{"id":19777,"date":"2023-07-18T16:15:06","date_gmt":"2023-07-18T16:15:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news?p=19777"},"modified":"2023-07-18T16:15:06","modified_gmt":"2023-07-18T16:15:06","slug":"rebordinho-uma-aldeia-retratada-exposicao-fotografica-e-audiovisual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/19777","title":{"rendered":"&#8220;Rebordinho: Uma aldeia retratada&#8221; exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e audiovisual"},"content":{"rendered":"<p>REBORDINHO: UMA ALDEIA RETRATADA<br \/>\nExposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e audiovisual<br \/>\nAntiga Escola Prim\u00e1ria de Rebordinho (munic\u00edpio de Vouzela)<br \/>\nInaugura\u00e7\u00e3o: Quarta-feira, 26 julho \u00e0s 19h00<\/p>\n<p>Per\u00edodo de abertura: 27 a 30 julho, das 10h00 \u00e0s 18h00<br \/>\nA partir de 1 agosto a exposi\u00e7\u00e3o estar\u00e1 dispon\u00edvel para ser visitada por marca\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, atrav\u00e9s do n\u00ba de telefone 968 704 063<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Rebordinho: Uma aldeia retratada\u201d que inaugura no dia 26 de julho pelas 19h00, resultou de um desafio lan\u00e7ado durante uma conversa entre representantes da Binaural Nodar e do Conselho Diretivo da Comunidade Local dos Baldios de Rebordinho e Malhadouro, para que o edif\u00edcio da antiga escola prim\u00e1ria da aldeia, sem qualquer utiliza\u00e7\u00e3o de relevo at\u00e9 ao momento, pudesse acolher iniciativas culturais regulares. Tendo a Binaural Nodar realizado no passado recente v\u00e1rios projetos que envolveram a recolha de fotografias antigas junto de comunidades de v\u00e1rias aldeias da regi\u00e3o de Viseu, tomou-se a decis\u00e3o de que a primeira iniciativa a programar seria precisamente uma exposi\u00e7\u00e3o resultante de recolhas de fotografias antigas na aldeia de Rebordinho.<\/p>\n<p>O que nos pode dizer uma exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica com quase duzentas imagens cedidas por habitantes de uma aldeia, como Rebordinho, e que cobrem praticamente um s\u00e9culo de dura\u00e7\u00e3o? Desde logo, e num r\u00e1pido &#8220;voo de p\u00e1ssaro&#8221;, percebemos algumas mudan\u00e7as \u00f3bvias: a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica da capta\u00e7\u00e3o de imagens, do preto e branco at\u00e9 \u00e0 cor, as poses que deixaram de ser t\u00e3o formais para serem mais descontra\u00eddas ou a indument\u00e1ria usada, que antes era tecida, cortada e cosida localmente e que mais tarde passou a ser comprada nas feiras ou nas lojas da vila, muita dela j\u00e1 importada de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, estas primeiras observa\u00e7\u00f5es acabam por ser redutoras, pois, qui\u00e7\u00e1, o mais importante na exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica &#8220;Rebordinho: Uma aldeia retratada&#8221; \u00e9 outra coisa e consiste na consci\u00eancia da r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o de um mundo rural que vivia, at\u00e9 h\u00e1 meio s\u00e9culo, em absoluto estado de subsist\u00eancia, com uma economia baseada na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola familiar e na venda ocasional de animais, de produtos e de servi\u00e7os: ferreiro, pedreiro, carpinteiro, tamanqueiro, cesteiro, oleiro, tecedeira, doceira, sardinheira, etc., com muita gente calcorreando a paisagem a p\u00e9, at\u00e9 outras aldeias ou at\u00e9 alguma feira mais pr\u00f3xima, para vender animais e outros produtos ou para &#8220;ajustar&#8221; os pr\u00f3ximos trabalhos artesanais.<\/p>\n<p>O imenso trabalho que implicou digitalizar e catalogar estas quase duzentas fotografias, indo a casa das fam\u00edlias (mais de cinquenta pessoas cederam fotografias) perguntando pelo nome das pessoas retratadas ou pelos contextos em que foram tiradas, contrastando d\u00favidas com v\u00e1rios habitantes, produziu um verdadeiro painel cultural e de mem\u00f3ria, o qual sugere muitas perguntas. Quem foram aquelas long\u00ednquas pessoas retratadas nas fotos mais antigas? Por onde andaram? Para que pa\u00edses emigraram? Brasil? Fran\u00e7a? Su\u00ed\u00e7a? Ou ficaram sempre na aldeia? Quais eram as fam\u00edlias mais influentes na aldeia de Rebordinho? Quem eram os seus caseiros? Que profiss\u00f5es tinham as pessoas? Quais eram os personagens da aldeia de que muita gente ainda se lembra? Quem casou com quem? Quem \u00e9 filho, sobrinho ou neto de quem? Que percurso de vida tiveram os meninos fotografados no exterior da escola prim\u00e1ria?<\/p>\n<p>Esta exposi\u00e7\u00e3o, que resulta de um trabalho de Liliana Silva, em colabora\u00e7\u00e3o com os habitantes atuais da aldeia de Rebordinho, constitui uma reflex\u00e3o profunda sobre a passagem do tempo. Muitas das pessoas retratadas faleceram e, este facto inexor\u00e1vel da pr\u00f3pria vida, faz-nos pensar que talvez as fotos que foram feitas \u00e0quelas pessoas, num determinado dia e lugar de h\u00e1 muitos anos, constituem a \u00fanica evid\u00eancia f\u00edsica que delas ficou.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Rebordinho: Uma aldeia retratada&#8221; permite, enfim, uma infinidade de leituras e de ensinamentos para as gera\u00e7\u00f5es mais recentes, j\u00e1 que as fam\u00edlias de hoje s\u00e3o resultado de tantos encontros e eventos mais ou menos fortuitos dos seus antecessores e, como tal, muitos dos que estiverem perante este magn\u00edfico painel de tempo, poder\u00e3o entender que estas fotos contam hist\u00f3rias reais, pequenos retalhos de momentos da vida quotidiana passada nesta linda aldeia que \u00e9 Rebordinho.<\/p>\n<p>Cabe um agradecimento final a todas as pessoas que cederam as fotografias para a exposi\u00e7\u00e3o: Ab\u00edlio Silva, Adriano Rodrigues, Alzira Tavares, Am\u00e9lia Marcos, Ana Pereira, Anabela Lopes, Antero Tavares, Ant\u00f3nio Batista, Ant\u00f3nio Carvalho, Ant\u00f3nio Souto, Ant\u00f3nio Tavares, Aventino Pereira, Celeste Fernandes, Cristina Rodrigues, Dolores Rodrigues, Ermelinda Lopes, Francelina Lopes, Gra\u00e7a Lopes, Helena Souto, Isabel Correia, Isabel Ribeiro, Jo\u00e3o Paulo Batista, Jos\u00e9 Lu\u00eds Tavares, Jos\u00e9 Pereira, Jos\u00e9 Ribeiro, Laura Tavares, L\u00facia Tavares, Lurdes Pereira, Maria Assun\u00e7\u00e3o Pereira, Maria das Dores Silva, Maria de Lurdes Tavares, Nat\u00e1lia Fontes, Paula Dias, Piedade Silva, Regina Soares, Roberto Santos, Sara Ferreira, Sylvie Fernandes e Teresa Tavares.<\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica e art\u00edstica:<\/p>\n<p>Uma co-produ\u00e7\u00e3o entre a Binaural Nodar e o Conselho Diretivo da Comunidade Local dos Baldios de Rebordinho e Malhadouro, com apoio do Munic\u00edpio de Vouzela.<br \/>\nTrabalho de campo, concep\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de Liliana Silva.<\/p>\n<p>A Binaural Nodar \u00e9 uma entidade cultural apoiada financeiramente pelo Governo Portugu\u00eas &#8211; Cultura | Dire\u00e7\u00e3o-Geral das Artes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>REBORDINHO: UMA ALDEIA RETRATADA Exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e audiovisual Antiga Escola  [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":19778,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-19777","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19777"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19777\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19780,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19777\/revisions\/19780"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19778"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}