{"id":17025,"date":"2023-05-12T17:14:01","date_gmt":"2023-05-12T17:14:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news?p=17025"},"modified":"2023-05-17T19:36:33","modified_gmt":"2023-05-17T19:36:33","slug":"museu-do-linho-de-varzea-de-calde-acolhe-exposicao-multimedia-sobre-emigracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/17025","title":{"rendered":"Museu do Linho de V\u00e1rzea de Calde acolhe exposi\u00e7\u00e3o multim\u00e9dia sobre emigra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p>ECOS DA IDA E DO RETORNO<br \/>\nExposi\u00e7\u00e3o Multim\u00e9dia<br \/>\nInaugura\u00e7\u00e3o: S\u00e1bado, 20 maio \u00e0s 15h30<br \/>\nMuseu do Linho de V\u00e1rzea de Calde (Viseu)<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o integrada na programa\u00e7\u00e3o do Dia Internacional dos Museus de Viseu<\/p>\n<p>Com: Ana Rodr\u00edguez (Uruguai), Andr\u00e9 Ara\u00fajo (Portugal), Liliana Silva (Portugal), Lu\u00eds Costa (Portugal), Niccol\u00f2 Masini (It\u00e1lia), Rafael Bresciani (Brasil\/It\u00e1lia).<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o: Binaural Nodar em parceria com o Museu do Linho de V\u00e1rzea de Calde (Munic\u00edpio de Viseu).<\/p>\n<p>Desde o final do s\u00e9culo XIX at\u00e9 \u00e0 atualidade, milh\u00f5es de portugueses emigraram, procurando alternativas \u00e0 pobreza, a uma economia de subsist\u00eancia e\/ou \u00e0 falta de oportunidades de trabalho. Como tal, a emigra\u00e7\u00e3o \u00e9 simultaneamente parte da mem\u00f3ria e do presente das regi\u00f5es rurais portuguesas. Em cada aldeia coexistem m\u00faltiplas camadas tem\u00e1ticas que se relacionam com as distintas vagas de emigra\u00e7\u00e3o, aquelas mais long\u00ednquas, para o Brasil, Venezuela, Estados Unidos da Am\u00e9rica, etc. ou aquelas mais pr\u00f3ximas, para pa\u00edses europeus como a Fran\u00e7a, Alemanha, Su\u00ed\u00e7a ou Luxemburgo. De igual forma, muitas zonas rurais acolhem hoje pessoas origin\u00e1rias de outras paragens dos v\u00e1rios continentes, num processo em sentido contr\u00e1rio ao que encetaram tantos portugueses.<\/p>\n<p>O voo migrat\u00f3rio pensado em termos hist\u00f3rico-sociais identificou origens, destinos, contextos, motiva\u00e7\u00f5es e quantificou os fluxos dos que emigraram e dos que regressaram ou n\u00e3o. N\u00e3o obstante, existe um leque literalmente infinito de temas que \u00e9 poss\u00edvel aprofundar quando se contacta diretamente com antigos e atuais emigrantes e com os seus descendentes, como a arquitetura, a economia, a l\u00edngua, os sentidos de perten\u00e7a e de inser\u00e7\u00e3o cultural dos que emigraram e dos seus descendentes, as perce\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos lugares de destino e origem, o tipo de vincula\u00e7\u00e3o com o mundo rural, as narra\u00e7\u00f5es e os registos documentais familiares, a simbologia e semi\u00f3tica afetiva, a gastronomia e tantos outros.<\/p>\n<p>A Binaural Nodar, em colabora\u00e7\u00e3o com o Museu do Linho de V\u00e1rzea de Calde, apresenta a exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e multim\u00e9dia &#8220;Ecos da Ida e do Retorno&#8221; que foi concebida na sequ\u00eancia de dois ciclos de resid\u00eancias art\u00edsticas que decorreram em setembro e outubro de 2022, integrando recolhas etnogr\u00e1ficas e quatro obras art\u00edsticas que pensam e expressam aspetos relacionados com processos migrat\u00f3rios, hist\u00f3ricos ou atuais, existentes na freguesia de Calde e, mais genericamente, na regi\u00e3o de Viseu.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Ara\u00fajo (Portugal)<br \/>\n&#8220;Vaza e o tempo n\u00e3o guarda&#8221;<\/p>\n<p>O jovem m\u00fasico e artista multidisciplinar Andr\u00e9 Ara\u00fajo trabalhou a tem\u00e1tica da emigra\u00e7\u00e3o a partir do conflito entre o rural e o urbano, questionando de que forma a mem\u00f3ria, enquanto pr\u00e9-requisito do ser, se relaciona com o conflito do sonho e do percurso real das viv\u00eancias dos trabalhadores e de como essa mem\u00f3ria funciona como validador da realidade, ao incorporar v\u00e1rias dial\u00e9ticas, entre o oficial e o oficioso, o escrito e o falado, o registado e o transmitido. A obra produzida pelo artista, intitulada &#8220;Vaza e o tempo n\u00e3o guarda&#8221;, assume a condi\u00e7\u00e3o de ensaio po\u00e9tico audiovisual, tendo sido constru\u00eddo a partir de recolhas efetuadas na aldeia de V\u00e1rzea de Calde e a partir de documentos audiovisuais de arquivos p\u00fablicos, sobre emigra\u00e7\u00e3o portuguesa e sobre trabalhos fabris.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Ara\u00fajo (Porto, 1999) \u00e9 um m\u00fasico, artista visual e investigador. Licenciado em Jazz pelo Koninklijk Conservatorium Brussel (B\u00e9lgica) e Mestre em Cria\u00e7\u00e3o Art\u00edstica Contempor\u00e2nea pela Universidade de Aveiro, \u00e9 atualmente doutorando em Cria\u00e7\u00e3o Art\u00edstica pela Universidade de Aveiro, ESMAE E ESMAD (Porto) e ESAD.cr (Caldas da Rainha). O corpo de trabalho de Ara\u00fajo utiliza diferentes media, desde a Videoarte e a Instala\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 Performance Visual e Sonora, para explorar a rela\u00e7\u00e3o entre o som e a imagem, como ferramenta para abordar quest\u00f5es sociais e os temas da mem\u00f3ria, opress\u00e3o\/repress\u00e3o e o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Ana Rodr\u00edguez (Uruguai), Liliana Silva (Portugal) e Lu\u00eds Costa (Portugal)<br \/>\n&#8220;Sentidos da emigra\u00e7\u00e3o na freguesia de Calde&#8221;<\/p>\n<p>A equipa da Binaural Nodar efetuou um conjunto de entrevistas sonoras e de registos fotogr\u00e1ficos com antigos e atuais emigrantes origin\u00e1rios da freguesia de Calde, com particular aten\u00e7\u00e3o a aspetos relacionados com a &#8220;sensorialidade migrante&#8221;, ou seja, como a condi\u00e7\u00e3o de perten\u00e7a partilhada (entre o lugar de origem e de migra\u00e7\u00e3o) se reflete nos sentidos (a paisagem visual e sonora, os cheiros, a m\u00fasica, a gastronomia, os objetos com valor simb\u00f3lico, etc.). O resultado das entrevistas gerou em simult\u00e2neo um arquivo digital e a pe\u00e7a audiovisual &#8220;Sentidos da emigra\u00e7\u00e3o na freguesia de Calde&#8221;, a qual se apresenta nesta exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ana Rodr\u00edguez (n. 1975) nasceu em Montevid\u00e9u, vive e pesquisa em contextos rurais desde 2001, ano em que se estabeleceu em Tacuaremb\u00f3, no norte do Uruguai. Antrop\u00f3loga formada pela Universidade da Rep\u00fablica do Uruguai. Cursou o mestrado em Teoria e Pr\u00e1tica do Document\u00e1rio Criativo na Universidade Aut\u00f3noma de Barcelona. Formou parte da equipa docente do N\u00facleo de Estudos Rurais (Sede de Tacuaremb\u00f3 da Universidade da Rep\u00fablica do Uruguai) e entre 2016 e 2018. Criou materiais did\u00e1ticos audiovisuais sobre g\u00e9nero e ruralidade para Faculdade de Agronomia do Uruguai (2016), um CD de contos de tradi\u00e7\u00e3o oral com paisagens sonoras (Los cuentos de Mam\u00e1 Carolina, 2013), criou o Mapa Sonoro do Uruguai (2016), sendo, desde 2013, artista e investigadora junto da Binaural Nodar.<\/p>\n<p>Liliana Silva (n.1991) \u00e9 natural de Santo Ant\u00f3nio, Funchal. Terminou em 2014 a sua licenciatura em Artes Pl\u00e1sticas, Ramo Multim\u00e9dia na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Nesse mesmo ano ingressou no Mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o Multim\u00e9dia, Ramo Multim\u00e9dia Interativo pela Universidade de Aveiro, que viria a concluir em 2016. Desde Agosto de 2017 que desempenha na Binaural Nodar as fun\u00e7\u00f5es de respons\u00e1vel pelas \u00e1reas de comunica\u00e7\u00e3o e multim\u00e9dia, tendo desenvolvido intensa atividade na \u00e1rea de desenho gr\u00e1fico, gr\u00e1fica editorial, grava\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o v\u00eddeo, conce\u00e7\u00e3o e montagem de exposi\u00e7\u00f5es, etc.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Costa (n. 1968). Curador de pr\u00e1ticas art\u00edsticas contempor\u00e2neas, investigador sonoro, autor, educador e animador cultural em contexto rural. Presidente da dire\u00e7\u00e3o da Binaural Nodar. Coordenador do Laf\u00f5es Cult Lab, um, conceito de pesquisa art\u00edstica multim\u00e9dia no territ\u00f3rio de Viseu D\u00e3o Laf\u00f5es o qual acolheu j\u00e1 mais de 150 artistas sonoros\/media e investigadores sociais e ambientais oriundos de mais de 20 pa\u00edses. Coordenador do Arquivo Digital Binaural Nodar, um projeto de pesquisa, cataloga\u00e7\u00e3o e mapeamento sonoro e audiovisual da mem\u00f3ria coletiva de territ\u00f3rios rurais da regi\u00e3o de Viseu, integrado na rede europeia Tramontana de arquivos de mem\u00f3ria de zonas de montanha.<\/p>\n<p>Niccol\u00f2 Masini (It\u00e1lia)<br \/>\nPor bem a nossa casa vem<\/p>\n<p>Instala\u00e7\u00e3o-ensaio v\u00eddeo multil\u00edngue. 10&#8242; (em cont\u00ednuo)) Parte do projeto &#8220;Islands of Time&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Por bem a nossa casa vem&#8221; \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o narrativa multil\u00edngue que elabora a pr\u00e1tica de evidenciar desaparecimentos, uma quest\u00e3o cultural mediada pela natureza que entrela\u00e7a linguagens e significados de partida e retorno. A express\u00e3o &#8220;Por bem a nossa casa vem&#8221; significa &#8220;voc\u00ea \u00e9 bem-vindo em nossa casa se vier com boas inten\u00e7\u00f5es&#8221;. As \u00e1reas rurais, as ru\u00ednas e os espa\u00e7os liminares podem sugerir oportunidades para investiga\u00e7\u00f5es espaciais e para linguagens anal\u00edticas do discurso no territ\u00f3rio de refer\u00eancia. Uma imagem fixa que conservamos de um territ\u00f3rio transforma-se em simulacro, constitui um s\u00edmbolo do comportamento e da cultura que o retrata. Restabelecer o discurso de uma linguagem multinarrativa atenta e consciente do simbolismo impl\u00edcito na sua forma\u00e7\u00e3o conduz a refazer o percurso realizado e a reencontrar o ponto, o lugar do extravio. Tanto quanto a mem\u00f3ria, a linguagem desempenha um papel crucial na forma\u00e7\u00e3o da trama de m\u00faltiplas camadas que constrange a identidade territorial; para al\u00e9m do tempo, do espa\u00e7o e das heran\u00e7as.<\/p>\n<p>Niccol\u00f2 Masini (n. 1989) \u00e9 um artista e investigador multidisciplinar italiano, cujos projetos recentes giram em torno da problematiza\u00e7\u00e3o dos processos migrat\u00f3rios, de territorializa\u00e7\u00e3o e de desterritorializa\u00e7\u00e3o e da sua representa\u00e7\u00e3o em arquivos formais e informais. O artista \u00e9 licenciado em Anima\u00e7\u00e3o e Ilustra\u00e7\u00e3o pelo Instituto Europeu de Design \u2013 Mil\u00e3o (2011), licenciado em Artes Audiovisuais pela Gerrit Rietveld Academy of Amsterdam (2015) e det\u00e9m um mestrado em praxis e pesquisa art\u00edstica pelo DAI \/ Dutch Art Institut de Arnhem (2021). O trabalho de Niccol\u00f2 Masini desenvolve-se nos dom\u00ednios da narrativa, de uma certa forma de trabalho &#8220;artesanal&#8221;, da poesia e da antropologia.<\/p>\n<p>Rafael Bresciani (Brasil\/It\u00e1lia)<br \/>\nMares de morros<\/p>\n<p>Mares de Morros \u00e9 resultado da releitura da obra audiovisual de Rafael Bresciani &#8220;Caminho pro Mar&#8221;. Este projeto, coproduzido pela Binaural Nodar no contexto da resid\u00eancia art\u00edstica &#8220;Ecos da Ida e do Retorno&#8221;, traz uma nova oportunidade de reviver a primeira vers\u00e3o de &#8220;Caminho pro Mar&#8221;, onde Bresciani se inspirou na hist\u00f3ria de migra\u00e7\u00e3o de sua fam\u00edlia, que migrou da It\u00e1lia para o Brasil, para ent\u00e3o voltar \u00e0 origem depois de cinco gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A primeira vers\u00e3o deste trabalho tem a pequena cidade de Pietrasanta, na costa da Toscana, como ponto de partida e chegada, e o mar como meio de expectativas, medos, mem\u00f3ria e pertencimento. Mas quando na regi\u00e3o de Viseu, localizada no cora\u00e7\u00e3o de Portugal, o mar estava longe demais para ser visto. Ent\u00e3o foi atrav\u00e9s das hist\u00f3rias dos migrantes, das suas fam\u00edlias, dos que ficaram, dos que partiram e dos que voltaram, que Bresciani conseguiu encontrar o seu mar. Todas as imagens e sons utilizados para compor a pe\u00e7a audiovisual foram gravados in loco durante a resid\u00eancia. A m\u00fasica foi feita manipulando esses sons atrav\u00e9s de live coding e signal feedback.<\/p>\n<p>Rafael Bresciani \u00e9 um artista sonoro e media que acumulou experi\u00eancia em formatos que v\u00e3o desde performances ao vivo, obras art\u00edsticas em \u00e1udio\/v\u00eddeo\/media, instala\u00e7\u00f5es multi e transmedia e sistemas aleat\u00f3rios e generativos que controlam e criam manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. Todas essas pr\u00e1ticas visam trabalhar em profundidade a intera\u00e7\u00e3o entre o som e outros elementos da arte perform\u00e1tica para sugerir uma vis\u00e3o po\u00e9tica sobre a rela\u00e7\u00e3o entre perce\u00e7\u00e3o e realidade.<\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica:<\/p>\n<p>Uma coprodu\u00e7\u00e3o Binaural Nodar e Museu do Linho de V\u00e1rzea de Calde (Munic\u00edpio de Viseu)<br \/>\nConceito e curadoria: Lu\u00eds Costa<br \/>\nConce\u00e7\u00e3o do percurso expositivo: Lu\u00eds Costa e Liliana Silva<br \/>\nDesenho gr\u00e1fico: Liliana Silva<br \/>\nMontagem da exposi\u00e7\u00e3o: Lu\u00eds Costa e Ana Margarida Ferreira<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":8,"featured_media":17027,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[1158,1],"tags":[],"class_list":["post-17025","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-visual-sound-ethnograhpy","category-news"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17025"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17025\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17030,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17025\/revisions\/17030"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}