{"id":2310,"date":"2011-07-05T23:10:25","date_gmt":"2011-07-05T22:10:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/?p=2310"},"modified":"2023-06-12T13:35:17","modified_gmt":"2023-06-12T13:35:17","slug":"festival-vozes-de-magaio-22-23-julho-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/2310","title":{"rendered":"Festival Vozes de Magaio: 22 &#8211; 23 Julho 2011"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p><strong>Binaural \/ Nodar e<br \/>\nAssocia\u00e7\u00e3o Aldeias de Magaio<\/strong><\/p>\n<p>Apresentam:<\/p>\n<p><strong>Festival Vozes de Magaio<\/strong><br \/>\nAbrigar e Transumar a Tradi\u00e7\u00e3o Oral<\/p>\n<p><strong>22 e 23 Julho 2011<\/strong><br \/>\nFreguesias de S\u00e3o Martinho das Moitas e de Covas do Rio<br \/>\n(concelho de S. Pedro do Sul, distrito de Viseu)<\/p>\n<p>A voz \u00e9 o principal instrumento da comunica\u00e7\u00e3o humana. A voz desenha e transmite conte\u00fados, cria rela\u00e7\u00f5es entre sujeitos e pressup\u00f5e escuta e participa\u00e7\u00e3o. A voz (a nossa e a dos outros) leva-nos para fora, liberta-nos do peso insuport\u00e1vel da repeti\u00e7\u00e3o \u00e0 qual de outra forma seriamos confinados. A voz \u00e9 som, \u00e9 s\u00edmbolo de uma interioridade de outro modo inexprim\u00edvel. A voz prepara o sentido do lugar onde a palavra se dir\u00e1.<\/p>\n<p>A voz \u00e9 uma for\u00e7a arqu\u00e9tipa, \u00e9 uma imagem primordial dotada de um poderoso dinamismo criador. \u00c9 o \u201clugar\u201d onde a linguagem se articula, que vai al\u00e9m da voz, com toda a sua for\u00e7a existencial, materialidade e significado. \u201cA voz \u00e9 uma quest\u00e3o ainda n\u00e3o organizada, significante puro e livre que aponta, aludindo e acenando sem dizer. A voz diz-se no momento em que diz: \u00e9 pura exig\u00eancia. O grito inarticulado, o gemido puro, a vocaliza\u00e7\u00e3o sem palavras, o grito de guerra, s\u00e3o explos\u00f5es do ser que se identifica com a sua pr\u00f3pria voz: a voz \u00e9 vontade de dizer e vontade de existir. \u201c(Paul Zumthor)<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o rural Portuguesa do maci\u00e7o da Gralheira (Concelho de S. Pedro do Sul), composta por comunidades de montanha em que agricultura e pastor\u00edcia de subsist\u00eancia eram as actividades dominantes, locais onde a electricidade e consequentemente a televis\u00e3o chegaram h\u00e1 apenas cerca de 30 anos, todo o conhecimento e comunica\u00e7\u00e3o tinha como meio a voz humana. Esse facto por si s\u00f3 \u00e9 suficiente para conferir uma riqueza densa a todo o discurso oral\u2026 a idiossincrasia, o desconcertante, o subliminar, os sotaques, aspectos que v\u00e3o sendo cada vez mais estandardizados.<\/p>\n<p>Estas aldeias rurais do concelho de S. Pedro do Sul, integradas desde h\u00e1 pouco tempo numa rede de aldeias \u2013 \u201cAldeias de Magaio\u201d, ainda hoje mant\u00eam tra\u00e7os dessa oralidade que se manifesta em todos os aspectos da vida pr\u00e1tica, mental e espiritual:<\/p>\n<p>A voz que reza e confessa<br \/>\nA voz que canta o divino<br \/>\nA voz que transporta a lenda<br \/>\nA voz que chama os animais<br \/>\nA voz que canta o ciclo da terra<br \/>\nA voz que canta \u00e0 desgarrada<br \/>\nA voz que apregoa a mercadoria<br \/>\nA voz que convoca a comunidade<br \/>\nA voz que denuncia a condi\u00e7\u00e3o<br \/>\nA voz que mant\u00e9m o sotaque<br \/>\nA voz que perpetua o vocabul\u00e1rio<br \/>\nA voz que ecoa na paisagem<br \/>\nA voz que subverte o c\u00e2none<br \/>\nA voz que leiloa em dia de festa<br \/>\nA voz que sobe de tom com o vinho<br \/>\nA voz que repete a ladainha<br \/>\nA voz que embala a crian\u00e7a<br \/>\nA voz que evoca a divindade ancestral<\/p>\n<p>O Festival Vozes de Magaio prop\u00f5e colocar em di\u00e1logo todas as formas de patrim\u00f3nio oral rural e formas art\u00edsticas contempor\u00e2neas centradas na voz, que trabalhem aspectos como a origem, o significado, as rela\u00e7\u00f5es do sagrado (reconduzido ao seu significado e simbolismo ancestral de mist\u00e9rio e s\u00edmbolo), a voz como elemento na base de rituais, costumes e supersti\u00e7\u00f5es, capaz de encantar o ouvinte e de trazer mudan\u00e7as profundas no real, nas comunidades e no territ\u00f3rio, a voz como protagonista de mem\u00f3rias, mitos, arqu\u00e9tipos, sabedoria popular transmitida ao longo dos s\u00e9culos, ou ainda a voz quotidiana, ferramenta de trabalho e vida.<\/p>\n<p>O festival ir\u00e1 desenrolar-se em tr\u00eas per\u00edodos distintos ao longo do ano de 2011, Maio, Julho e Setembro\/Outubro, ter\u00e1 a presen\u00e7a de dezenas de artistas internacionais e locais e proporcionar\u00e1 um vasto programa de actividades dirigidas a p\u00fablicos variados: concertos, mostras de v\u00eddeos, actividades ambientais, actividades de descoberta do patrim\u00f3nio oral e musical local, bailes tradicionais, gastronomia, venda de produtos da terra e artesanato, etc.<br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>As Resid\u00eancias Art\u00edsticas:<\/strong><\/p>\n<p>O principal n\u00facleo do programa do festival consistir\u00e1 na apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo de cinco projectos art\u00edsticos sonoros desenvolvidos ao longo do m\u00eas de Julho numa resid\u00eancia art\u00edstica colectiva organizada pela Binaural\/Nodar e que conta com a presen\u00e7a de sete artistas oriundos dos Estados Unidos, Inglaterra, Fran\u00e7a, Taiwan e Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Esta resid\u00eancia art\u00edstica coloca em contacto directo e profundo artistas de renome mundial com paisagens e comunidades muitas vezes esquecidas como Ameixiosa, Covas do Rio, Posmil, Sequeiros e S\u00e1, para al\u00e9m de aldeias mais emblem\u00e1ticas como Nodar, Rompecilha e Covas do Monte. Todas estas aldeias fazem parte das freguesias de Covas do Rio e de S\u00e3o Martinho das Moitas.<br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\nDescrevem-se de seguida os projectos art\u00edsticos e biografias dos artistas residentes:<br \/>\n<strong><br \/>\nSteve Peters (EUA):<\/strong><\/p>\n<p>Steve Peters prop\u00f5e um trabalho sonoro combinando os seguintes elementos: grava\u00e7\u00f5es de campo de sons ambientais e do toque dos sinos das capelas, ambos captados na freguesia de S\u00e3o Martinho das Moitas; processamentos electr\u00f3nicos de alguns desses sons; textos falados por habitantes que evocam a paisagem regional, constitu\u00eddos por nomes de habitantes falecidos e nomes de plantas e animais locais, alguns cantados em latim. Esses v\u00e1rios elementos ser\u00e3o tecidos em conjunto para criar um retrato sonoro sugestivo da paisagem regional e da rela\u00e7\u00e3o humana colectiva a esses lugares atrav\u00e9s da linguagem.<\/p>\n<p>Biografia:<\/p>\n<p>Steve Peters (n. 1959) faz m\u00fasica e som para uma grande variedade de contextos e ocasi\u00f5es usando grava\u00e7\u00f5es de campo, objectos naturais e encontrados, electr\u00f3nica, v\u00e1rios instrumentos musicais, e texto falado. Atento \u00e0s nuances subtis da percep\u00e7\u00e3o e dos lugares, o seu trabalho muitas vezes \u00e9 site-specific e tende a ser contemplativo. Steve Peters participa em projectos como membro da Seattle Phonographers Union, e tamb\u00e9m trabalha como produtor freelance, escritor e curador. Desde 1989 tem sido director de Nonsequitur, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que realiza eventos de m\u00fasica experimental e arte sonora, actualmente atrav\u00e9s do Ciclo de M\u00fasica Wayward no Chapel Performance Space, em Seattle.<\/p>\n<p>http:\/\/steve-peters.blogspot.com\/<br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Joachim Montessuis &amp; Ga\u00ebl Segalen (Fran\u00e7a):<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Magaio Egregore&#8221; \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o sonora baseada na converg\u00eancia das abordagens dos dois artistas: a grava\u00e7\u00e3o sonora de campo e o di\u00e1logo art\u00edstico de Ga\u00ebl Segalen e a composi\u00e7\u00e3o \u201ctrance\u201d e performance de Joachim Montessuis. O objectivo deste projecto \u00e9 revelar o &#8220;esp\u00edrito do lugar&#8221;, um convite para criar um esp\u00edrito de comunh\u00e3o nesta \u00e1rea rural e expressar o que seria \/ poderia ser uma egr\u00e9gora colectiva (egr\u00e9gora: um conceito que se refere \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de um esp\u00edrito ps\u00edquico colectivo a partir das energias geradas pela interac\u00e7\u00e3o de um grupo de pessoas). Para conseguir isso, os artistas prop\u00f5em um processo de composi\u00e7\u00e3o e de performance ao vivo com as vozes gravadas dos moradores de algumas das Aldeias de Magaio. Esta composi\u00e7\u00e3o constituir\u00e1 uma enorme polifonia dissonante, um quebra-cabe\u00e7as colossal, uma litania profunda e ritual\u00edstica,\u00a0 indo desde palavras sem\u00e2nticas at\u00e9 um composto sonoro f\u00e9rtil. A meta lingu\u00edstica do di\u00e1logo, os tesouros da l\u00edngua, as express\u00f5es vernaculares locais, o fluxo cont\u00ednuo de hist\u00f3rias infinitas estimuladas pelo microfone, ir\u00e3o todos alimentar a composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Biografias:<\/p>\n<p>Ga\u00ebl Segalen \u00e9 uma artista sonora e organizadora oriunda de Paris. Grava sons de cenas desorientadas em muitas l\u00ednguas para a constru\u00e7\u00e3o de fic\u00e7\u00f5es vitais. Mais do que um testemunho, o microfone oferece um espa\u00e7o de improvisa\u00e7\u00e3o para pensar o novo. \u00c9 tamb\u00e9m um pretexto para conhecer pessoas e encetar muitas conversas. Membro do Coletivo MU parisiense, colabora em projectos de passeios sonoros e instala\u00e7\u00f5es, realiza oficinas de som e ensina a ouvir e a experimenta\u00e7\u00e3o sonora na ESEC, Escola de Estudos Cinematogr\u00e1ficos em Paris.<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"28v4zTL2hc\">\n<p><a href=\"http:\/\/ihearu.org\/\">NEWS<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><iframe title=\"&#8220;NEWS&#8221; &#8212; IHEARU\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/ihearu.org\/embed\/#?secret=28v4zTL2hc\" data-secret=\"28v4zTL2hc\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/div>\n<p>Joachim Montessuis \u00e9 um artista sonoro franc\u00eas interessado na rela\u00e7\u00e3o entre arte, som, ci\u00eancia e espiritualidade. Desde 1993, tem vindo a desenvolver uma pr\u00e1xis transversal focada na poesia sonora, no processamento experimental da voz, num contexto de instala\u00e7\u00f5es-concertos imersivos. Os seus eventos ruid\u00edsticos s\u00e3o concebidos como espa\u00e7os de p\u00e2nico e po\u00e9tica nos quais podem ocorrer perturba\u00e7\u00e3o sensorial e embara\u00e7o. J\u00e1 trabalhou em alguns dos principais centros de artes electr\u00f3nica europeu (CICV, Fresnoy, V2_Lab, KHM) e suas performances ao vivo e instala\u00e7\u00f5es foram apresentadas em locais e festivais internacionais, incluindo DEAF, ISEA, ICA, Yerba Buena Center, em SF, S\u00f3nar, Elektra, Rio de Janeiro entre outros. \u00c9 ainda o editor da Erratum, uma etiqueta de arte sonora francesa.<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"6oVH0ig4Jk\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.autopoiese.org\/\">ABOUT + NEWS<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;ABOUT + NEWS&#8221; &#8212; autopo\u00efese.org\" src=\"http:\/\/www.autopoiese.org\/?embed=true#?secret=6oVH0ig4Jk\" data-secret=\"6oVH0ig4Jk\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/div>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Dan Scott (Inglaterra)<\/strong><\/p>\n<p>Dan Scott prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de uma r\u00e9plica sonora da aldeia de Covas do Rio. O trabalho ser\u00e1 uma vers\u00e3o \u201ccover\u201d de um conjunto de grava\u00e7\u00f5es sonoras de campo efectuadas pelo artista na aldeia. A pe\u00e7a a ser apresentada ser\u00e1 constru\u00edda usando apenas as vozes da popula\u00e7\u00e3o local. A pe\u00e7a aborda quest\u00f5es da autenticidade do som, bem como explora a magia, mim\u00e9tica e simp\u00e1tica, inerente a uma vers\u00e3o &#8216;cover&#8217;. A voz humana \u00e9 central para a pe\u00e7a, ao serem re-vocalizados os sons de uma aldeia, incorporando-os no espa\u00e7o e humanizando-os.<\/p>\n<p>Biografia:<\/p>\n<p>Dan Scott \u00e9 um artista sonoro baseado em Londres. Actualmente conclui um mestrado em Arte Sonora no London College of Communication. A sua forma\u00e7\u00e3o original em Antropologia enformou grande parte da sua pr\u00e1tica. O seu trabalho \u00e9 muitas vezes site-specific, com base em narrativas locais, como forma de explorar formas imaginativas de escuta. Nos \u00faltimos cinco anos tem trabalhado e exibido por toda a Europa, incluindo a Tate Modern de Londres, Resonance FM, centro de resid\u00eancias art\u00edsticas Herhusid na Isl\u00e2ndia, um edif\u00edcio de apartamentos abandonado na Alemanha e uma pedreira de m\u00e1rmore em Portugal.<\/p>\n<p>http:\/\/www.danscott.org.uk<br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Duncan Whitley (Inglaterra)<\/strong><\/p>\n<p>Sinopse: Um trabalho sonoro composto de aproximadamente 10 minutos de dura\u00e7\u00e3o, apresentado como uma obra de quatro canais. O trabalho incide sobre as vozes de quatro pastores, gravadas no seu di\u00e1rio trabalho, orientando os animais de e para os campos a pastar.<br \/>\nMetodologia: O artista prop\u00f5e trabalhar com quatro pastores, que ser\u00e3o equipados com equipamento port\u00e1til de grava\u00e7\u00e3o sonora. A ideia \u00e9 gravar a voz dos pastores no seu trabalho de rotina, com a interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima do artista. A presen\u00e7a nas sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o ser\u00e1 apenas necess\u00e1ria para a instala\u00e7\u00e3o e testes de equipamentos.<br \/>\nAbordagem conceitual: Duncan Whitley prop\u00f5e este projecto como uma investiga\u00e7\u00e3o criativa semi document\u00e1rio aut\u00f3nomo, semi pr\u00e1tica etnogr\u00e1fica. Enquanto o artista forma o resultado do trabalho atrav\u00e9s do processo de edi\u00e7\u00e3o, est\u00e1 igualmente interessado em saber como o remover da sua m\u00e3o enquanto documentarista \/ etn\u00f3grafo pode influenciar o tipo de material recolhido no trabalho de campo.<\/p>\n<p>Biografia:<\/p>\n<p>Duncan Whitley licenciou-se em Belas Artes na Universidade de Kingston (Gr\u00e3-Bretanha), onde estudou entre 1996 e 1999, trabalhando quase exclusivamente em instala\u00e7\u00f5es sonoras. Nos anos seguintes o seu trabalho continuou a focar-se em interven\u00e7\u00f5es \u201csite specific\u201d, produzindo um corpo de trabalho apresentado quer em espa\u00e7os art\u00edsticos convencionais como em \u201cespa\u00e7os n\u00e3o art\u00edsticos\u201d (desde ambientes dom\u00e9sticos, passando por apartamentos abandonados, at\u00e9 igrejas Anglicanas e est\u00e1dios de futebol). A partir de 2004 a sua pr\u00e1tica concentrou-se em grava\u00e7\u00f5es sonoras de campo est\u00e9reo e multi-canal, desenvolvendo um arquivo significativo de projectos na \u00e1rea da fonografia. O seu trabalho sonoro documenta os rituais associados a eventos sociais: as prociss\u00f5es altamente formais da Semana Santa em Sevilha; as din\u00e2micas dos adeptos em v\u00e1rias ligas do futebol Ingl\u00eas e do futebol amador do Portugal rural; os processos de demoli\u00e7\u00f5es controladas de edif\u00edcios de apartamentos em Inglaterra e na Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p>http:\/\/www.shotgunsounds.com\/<br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>12 Dog Cycle (Austr\u00e1lia \/ Taiwan)<\/strong><\/p>\n<p>Os artistas prop\u00f5em criar uma re-imagina\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e dos mitos locais atrav\u00e9s das mentes e vozes da sua juventude. A fonte dessas hist\u00f3rias ser\u00e3o os habitantes idosos da comunidade. As hist\u00f3rias ser\u00e3o partilhadas em grupo entre os contadores de hist\u00f3rias, os artistas e um grupo de crian\u00e7as. Os sons das hist\u00f3rias ser\u00e3o o ponto de partida para uma oficina vocal de grupo, a qual culminar\u00e1 numa performance participativa.<\/p>\n<p>Biografia:<\/p>\n<p>Alice Hui-Sheng Chang (Taiwan) e Nigel Brown (Austr\u00e1lia) criam som e performance sob a designa\u00e7\u00e3o de 12 Dog Cycle. Eles aliam as limita\u00e7\u00f5es da respira\u00e7\u00e3o da voz humana ao acorde\u00e3o, estendendo a voz atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas n\u00e3o convencionais e as propriedades ac\u00fasticas do acorde\u00e3o atrav\u00e9s de prepara\u00e7\u00f5es, t\u00e9cnicas estendidas e manipula\u00e7\u00e3o electr\u00f3nica ao vivo. Desde 2006, o trabalho em duo tem sido apresentado em festivais na Austr\u00e1lia, na \u00c1sia Oriental, Europa e Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>http:\/\/www.myspace.com\/12dogcycle<br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\nA participa\u00e7\u00e3o de Nigel Brown \u00e9 apoiada pelo Governo de Victoria (Austr\u00e1lia) atrav\u00e9s de Arts Victoria.<\/p>\n<p><strong>Programa<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sexta-Feira, 22 de Julho<\/strong><\/p>\n<p><strong>21h30 &#8211; Baile Tradicional com Orquestra Finfas de Nespereira<\/strong><br \/>\nSede da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Comunidade de Sequeiros e Sete Fontes<br \/>\nSequeiros, S\u00e3o Martinho das Moitas<\/p>\n<p><strong>S\u00e1bado, 23 de Julho<\/strong><\/p>\n<p><strong>10h00 &#8211; Inaugura\u00e7\u00e3o do Mercado Tradicional das Aldeias<\/strong><br \/>\nAldeias de Covas do Monte<\/p>\n<p><strong>10h00 \u2013 12h00: Passeio Agr\u00edcola na Aldeia de Covas do Monte<\/strong><br \/>\nPonto de Encontro: Exterior do Restaurante da Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos de Covas do Monte<\/p>\n<p><strong>12h30 \u2013 14h30: Almo\u00e7o Tradicional na Aldeia de Covas do Monte<\/strong><br \/>\nRestaurante da Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos de Covas do Monte<\/p>\n<p><strong>15h00 \u2013 16h30: Tert\u00falia na Aldeia<\/strong><br \/>\n\u00c0 volta de pastores, cabras e lobos (com habitantes de Covas do Monte e t\u00e9cnicos do Grupo Lobo)<br \/>\nLargo Principal de Covas do Monte<\/p>\n<p><strong>17h00 &#8211; Apresenta\u00e7\u00e3o de Obras Sonoras Realizadas na Freguesia de Covas do Rio<\/strong><br \/>\nRestaurante da Associa\u00e7\u00e3o de Amigos de Covas do Monte<\/p>\n<p>Duncan Whitley (Inglaterra)<br \/>\nDan Scott (Inglaterra)<\/p>\n<p><strong>19h00 &#8211; Pic-nic Aldeias de Magaio<\/strong><br \/>\nPraia Fluvial de Nodar<\/p>\n<p>Durante o pic-nic: Cantares ao Desafio por Paulo \u201cCarv\u00e3es\u201d + amigos<br \/>\nTodos s\u00e3o convidados a trazer o seu farnel. Haver\u00e1 vinho \u00e0 discri\u00e7\u00e3o e peixe do rio Paiva<\/p>\n<p><strong>21h00 &#8211; Concerto de Obras Sonoras realizadas na Freguesia de S\u00e3o Martinho das Moitas<\/strong><br \/>\nPraia Fluvial de Nodar<br \/>\nJoachim Montessuis \/ Gael Segalen (Fran\u00e7a)<br \/>\n12 Dog Cycle (Taiwan \/ Austr\u00e1lia)<br \/>\nSteve Peters (Estados Unidos)<\/p>\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Binaural\/Nodar<br \/>\nAssocia\u00e7\u00e3o Aldeias de Magaio<\/p>\n<p><strong>Financiamento:<\/strong><br \/>\nDirec\u00e7\u00e3o Geral das Artes, Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian<\/p>\n<p><strong>Parceiros: <\/strong><br \/>\nC\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Pedro do Sul, CLDS S. Pedro do Sul \u2013 O Futuro \u00e9 Aqui, Grupo Lobo, Associa\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Comunidade de Sequeiros e Sete Fontes, Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos de Covas do Monte, Restaurante Salva Almas, Adega T\u00edpica da Pena, comunidades de Covas do Rio, Covas do Monte, Ameixiosa, Sequeiros e Nodar.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":17782,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2310"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17784,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2310\/revisions\/17784"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}