nParallelo 41\u00ba (It\u00e1lia)<br \/>\nAlg-a (Espanha)<br \/>\nAssocia\u00e7\u00e3o Aldeias de Magaio<br \/>\nviseu.tv (Parceiro Media)[:]<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":17413,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=310"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17415,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310\/revisions\/17415"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17413"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}