{"id":23892,"date":"2025-06-21T11:38:41","date_gmt":"2025-06-21T11:38:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news?p=23892"},"modified":"2025-07-16T10:23:24","modified_gmt":"2025-07-16T10:23:24","slug":"escutar-a-juventude-rural-residencia-artistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/23892","title":{"rendered":"Escutar a juventude rural, resid\u00eancia art\u00edstica"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p>ESCUTAR A JUVENTUDE RURAL<br \/>Resid\u00eancia Art\u00edstica<\/p>\n<p>Com :<br \/>Adriana Lopes, (PT), Leele J\u00fcrjen (EE), Lu\u00eds Costa (PT) e Sanae Mazouz (MA\/IT)<\/p>\n<p>30 junho a 12 de julho<br \/>V\u00e1rzea de Calde (Viseu)<\/p>\n<p>Uma produ\u00e7\u00e3o da Binaural Nodar com o apoio do Munic\u00edpio de Viseu, da Junta de Freguesia de Calde e do espa\u00e7o art\u00edstico italiano Studio Flor\u00ecda. Resid\u00eancia art\u00edstica integrada no projeto Tramontana, uma rede de estruturas culturais que operam em contexto de montanha, cofinanciada pelo programa Europa Criativa.<\/p>\n<p>Ser crian\u00e7a ou jovem no mundo rural portugu\u00eas de at\u00e9 h\u00e1 meio s\u00e9culo atr\u00e1s, significava fazer parte de um processo de prepara\u00e7\u00e3o para a vida adulta que come\u00e7ava em idades precoces e que inclu\u00eda toda uma s\u00e9rie de aprendizagens pr\u00e1ticas ligadas \u00e0 agricultura, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de gado, \u00e0 vida dom\u00e9stica, aos of\u00edcios artesanais ao conhecimento da paisagem, etc. A sociabilidade era desenvolvida atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o num corpo denso de tradi\u00e7\u00f5es vindas de gera\u00e7\u00f5es anteriores: rituais de passagem, jogos, dan\u00e7as, cantares, etc., que proporcionavam sentidos ineg\u00e1veis de perten\u00e7a e de inclus\u00e3o no grupo.<\/p>\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o social das \u00faltimas d\u00e9cadas abalou de forma profunda o modelo de enraizamento dos jovens nascidos em aldeias, j\u00e1 que poucos jovens decidem permanecer no territ\u00f3rio rural onde nasceram. Paradoxalmente as paisagens naturais e rurais s\u00e3o hoje procuradas por muita gente, sendo que estes contextos t\u00eam o potencial de proporcionar aos jovens um certo realinhamento entre corpo e mente, particularmente no contexto atual de crescimento dos n\u00edveis de isolamento social e de outras problem\u00e1ticas psicossociais.<br \/>A Binaural Nodar celebra em 2025 o 20\u00ba ano consecutivo do seu programa de resid\u00eancias art\u00edstica, acolhendo entre 30 junho e 12 de julho tr\u00eas projetos art\u00edsticos que abordam aspetos da rela\u00e7\u00e3o entre a juventude e os contextos rurais.<\/p>\n<p>Adriana Lopes (Portugal)<\/p>\n<p>Focado em formas de sociabilidade l\u00fadica, o projeto de Adriana Lopes procura recolher mem\u00f3rias antigas de experi\u00eancias de brincadeira e modos presentes de brincar, num mesmo espa\u00e7o rural. Por um lado, pretende uma revisita ao saber e fazer tradicional; enquanto, por outro lado, sonda a rela\u00e7\u00e3o da juventude rural atual com esse artesanato de formas e ideias (o que \u00e9 coincidente, o que se aparta).<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica em antropologia permitiu a Adriana Lopes experimentar o m\u00e9todo etnogr\u00e1fico em multimodalidade, articulando-o com pr\u00e1ticas art\u00edsticas cont\u00edguas \u2013 designadamente, o filme, a fotografia e o desenho. Tomando o encontro como premissa para o conhecimento, a artista vai cartografando o seu corpo-arquivo em movimento e em rela\u00e7\u00e3o com as coisas encontradas, para pensar, manejar e refletir o mundo. Aprofundando a ontologia da pr\u00e1xis do teatro, Adriana Lopes reflete igualmente sobre a natureza problem\u00e1tica da representa\u00e7\u00e3o em ve\u00edculos de express\u00e3o \u2013 n\u00e3o s\u00f3 na atividade dram\u00e1tica, como na escrita e na imagem.<\/p>\n<p>Leele J\u00fcrjen (Est\u00f3nia)<\/p>\n<p>O projeto de Leele J\u00fcrjen explora a trajet\u00f3ria de uma jovem que luta para romper as barreiras emocionais que construiu para se proteger das expectativas e do julgamento da sociedade. Tamb\u00e9m reflete o caminho pessoal da artista em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 abertura, \u00e0 autoaceita\u00e7\u00e3o e \u00e0 supera\u00e7\u00e3o da vergonha, dando \u00eanfase \u00e0 empatia sobre o julgamento. Profundamente enraizada nas culturas ind\u00edgenas de V\u00f5ro e Seto, no sudeste da Est\u00f3nia, o trabalho da artista \u00e9 moldado por uma rica heran\u00e7a transmitida pela sua m\u00e3e, Anna Hints, uma aclamada cineasta e artista est\u00f3nia que foi artista residente na Binaural Nodar em 2010. Quinze anos depois, ao viajar sozinha como artista para a mesma zona rural de Portugal, Leele procura reconectar-se com as suas mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia de total liberdade criativa, transformando essa experi\u00eancia de regresso numa peregrina\u00e7\u00e3o terap\u00eautica e transformadora.<\/p>\n<p>Leele J\u00fcrjen, nascida em 2006 em Tartu, Est\u00f3nia, \u00e9 uma violoncelista e vocalista pioneira que combina a forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica com a m\u00fasica tradicional est\u00f3nia. Iniciando o seu percurso musical com o kannel e o violoncelo sob a orienta\u00e7\u00e3o de professores conceituados como Leho Karin e Reet Mets, Leele tornou-se a primeira violoncelista do Departamento de M\u00fasica Tradicional da Heino Eller Music College, onde explorou a m\u00fasica folcl\u00f3rica atrav\u00e9s do seu instrumento de formas inovadoras. Profundamente enraizada na heran\u00e7a cultural dos povos V\u00f5ro and Set, uma que foi transmitida por sua m\u00e3e, Anna Hints, Leele tem dado vida a estes sons enquanto membro fundador do trio folk Nova Lyre, misturando l\u00ednguas antigas e arranjos contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Costa (Portugal) e Sanae Mazouz (Marrocos\/It\u00e1lia)<\/p>\n<p>Dois artistas de gera\u00e7\u00f5es e contextos de origem diferentes descobrem que ambos se relacionam de forma direta com o mundo de jovens que lutam contra sentimentos de isolamento e desespero. O projeto de Lu\u00eds Costa e de Sanae Mazouz entrela\u00e7ar\u00e1 possivelmente a fotografia, o desenho, a v\u00eddeo performance e a arte sonora, na senda de uma reflex\u00e3o multimodal atrav\u00e9s de experi\u00eancias v\u00edvidas extra\u00eddas do denso mundo interior de alguns jovens concretos. Igualmente inspirado nas dificuldades da migra\u00e7\u00e3o e da integra\u00e7\u00e3o, o trabalho enfatiza as experi\u00eancias de jovens que navegam pelas suas emo\u00e7\u00f5es, culturas e identidades, procurando em simult\u00e2neo encontrar compreens\u00e3o e empatia, propondo a hip\u00f3tese de que alguma esperan\u00e7a de regenera\u00e7\u00e3o pode surgir do grito e da express\u00e3o sem filtros.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Costa \u00e9 investigador de doutoramento em cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica na Universidade de Aveiro e na Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha). Desde 2004, trabalha como curador e programador de pr\u00e1ticas art\u00edsticas contempor\u00e2neas e como artista sonoro e media. \u00c9 fundador e coordenador da Binaural Nodar desde 2006. \u00c9 autor\/editor de doze livros dedicados \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o art\u00edstica sonora\/media e \u00e0 etnografia rural. Desde 2007 tem desenvolvido uma intensa atividade de cria\u00e7\u00e3o sonora e audiovisual em contextos rurais, atrav\u00e9s da qual reflete sobre as especificidades e as mudan\u00e7as paisag\u00edsticas, sociais e culturais dos lugares.<\/p>\n<p>Sanae Mazouz (nascida em 1999, em El Brouj, Marrocos) \u00e9 uma artista multidisciplinar que trabalha principalmente com pintura, fotografia e v\u00eddeo performance. Nascida na regi\u00e3o de Chaouia, em Marrocos, onde viveu at\u00e9 aos nove anos, Sanae migrou para It\u00e1lia para se reunir com o pai. Formada em Qu\u00edmica Industrial no ensino secund\u00e1rio, est\u00e1 a frequentar o \u00faltimo ano do curso de Belas-Artes, com especializa\u00e7\u00e3o em Pintura, na Accademia Ligustica di Belle Arti di Genova, e colaborando regularmente com a organiza\u00e7\u00e3o art\u00edstica Studio Flor\u00ecda, localizada no cora\u00e7\u00e3o da cidade antiga de G\u00e9nova.<\/p>\n<p>A Binaural Nodar \u00e9 uma entidade apoiada pela Rep\u00fablica Portuguesa &#8211; Cultura | Dire\u00e7\u00e3o-Geral das Artes.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":8,"featured_media":23893,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[1,676],"tags":[],"class_list":["post-23892","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news","category-artist-residencies"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23892","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23892"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23892\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23971,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23892\/revisions\/23971"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}