{"id":218,"date":"2009-03-30T16:58:52","date_gmt":"2009-03-30T15:58:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/?p=218&#038;langswitch_lang=pt"},"modified":"2023-06-09T10:54:35","modified_gmt":"2023-06-09T10:54:35","slug":"the-order-of-terraces-and-stones-presentation-of-art-projects-nodar-a-ordem-da-leira-e-da-pedra-apresentacao-de-projectos-artisticos-nodar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/218","title":{"rendered":"A Ordem da Leira e da Pedra: Apresenta\u00e7\u00e3o de projectos art\u00edsticos &#8211; Nodar"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Centro de Resid\u00eancias Art\u00edsticas de Nodar apresenta:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Ordem da Leira e da Pedra<br \/>\n4 Projectos de Arte Contextual<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"position: absolute; overflow: hidden; height: 0; width: 0;\"><a href=\"http:\/\/online-casino-net.org\/\">online casino<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apresenta\u00e7\u00e3o P\u00fablica<br \/>\nS\u00e1bado, 4 de Abril 09, 15h00<br \/>\nNodar, S. Pedro do Sul<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro trabalhos de artes visuais desenvolvidos em interac\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio rural de Nodar e de zonas adjacentes (aldeias de Sequeiros, Rompecilha, Covas do Monte e Parada de Ester)<\/p>\n<p><strong><br \/>\nRui Silveira (Portugal)<\/strong><br \/>\n\u201cAbrigo\u201d | Instala\u00e7\u00e3o v\u00eddeo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa regi\u00e3o onde a arquitectura tradicional sofreu enormes transforma\u00e7\u00f5es \u2013 resultantes n\u00e3o s\u00f3 da introdu\u00e7\u00e3o de novos materiais e t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pela importa\u00e7\u00e3o de modelos arquitect\u00f3nicos estrangeiros \u2013 sentimos muitas vezes que existe um tempo diferente em torno das constru\u00e7\u00f5es que ainda mant\u00eam as caracter\u00edsticas originais da regi\u00e3o. Estas casas, muitas das quais foram abandonadas, mais que simples abrigos, foram locais essenciais da vida di\u00e1ria da fam\u00edlia. Estes gestos e ac\u00e7\u00f5es extintos ecoam ainda nos seus muros de pedra. S\u00e3o mem\u00f3rias evocadas pelas divis\u00f5es vazias, relatos de habitantes que ainda as lembram vivas, objectos que, deixados para tr\u00e1s, nos contam hist\u00f3rias. Pode falar-se de um tempo diferente dentro destas casas, um tempo indiferente \u00e0 nossa presen\u00e7a, indiferente ao presente, um tempo que nos fala da identidade do territ\u00f3rio, de uma maneira muito pr\u00f3pria de o construir e habitar que, pelo uso dos materiais, se relaciona quase mimeticamente com a paisagem natural. Partindo de relatos dos habitantes e grava\u00e7\u00f5es da ambi\u00eancia destes locais, surge um objecto audiovisual h\u00edbrido que relaciona uma vis\u00e3o documental com outra linguagem mais experimental em torno do universo sonoro dos materiais usados para a sua constru\u00e7\u00e3o \u2013 a pedra e a madeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rui Silveira nasceu em Campo Maior em 1983 e vive em Lisboa. \u00c9 licenciado em Design de Comunica\u00e7\u00e3o na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e embora a sua forma\u00e7\u00e3o tenha sido em grade parte orientada para o design gr\u00e1fico, sempre tentou dirigir os seus trabalhos para os meios audiovisuais. As rela\u00e7\u00f5es entre som e imagem (v\u00eddeo ou fotografia) captaram desde o in\u00edcio a sua aten\u00e7\u00e3o e interesse. Participou com trabalhos no Festival Collision em Londres e nos Rencontres Internationales em Paris.<\/p>\n<p>http:\/\/www.ruisilveira.com<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Peeter Laurits (Est\u00f3nia)<\/strong><br \/>\n\u201cCity of Goats\u201d (t\u00edtulo provis\u00f3rio) | Fotografia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho de Peeter Laurtis lidou com a aldeia de Covas do Monte, vizinha de Nodar, um local que parece n\u00e3o ter mudado muito desde h\u00e1 s\u00e9culos a esta parte, mantendo muitos tra\u00e7os profundos de um modo de vida tradicional. O artista explorou a arquitectura desta pequena comunidade atrav\u00e9s de meios fotogr\u00e1ficos, fazendo uso de t\u00e9cnicas fotogr\u00e1ficas com e sem tratamento computorizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Peeter Laurits (1962) \u00e9 um artista visual nascido na Est\u00f3nia, cujo trabalho se centra \u00e0 volta da fotografia. A sua forma\u00e7\u00e3o foi realizada nas cidades de Tallinn, Tartu, S\u00e3o Petersburgo e Nova Iorque. Desde 1989 que exibe a sua obra internacionalmente. Foi co-fundador dos colectivos art\u00edsticos DeStudio e Open Valley Studio. Trabalhos seus fazem parte da colec\u00e7\u00e3o do Estonian Art Museum, Tartu Art Museum, KIASMA, colec\u00e7\u00e3o Norton Dodge e muitas outras colec\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. Actualmente vive numa floresta do sul da Est\u00f3nia, situada no vale K\u00fctiorg.<\/p>\n<p>http:\/\/web.me.com\/peeter.laurits<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nSvetlana Bogomolova (Est\u00f3nia)<\/strong><br \/>\n\u201cBody Material\u201d e outros | Fotografia, V\u00eddeo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A artista interessa-se pelos detalhes invis\u00edveis das coisas \u00e0 nossa volta \u2013 detalhes que est\u00e3o sempre presentes mas nos quais ningu\u00e9m repara. A artista tenta encontr\u00e1-los e mostr\u00e1-los aos demais. Em Nodar a artista desenvolveu v\u00e1rios projectos, todos relacionados com a invisibilidade e com a transi\u00eancia. \u201cBody Material\u201d \u00e9 uma s\u00e9rie de retratos de pessoas que habitam na aldeia de Sequeiros, ao lado de Nodar. Nesta s\u00e9rie foram efectuados retratos de pessoas de uma forma usual e retratos de algo invis\u00edvel nelas \u2013 fazendo crescer fungos no material corp\u00f3reo das pessoas. A artista pediu a alguns habitantes para \u201cdarem\u201d uma parte dos seus corpos \u2013 como cabelo, ou \u00e1gua de lavar as m\u00e3os \u2013 e igualmente para colher algum material que flutua no ar das divis\u00f5es onde vivem, para os colocar num substrato biol\u00f3gico. Posteriormente o bolor come\u00e7a a crescer no substrato e as formas e cores geradas s\u00e3o tamb\u00e9m o retrato dessas pessoas \u2013 de uma forma pouco usual, de algo escondido, mas presente. Para a artista, pedir \u00e0s pessoas para cederem parte dos seus corpos e revelar estes retratos escondidos \u00e9 um processo muito \u00edntimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A outra parte do trabalho desenvolvido pela artista em Nodar constituiu um grupo de tr\u00eas v\u00eddeos acerca da transi\u00eancia de tudo \u00e0 nossa volta, acerca da finitude \u2013 que une pessoas, animais e paisagem, o que \u00e9 n\u00e3o \u00e9 uma ideia triste, mas sim calma e po\u00e9tica. Essa \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o da artista acerca de Nodar \u2013 nada parecida com a depress\u00e3o generalizada do Norte de onde a artista vem &#8211; e que est\u00e1 relacionada com a ideia de auto-sufici\u00eancia e de consci\u00eancia de que tudo vem e vai. Este conhecimento \u00e9 antigo e feminino e d\u00e1 \u00e0 artista muito poder \u2013 algo que poderia ser designado de m\u00edstico, mas que ela prefere qualificar de pacificador e portador de confian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Svetlana Bogomolova nasceu em S\u00e3o Petersburgo (R\u00fassia) e vive actualmente na Est\u00f3nia. \u00c9 formada em media e publicidade pela Faculdade de Belas Artes de Tartu. Desenvolve projectos nos dom\u00ednios da fotografia, v\u00eddeo, performance, instala\u00e7\u00e3o, design gr\u00e1fico e multim\u00e9dia. \u00c9 membro do MoKS &#8211; Centro para a Arte e Pr\u00e1tica Social e tem participado em diversas exposi\u00e7\u00f5es, projec\u00e7\u00f5es, performances, instala\u00e7\u00f5es \u00e1udio e v\u00eddeo. Trabalha actualmente em v\u00eddeo arte, como VJ e como designer gr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">http:\/\/www.svetabogomolova.com<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Joana Nascimento (Portugal)<\/strong><br \/>\n\u201cSimLugares\u201d | Desenho \/ V\u00eddeo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSimLugares\u201d \u00e9 um projecto que se interessa por territ\u00f3rio e paisagem, no sentido da rela\u00e7\u00e3o entre pessoas num contexto (rural), e interac\u00e7\u00e3o entre pessoas e espa\u00e7o (de que fazem uso e propriedade). Resistindo \u00e0 leitura de n\u00e3o-lugares (Marc Aug\u00e9), interessa \u00e0 artista antes uma ideia de lugar comum associada ao reconhecimento psicogeogr\u00e1fico do lugar. Segundo Henri L\u00e9febrve (pensador de cariz marxista), a activa\u00e7\u00e3o de um lugar faz-se pelas suas din\u00e2micas, e o pr\u00f3prio significado de um determinado espa\u00e7o tem menos a ver com a sua constru\u00e7\u00e3o em si mesma, mas com os usos que permite. Neste projecto a artista procurou produzir um conjunto de mapas (mentais, conceptuais, cognitivos) baseados em indica\u00e7\u00f5es orais da popula\u00e7\u00e3o local em torno de pr\u00e1ticas pessoais no espa\u00e7o da aldeia de Nodar. Trata-se de procurar entender o lugar no sentido das imagens, mem\u00f3rias, usos que lhes est\u00e3o associadas, e atrav\u00e9s destes elementos e exp\u00f4r o modo como as pessoas se relacionam com a paisagem que as rodeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Joana Nascimento \u00e9 uma artista visual portuguesa. Licenciou-se em Artes Pl\u00e1sticas \u2013 Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto, onde actualmente desenvolve uma investiga\u00e7\u00e3o intitulada \u201cTerritorializa\u00e7\u00e3o dos Espa\u00e7os, [In]Visibilidades \u2013 Uma Abordagem ao Espa\u00e7o e Tempo Performativo nas Pr\u00e1ticas Art\u00edsticas para o Espa\u00e7o P\u00fablico\u201d, no \u00e2mbito do segundo ano do Mestrado em Arte e Design para o Espa\u00e7o P\u00fablico. Em 2006\/07 Obteve forma\u00e7\u00e3o extracurricular em Cenografia e Intermedia na Akademia Sztuk Pieknych w Krakowie, Pol\u00f3nia. Faz parte do colectivo multidisciplinar \u201cInner-city\u201d, cujos interesses se centram em abordagens locais ao espa\u00e7o p\u00fablico e participou em v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es colectivas em Portugal, Espanha e Pol\u00f3nia.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":17399,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-218","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=218"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17401,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218\/revisions\/17401"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17399"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}