{"id":2512,"date":"2011-09-22T10:39:39","date_gmt":"2011-09-22T09:39:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/?p=2512"},"modified":"2023-06-12T11:47:03","modified_gmt":"2023-06-12T11:47:03","slug":"festival-vozes-de-magaio-1-3-out","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/2512","title":{"rendered":"Festival Vozes de Magaio: 1 &#8211; 3 Out."},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p><em>Festival Vozes de Magaio<br \/>\n<\/em><em>1 a 3 Outubro 2011<br \/>\nS\u00e3o Pedro do Sul<\/em><\/p>\n<p><em>www.binauralmedia.org<\/em><\/p>\n<p>A Binaural \/ Nodar e Associa\u00e7\u00e3o Aldeias de Magaio apresentam o\u00a0<em>Festival Vozes de Magaio<\/em> &#8211; Abrigar e Transumar a Tradi\u00e7\u00e3o Oral, que decorrer\u00e1 entre\u00a0<em>1 a 3 \u00a0Outubro 2011<\/em> nas Freguesias de\u00a0<em>Candal e Manhouce<\/em> (concelho de S. Pedro do Sul, distrito de Viseu)<\/p>\n<p><em>1.Introdu\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>A <em>voz<\/em> \u00e9 o principal instrumento da comunica\u00e7\u00e3o humana. A voz desenha e transmite conte\u00fados,\u00a0<em>cria rela\u00e7\u00f5es<\/em> entre sujeitos e pressup\u00f5e escuta e participa\u00e7\u00e3o. A voz (a nossa e a dos outros)\u00a0<em>leva-nos para fora<\/em>, liberta-nos do peso insuport\u00e1vel da\u00a0<em>repeti\u00e7\u00e3o<\/em> \u00e0 qual de outra forma seriamos confinados.\u00a0<em>A voz \u00e9 som<\/em><strong>,<\/strong> \u00e9 s\u00edmbolo de uma interioridade de outro modo inexprim\u00edvel. A voz prepara o\u00a0<em>sentido do lugar<\/em> onde a palavra se dir\u00e1.<br \/>\nNa regi\u00e3o rural Portuguesa do\u00a0<em>maci\u00e7o da Gralheira<\/em> (Concelho de S. Pedro do Sul), composta por\u00a0<em>comunidades de montanha<\/em> em que\u00a0<em>agricultura e pastor\u00edcia<\/em>de subsist\u00eancia eram as actividades dominantes, locais onde a electricidade e consequentemente a televis\u00e3o chegaram h\u00e1 apenas cerca de 30 anos, todo o conhecimento e comunica\u00e7\u00e3o tinha como meio a\u00a0<em>voz humana<\/em>. Esse facto por si s\u00f3 \u00e9 suficiente para conferir uma\u00a0<em>riqueza densa<\/em> a todo o discurso oral\u2026 a<em>idiossincrasia, o desconcertante, o subliminar, os sotaques<\/em>, aspectos que v\u00e3o sendo cada vez mais estandardizados. Estas aldeias rurais do concelho de S. Pedro do Sul, integradas desde h\u00e1 pouco tempo numa rede de aldeias \u2013 \u201cAldeias de Magaio\u201d, ainda hoje mant\u00eam tra\u00e7os dessa oralidade que se manifesta em todos os aspectos da vida pr\u00e1tica, mental e espiritual.<br \/>\nO Festival Vozes de Magaio prop\u00f5e colocar em di\u00e1logo todas as formas de\u00a0<em>patrim\u00f3nio oral rural<\/em> e formas art\u00edsticas contempor\u00e2neas centradas na voz, que trabalhem aspectos como a origem, o significado, as rela\u00e7\u00f5es do sagrado (reconduzido ao seu significado ancestral de\u00a0<em>mist\u00e9rio e s\u00edmbolo<\/em>), a voz como elemento na base de\u00a0<em>rituais, costumes e supersti\u00e7\u00f5es<\/em>, capaz de encantar o ouvinte e de trazer mudan\u00e7as profundas no real, nas comunidades e no territ\u00f3rio, a voz como protagonista de\u00a0<em>mem\u00f3rias, mitos, arqu\u00e9tipos<\/em>, sabedoria popular transmitida ao longo dos s\u00e9culos, ou ainda a voz quotidiana, ferramenta de trabalho e vida.<br \/>\nO festival desenrola-se em tr\u00eas per\u00edodos distintos ao longo do ano de 2011, Maio, Julho e Outubro, tendo a presen\u00e7a de dezenas de artistas internacionais e locais e proporciona um vasto programa de actividades dirigidas a p\u00fablicos variados:\u00a0<em>performances, instala\u00e7\u00f5es sonoras, actividades ambientais, confer\u00eancias, actividades de descoberta do patrim\u00f3nio oral e musical local, bailes tradicionais, gastronomia, etc.<\/em><\/p>\n<p><em>2. Apresenta\u00e7\u00f5es de Cria\u00e7\u00f5es Art\u00edsticas Art\u00edsticas Magaio Voicescapes<\/em><\/p>\n<p>O principal n\u00facleo do programa do festival consistir\u00e1 na apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo de\u00a0<em>cinco projectos art\u00edsticos sonoros\/vocais <\/em>desenvolvidos ao longo do m\u00eas de Setembro numa resid\u00eancia art\u00edstica colectiva organizada pela\u00a0<em>Binaural\/Nodar<\/em> e acolhida no Retiro da Fraguinha pela\u00a0<em>P\u00e9s na Terra<\/em> e que conta com a presen\u00e7a de sete artistas oriundos de Portugal, M\u00e9xico, Brasil, B\u00e9lgica, Holanda, Israel e Inglaterra.<\/p>\n<p>Esta resid\u00eancia art\u00edstica coloca em contacto directo e profundo artistas de renome internacional com paisagens e comunidades muitas vezes esquecidas como<em>Candal, P\u00f3voa das Leiras, Coelheira<\/em> (todas na freguesia de Candal) e\u00a0<em>Manhouce, Gestosinho, Gamoal, Vilarinho, Muro, Malfeitoso, Salgueiro, Sequeiro<\/em>(todas na Freguesia de Manhouce).<\/p>\n<p>Descrevem-se de seguida os projectos art\u00edsticos e biografias dos artistas residentes:<\/p>\n<p><em>Patr\u00edcia Azevedo (Brasil) e Clare Charnley (Inglaterra)<\/em><br \/>\nProjecto Gestosinho<\/p>\n<p>A proposta das artistas \u00e9 gerar interac\u00e7\u00f5es com as pessoas da zona de Manhouce, seu espa\u00e7o geogr\u00e1fico e social, sua identidade e mem\u00f3ria a fim de realizar um poema sonoro, usando pastilhas de \u00e1udio vermelhas, como as que se encontram nos brinquedos falantes. Equacionando a for\u00e7a da cultura oral e o facto do mundo rural ainda manter uma rela\u00e7\u00e3o particular com a paisagem e seus usos, as artistas pensam tecer uma malha po\u00e9tica de realidades materiais e imateriais superpostas. O processo consiste em caminhar gravando nas pastilhas de \u00e1udio figuras sonoras encontradas em paisagens e cenas do quotidiano e, posteriormente, convidar as pessoas a escut\u00e1-las e a criar uma tradu\u00e7\u00e3o livre do som para a voz, uma onomatop\u00e9ia ou figura de linguagem, usando a pr\u00f3pria voz, a ser gravada em outra pastilha.<br \/>\nClare Charnley (UK) e Patr\u00edcia Azevedo (BR) trabalham em parceria desde 2007. Usam diferentes m\u00eddias \u2013 fotografia, \u00e1udio, v\u00eddeo, performances \u2013 para desenvolver projetos que equacionam observa\u00e7\u00f5es sobre linguagem, territ\u00f3rio e rela\u00e7\u00f5es de poder. Localizam os pr\u00f3prios trabalhos n\u00e3o somente nos artefatos | imagens que realizam mas nas rela\u00e7\u00f5es que se estabelecem entre as pessoas e no acto comunicativo em si. Pelo trabalho em conjunto receberam pr\u00e9mios dos programas Visiting Arts e British Council e foram finalistas do Pr\u00e9mio Northern Art Prize 2009. Foram tamb\u00e9m, em 2010, comissionadas para desenvolver trabalhos na galeria Bluecoat, Liverpool; Besfast Exposed, Belfast; PSL Gallery, Leeds; Crunchtime, York. Al\u00e9m disso, Patricia Azevedo \u00e9 professora de Artes Visuais na Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil e Clare Charnley professora de Belas Artes da Universidade de Leeds Metropolitan.<\/p>\n<p><em>Rog\u00e9rio Nuno Costa (Portugal)<\/em><br \/>\nVou \u00e0 tua Mesa [do sensual absoluto e outras est\u00e9ticas tecno-emocionais]<\/p>\n<p>O projecto \u201cVou \u00e0 tua Mesa\u201d nasce no contexto da trilogia \u201cVou A Tua Casa\u201d (2003\/2006), uma performance teatral que acontecia nas casas dos espectadores, em espa\u00e7os p\u00fablicos \u00e0 escolha do espectador e na casa do pr\u00f3prio criador. Foi durante o decurso da terceira fase do projecto \u201cVou A Tua Casa\u201d (genericamente sub-intitulado \u201cLADO C\u201d, 2006), que o projecto \u201cVou \u00c0 Tua Mesa\u201d come\u00e7ou a dar os primeiros passos. A performance consistia na cria\u00e7\u00e3o de um contexto relacional e conferencial que acontecia \u00e0 mesa de uma refei\u00e7\u00e3o confeccionada pelo artista, simultaneamente anfitri\u00e3o, orador, cozinheiro, mestre de cerim\u00f3nias e moderador de uma reuni\u00e3o de trabalho ficcionada. A comida \u00e9, neste contexto, n\u00e3o s\u00f3 uma poderosa met\u00e1fora denunciadora dos conceitos de intimidade e de proximidade (caros a toda a trilogia), mas tamb\u00e9m o pretexto mais-que-perfeito para a concretiza\u00e7\u00e3o de uma ideia de performance teatral como \u201cencontro\u201d, utilizando o elemento espec\u00edfico da comida como dispositivo de revela\u00e7\u00e3o sensorial\/sensitivo e como macro-conceito ao mesmo tempo performativo, ritual\u00edstico, visual e relacional.<\/p>\n<p>Vive e trabalha em Lisboa, como artista, investigador e professor. \u00c9 licenciado em Comunica\u00e7\u00e3o Social. Frequenta o Mestrado em Cultura Contempor\u00e2nea e Novas Tecnologias. Trabalhou com o Teatro Praga, S\u00f3nia Baptista, L\u00facia Sigalho, Alain B\u00e9har, Rosa Coutinho Cabral, Nelson Guerreiro, Teresa Prima, entre outros. Colaborou ainda com v\u00e1rias companhias e estruturas, tais como: Alkantara, CCB, Centro em Movimento, Ch\u00e3o de Oliva, Festival Sonda, Quarta Parede, Transforma AC, APAP, [msdm], Buda Arts Centre, Dance Kiosk e Tanz Fabrik. Como criador, destaca os trabalhos: \u201cVou A Tua Casa \u2014 trilogia\u201d (2003\/2006), \u201cSaudades Do Tempo Em Que Se Dizia Texto\u201d (2003), \u201cACTOR\u201d (2004), \u201cProjecto de Documenta\u00e7\u00e3o\u201d (2006\/2007) e \u201cA Oportunidade do Espectador\u201d (2007\/2008). Actualmente, dedica-se \u00e0 carreira de cozinheiro com o projecto \u201cVou \u00e0 tua Mesa\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.rogerionunocosta.com\">http:\/\/www.rogerionunocosta.com<\/a><\/p>\n<p><em>Josef Sprinzak (Israel)<\/em><br \/>\nBedtime Stories &amp; Lullabies<\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de performances \u00edntimas em casas de fam\u00edlias nas aldeias da regi\u00e3o da Gralheira, na frente das crian\u00e7as e dos pais. Como um performer e artista sonoro vocal, Josef Sprinzak ir\u00e1 a lugares de dormir privados, assumindo um papel entre o m\u00fasico-poeta \/ contador de hist\u00f3rias e o \u201cestranho\u201d que executa pe\u00e7as vocais e ac\u00e7\u00f5es rituais baseadas em l\u00ednguas estrangeiras \u2013 principalmente hebraico, l\u00ednguas irreconhec\u00edveis e talvez um pouco de Ingl\u00eas. A performance num quarto de dormir \u00e9 um formato que explora a voz num contexto situado entre o funcional e o art\u00edstico, entre o reconhecido e o estranho. As sess\u00f5es ter\u00e3o um car\u00e1cter interactivo que ir\u00e1 exceder o padr\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es teatrais performer \/ p\u00fablico, transformando-se em \u201ceventos\u201d, no sentido da tradi\u00e7\u00e3o de performance art visual. Os eventos em quartos de dormir ser\u00e3o levados a cabo atrav\u00e9s do uso de objectos, fontes sonoras port\u00e1teis, actos vocais e troca de fun\u00e7\u00f5es entre os participantes e o performer.<\/p>\n<p>Josef Sprinzak \u00e9 um artista perform\u00e1tico e sonoro que vive e trabalha em Tel Aviv. A sua forma\u00e7\u00e3o profissional inclui ci\u00eancias da computa\u00e7\u00e3o, teatro visual e trabalho vocal. Est\u00e1 entre os primeiros artistas de poesia textual \/ sonora em Israel e o seu trabalho consiste em nota\u00e7\u00f5es precisas de linguagem, discurso gravado, vocaliza\u00e7\u00f5es, gestos corporais, movimentos e rela\u00e7\u00f5es espaciais, lidando com identidade privada e colectiva, as rela\u00e7\u00f5es entre l\u00edngua e hist\u00f3ria, consci\u00eancia e mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>http:\/\/www.myspace.com\/josefsprinzak<\/p>\n<p><em>Carmina Escobar (M\u00e9xico)<\/em><\/p>\n<p>Carmina Escobar prop\u00f5e o desenvolvimento e realiza\u00e7\u00e3o de um concerto-performance, na busca da integra\u00e7\u00e3o de diversos elementos, objectos sonoros e experi\u00eancias, nas quais o espa\u00e7o prop\u00f5e a sua pr\u00f3pria fala est\u00e9tica, o seu cunhado, principalmente sobre o envolvimento de uma narrativa pessoal e corporal e de uma linguagem sonora no \u00e2mbito da cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o c\u00e9nico em que o ritual da performance em si \u00e9 conduzido e ligado pela voz, seja na sua forma crua ou processada eletronicamente. O concerto \u2013 performance ser\u00e1 desenvolvido, assim como uma instala\u00e7\u00e3o sonora, tendo como principal principal tarefa a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade como parte activa dos processos criativos que ter\u00e3o lugar no \u00e2mbito desta resid\u00eancia.<\/p>\n<p>Carmina Escobar \u00e9 uma cantora e artista multim\u00e9dia oriunda da Cidade do M\u00e9xico que tem colaborado em diferentes projectos, nos quais explora uma diversidade de linguagens sonoras, como a m\u00fasica medieval, \u00f3pera, m\u00fasica contempor\u00e2nea, m\u00fasica folcl\u00f3rica, m\u00fasica eletr\u00f3nica e tend\u00eancias experimentais envolvendo colabora\u00e7\u00f5es interdisciplinares e multim\u00e9dia. Como solista tem realizado concertos de repert\u00f3rio contempor\u00e2neo para voz solo, estreado de jovens compositores e realizado performances das suas pr\u00f3prias composi\u00e7\u00f5es. Ela det\u00e9m um mestrado em Performance Vocal pelo Instituto de Artes da Calif\u00f3rnia, focado em t\u00e9cnicas vocais estendidas, improvisa\u00e7\u00e3o e performance interdisciplinar e multim\u00e9dia.<\/p>\n<p>http:\/\/www.carminaescobar.com<\/p>\n<p><em>Toine Horvers (Holanda) e Myriam Van Imschot (B\u00e9lgica)<\/em><br \/>\nWalking, singing, talking the landscape<\/p>\n<p>Ambos os artistas compartilham um interesse no som, linguagem e voz, no ponto de intersec\u00e7\u00e3o onde as pessoas e lugares se encontram. Para o programa de Resid\u00eancias Art\u00edsticas de Nodar eles gostariam de se envolver num mapeamento experimental da rede das \u201cAldeias de Magaio\u201d, focado na interliga\u00e7\u00e3o entre as aldeias da regi\u00e3o e os respectivos arredores. As aldeias rurais s\u00e3o muitas vezes consideradas como sendo isoladas. No entanto funcionam numa rede complexa de movimentos, passagens, tr\u00e1fego de desejos e de conhecimento, envolvendo seres humanos, animais, fauna e flora.<\/p>\n<p>Toine e Myriam ir\u00e3o experimentar o movimento e as conex\u00f5es das estradas com os caminhos alternativos ou secund\u00e1rios, abra\u00e7ando os encontros acidentais no seu caminho. Isto levar\u00e1 a um trabalho sonoro e verbal, que pode envolver grava\u00e7\u00f5es sonoras, desenho, lidando com a elasticidade da dist\u00e2ncia e do tempo, a altern\u00e2ncia de chegadas, partidas, transi\u00e7\u00f5es, destinos, perdas, etc, numa paisagem em perp\u00e9tuo movimento quando \u00e9 atravessada.<\/p>\n<p>Toine Horvers, um artista visual que trabalha com a linguagem e texto, atrav\u00e9s de formas visuais, aud\u00edveis e performativas. Toine confere \u00e0 linguagem uma forma ritual, para criar esculturas tempor\u00e1rias a partir da linguagem, um gesto no espa\u00e7o e no tempo. Apresenta as descri\u00e7\u00f5es de suas observa\u00e7\u00f5es de situa\u00e7\u00f5es e processos do mundo \u00e0 sua volta, em diferentes media: performance (a solo ou em grupo), livros escritos \u00e0 m\u00e3o, instala\u00e7\u00f5es sonoras ou exibi\u00e7\u00e3o de texto electr\u00f3nico. A voz desempenha um papel essencial nas suas performances, o solo \u00e9 o instrumento que determina o seu lugar no espa\u00e7o. Em projetos e performances mais expandidos, a voz \u00e9 o meio atrav\u00e9s do qual pessoas e lugares podem ser conectados, \u00e0s vezes num \u00fanico espa\u00e7o, \u00e0s vezes atrav\u00e9s de longas dist\u00e2ncias.<\/p>\n<p>http:\/\/www.toinehorvers.nl\/<\/p>\n<p>Myriam Van Imschoot (1969) iniciu a sua pr\u00e1tica art\u00edstica e performativa com palestras \u00a0na forma de performances. Originalmente uma escritora, tem sido influenciada por artistas como Vito Acconci, o qual como poeta trocou a p\u00e1gina por outros media. Nesse sentido, a artista olha para as passagens \u201cescorregadias\u201d, onde desliza em direc\u00e7\u00e3o a outros campos de express\u00e3o, muitas vezes desconhecidos para ela. O trabalho art\u00edstico que desenvolveu ao longo dos \u00faltimos anos com a s\u00e9rie \u201cExpanded Publications\u201d envolve diferentes media e respectivas potencialidades sensoriais, tais como a performance, v\u00eddeo, e instala\u00e7\u00e3o sonora. Myriam Van Imschoot \u00e9 respons\u00e1vel art\u00edstica de Sarma (com Jeroen Peeters) desde 2003. Entre outras coisas, em 2010-2011, ela est\u00e1 desenvolvendo com o software online vzw Constant software, espec\u00edfico para publica\u00e7\u00e3o de \u00e1udio-documenta\u00e7\u00e3o e poesia sonora.<\/p>\n<p>http:\/\/www.sarma.be\/nieuw\/critics\/imschoot.htm<\/p>\n<p><em>3. Ciclo de Confer\u00eancias Novas e Antigas Formas de Habitar o Rural: Celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Arquitectura em 3 Outubro 2011<\/em><\/p>\n<p>Retiro da Fraguinha (Candal, S\u00e3o Pedro do Sul)<br \/>\nCoordenadas Geogr\u00e1ficas: +40\u00b0 51&#8242; 15.60&#8243;, -8\u00b0 10&#8242; 44.37&#8243;<br \/>\n3 Outubro 2011 | 09h00 &#8211; 18h00<\/p>\n<p>No \u00e2mbito do Festival Vozes de Magaio, decorrer\u00e1, no dia 3 de Outubro no Retiro da Fraguinha (freguesia de Candal), o ciclo de confer\u00eancias \u201c<em>Novas e Antigas Formas de Habitar o Rural<\/em>\u201d. Este ciclo de confer\u00eancias pretende celebrar o dia mundial da arquitectura atrav\u00e9s de uma reflex\u00e3o multidisciplinar sobre as formas e\u00a0<em>usos ancestrais <\/em><em>das<\/em><em> tipologias arquitect\u00f3nicas<\/em> associadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e dos modos poss\u00edveis para a sua\u00a0<em>reutiliza\u00e7\u00e3o<\/em>, tendo em conta o novo\u00a0<em>paradigma p\u00f3s-agr\u00edcola<\/em> que se vive actualmente na grande maioria dos espa\u00e7os rurais Portugueses. Estar\u00e3o presentes tanto habitantes da regi\u00e3o com conhecimento das\u00a0<em>t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o<\/em> tradicionais e dos\u00a0<em>modos antigos de viver<\/em> os espa\u00e7os constru\u00eddos, assim como especialistas de diferentes \u00e1reas disciplinares (arquitectura, antropologia, desenvolvimento rural, arte, etc.), os quais representam uma grande diversidade de organiza\u00e7\u00f5es: autarquias, associa\u00e7\u00f5es culturais, universidades, entidades de desenvolvimento regional, etc.<\/p>\n<p>O ciclo de confer\u00eancias \u00e9 coordenado por\u00a0<em>Lu\u00eds Gomes da Costa<\/em> (presidente da Direc\u00e7\u00e3o da Binaural\/Nodar e da Associa\u00e7\u00e3o Aldeias de Magaio, uma rede de aldeias serranas do maci\u00e7o da Gralheira) e\u00a0<em>Maria Carlos Valverde<\/em> (mestranda em Reabilita\u00e7\u00e3o de Arquitectura e N\u00facleos Urbanos na Faculdade de Arquitectura da Universidade T\u00e9cnica de Lisboa), sendo apoiado pelo N\u00facleo de Arquitectos da Regi\u00e3o de Viseu. Os conte\u00fados das palestras ser\u00e3o objecto de uma publica\u00e7\u00e3o posterior, a editar em formato eBook pela Edi\u00e7\u00f5es Nodar, o projecto editoral da Binaural\/Nodar.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o na confer\u00eancia \u00e9 gratuita, sujeita a inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via (condicionada \u00e0 capacidade da sala), bem como a inscri\u00e7\u00e3o para o almo\u00e7o com o pre\u00e7o de 6 Euros. A inscri\u00e7\u00e3o torna-se efectiva mediante o envio de um email para info-binauralmedia.org at\u00e9 ao dia 29 de Setembro.<\/p>\n<p>Lista de Conferenciantes:<\/p>\n<p><em>Isabel Raposo<\/em> (Arquitecta | Faculdade de Arquitectura-Universidade T\u00e9cnica de Lisboa)<br \/>\n<em>Fernando Maio Pinto<\/em> (Arquitecto | Director do Museu do Douro)<br \/>\n<em>Francisco Keil do Amaral<\/em> (Arquitecto | N\u00facleo da Ordem dos Arquitectos Viseu)<br \/>\n<em>Elisabete Figueiredo<\/em> (Soci\u00f3loga | Universidade de Aveiro)<br \/>\n<em>Fernando Gon\u00e7alves<\/em> (Arquitecto | Curso de Arquitectura da Universidade Cat\u00f3lica de Viseu)<br \/>\n<em>Adriano Azevedo<\/em> (Professor | Vice-Presidente da Regi\u00e3o Turismo do Centro e Vereador da C\u00e2mara Municipal S\u00e3o Pedro do Sul)<br \/>\n<em>Ant\u00f3nio Carlos Duarte<\/em> (Economista | Presidente da Direc\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Geoparque de Arouca)<br \/>\nIsabel Silvestre (Cantora Tradicional e Autora sobre Tradi\u00e7\u00f5es Locais | Aldeia de Manhouce)<br \/>\n<em>Arlindo Cunha<\/em> (Agricultor | Aldeia de Rompecilha)<br \/>\n<em>Luis Costa<\/em> (Economista | Presidente da Direc\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Binaural\/Nodar e Aldeias de Magaio)<br \/>\n<em>Maria Carlos Valverde<\/em> (Arquitecta | Mestranda na Faculdade de Arquitectura &#8211; Universidade T\u00e9cnica de Lisboa)<br \/>\n<em>Gianfranco Spitilli<\/em> (Antrop\u00f3logo | Associa\u00e7\u00e3o Bambun \u2013 Regi\u00e3o de Abruzzo, It\u00e1lia)<\/p>\n<p><em>4. O Programa Completo do Festival<\/em><\/p>\n<p><em>S\u00e1bado, 1 de Outubro<\/em><\/p>\n<p>15h30<br \/>\nApresenta\u00e7\u00e3o de Cria\u00e7\u00f5es Art\u00edsticas Magaio Voicescapes<br \/>\nPatr\u00edcia Azevedo e Clare Charnley | Carmina Escobar<br \/>\nPonto de Encontro: Largo da Feira (Manhouce)<\/p>\n<p>17h30<br \/>\nA Voz do Tear<br \/>\nDemonstra\u00e7\u00e3o ao Vivo de Artesanato e Oficina de Burel pela Ditoso Saber &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Cultural<br \/>\nPonto de Encontro: Largo da Feira (Manhouce)<\/p>\n<p>19h00<br \/>\nA Voz dos Ingredientes<br \/>\nDegusta\u00e7\u00e3o de Produtos Gastron\u00f3micos de Manhouce<br \/>\nProposta pela Ditoso Saber &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Cultural<br \/>\nPonto de Encontro: Largo da Feira (Manhouce)<\/p>\n<p>Custo por pessoa: 5 Euros<br \/>\nContactos para inscri\u00e7\u00f5es: 232 723 160 ou 919 257 865 | info-binauralmedia.org<\/p>\n<p>21:00<br \/>\nA Voz das Colheitas<br \/>\nDesfolhada Tradicional com Anima\u00e7\u00e3o por Elementos do Grupo de Cantares de Manhouce<br \/>\nDinamiza\u00e7\u00e3o: Ditoso Saber &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Cultural<br \/>\nPonto de Encontro: Largo da Feira (Manhouce)<\/p>\n<p><em>Domingo, 2 de Outubro<\/em><\/p>\n<p>10h00<br \/>\nA Voz da Farinha<br \/>\nAtelier de Broa de Milho em Candal<br \/>\nPonto de Encontro: Largo das Ter\u00e7as (Candal)<\/p>\n<p>12h30<br \/>\nA Voz dos Ingredientes<br \/>\nAlmo\u00e7o Tradicional em Candal<\/p>\n<p>Custo do Atelier + Almo\u00e7o 10 Euros e 6 Euros p\/ Crian\u00e7as at\u00e9 12 anos<br \/>\nContactos para inscri\u00e7\u00f5es: 232 723 160 ou 919 257 865 | info-binauralmedia.org<\/p>\n<p>14h30<br \/>\nVozes na Terra<br \/>\nGrupo de Cantares de Candal<br \/>\nPonto de Encontro: Largo das Ter\u00e7as (Candal)<\/p>\n<p>16h00<br \/>\nApresenta\u00e7\u00e3o de Cria\u00e7\u00f5es Art\u00edsticas Magaio Voicescapes<br \/>\nJosef Sprinzak | Rog\u00e9rio Nuno Costa | Toine Horvers e Myriam Van Imschoot<br \/>\nRetiro da Fraguinha (Candal)<\/p>\n<p>19h00<br \/>\nVozes ao Entardecer<br \/>\nConcerto ao Vivo do Grupo \u201cBailenda\u201d (www.www.myspace.com\/bailenda )<br \/>\nRetiro da Fraguinha (Candal)<\/p>\n<p><em>Segunda, 3 de Outubro<\/em><\/p>\n<p>10 h00 &#8211; 18h00<br \/>\nCiclo de Confer\u00eancias<br \/>\nDia Mundial da Arquitectura<br \/>\nNovas e Antigas Formas de Habitar o Rural<br \/>\nRetiro da Fraguinha (Candal)<\/p>\n<p>Entrada Livre | Almo\u00e7o Sujeito a Inscri\u00e7\u00e3o (Custo de 6 Euros)<\/p>\n<p>Contactos para inscri\u00e7\u00f5es: 232 723 160 ou 919 257 865 | info-binauralmedia.org<\/p>\n<p><em>5. Ficha T\u00e9cnica<\/em><\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o:<br \/>\nBinaural\/Nodar (http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/)<br \/>\nAssocia\u00e7\u00e3o Aldeias de Magaio (http:\/\/www.aldeiasdemagaio.org)<\/p>\n<p>Acolhimento:<br \/>\nP\u00e9s na Terra (http:\/\/www.pesnaterra.com)<\/p>\n<p>Financiamento:<br \/>\nSecretaria de Estado da Cultura | Direc\u00e7\u00e3o Geral das Artes, Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian<\/p>\n<p>Parceiros:<\/p>\n<p>C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Pedro do Sul, CLDS S. Pedro do Sul \u2013 O Futuro \u00e9 Aqui, Ditoso Saber \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Cultural, Grupo de Cantares de Manhouce, Vozes de Manhouce, Popula\u00e7\u00f5es das Aldeias das Freguesias de Manhouce e Candal<\/p>\n<p>Contactos:<\/p>\n<p>Binaural\/Nodar<br \/>\nRua de Cam\u00f5es, N\u00ba 6 \u2013 1\u00ba Dto. Frente<br \/>\n3660-482 S\u00e3o Pedro do Sul<br \/>\nPortugal<\/p>\n<p>Tel. +351 232 723 160<br \/>\nEmail. info-binauralmedia.org<\/p>\n<p>http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/<br \/>\nhttp:\/\/www.aldeias-sonoras.org<br \/>\nhttp:\/\/www.aldeiasdemagaio.org[:]<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":17756,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2512","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2512","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2512"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2512\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17758,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2512\/revisions\/17758"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17756"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2512"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2512"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2512"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}