{"id":18938,"date":"2023-06-29T09:19:47","date_gmt":"2023-06-29T09:19:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news?post_type=avada_portfolio&#038;p=18938"},"modified":"2023-12-14T12:43:28","modified_gmt":"2023-12-14T12:43:28","slug":"manuela-barile-2009","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/portfolio-items\/manuela-barile-2009","title":{"rendered":"Manuela Barile (2009)"},"content":{"rendered":"<p><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div>\n<p><strong>Obras Art\u00edsticas:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;C\u00e0&#8221;<\/p>\n<p>\u201cC\u00e1\u201d \u00e9 uma instala\u00e7\u00e3o v\u00eddeo em dois ecr\u00e3s (C\u00e1#1, C\u00e1#2). Esta instala\u00e7\u00e3o faz parte de \u201cLocus in Quo\u201d, um projecto multidisciplinar sobre o sentido dos lugares concebido em 2009. \u201cC\u00e1\u201d combina grava\u00e7\u00f5es de campo, \u201cextended vocal techniques\u201d focalizadas na rela\u00e7\u00e3o entre voz, paisagem sonora e propriedades ac\u00fasticas dos lugares, com performance e arte v\u00eddeo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<ul>\n<li>\u201cC\u00e1 #1\u201d mostra uma \u201cmater\u201d dolorosa que, com passo solene, anda lenta e silenciosa atrav\u00e9s das ruas de uma aldeia abandonada. Sempre que ela se aproxima de uma casa, as suas paredes choram \u00e1gua. Uma vez chegada dentro de uma casa, ela encontra os restos de um antigo feixe de milho, provavelmente parte da \u00faltima colheita feita na aldeia. Em seguida, come\u00e7a um ritual de lamenta\u00e7\u00e3o f\u00fanebre. Na f\u00faria destrutiva da lamenta\u00e7\u00e3o, Maria vive uma morte simb\u00f3lica para dar vida a uma nova Maria, a qual absorveu o conhecimento da aldeia e se dirige para longe para continuar a tradi\u00e7\u00e3o. Entre o paganismo e o cristianismo, o v\u00eddeo mostra a imagem de Maria como lamentadora padecendo com a morte da aldeia, s\u00edmbolo do mundo antigo, representado pelo feixe de milho. O v\u00eddeo \u00e9 constru\u00eddo em torno de alguns \u201ctableaux vivants\u201d, poses est\u00e1ticas perto das portas, janelas e paredes de casas vazias que expressam, de um modo claro, simples e eficaz, conte\u00fados muito complexos. O objectivo \u00e9 mostrar o presente, para torn\u00e1-lo mais \u201creal\u201d. Os \u201ctableaux vivants\u201d alternam com imagens das paredes que choram a passagem da mulher; eles s\u00e3o de uma cor diferente do resto do v\u00eddeo: \u00e9 uma forma de isolar essas imagens, sentidas como \u201cnecess\u00e1rias\u201d para enfatizar o sentido tr\u00e1gico da hist\u00f3ria contada. A lamenta\u00e7\u00e3o, o ritual do choro vinculado \u00e0 colheita \u00e9 um dispositivo para superar o trauma da morte, para dar forma \u00e0 dor e \u00e0s mem\u00f3rias relacionadas com o desaparecimento; \u00e9 uma etapa fundamental para encontrar a for\u00e7a para continuara viver. Portanto, a mulher na agonia da dor \u00e9 portadora de vida. Como testemunha, est\u00e3o as palmas das m\u00e3os, cor de cobre, onde ainda cresce erva. O cobre na alquimia \u00e9 o s\u00edmbolo da for\u00e7a vital e da \u00e1gua, a \u00e1gua que ainda corre para a aldeia abandonada tr\u00eas vezes por semana para continuar a irrigar os seus campos abandonados. A \u00e1gua que cai das paredes tem, portanto, dois significados: o sofrimento e a morte, mas tamb\u00e9m a for\u00e7a e o renascimento.<\/li>\n<li>\u00a0\u201cC\u00e1 #2\u201d \u00e9 um v\u00eddeo projectado numa parede composto de imagens que captam a realidade das aldeias, a sua desola\u00e7\u00e3o e abandono. A abordagem \u00e9 anal\u00edtica e detalhada. O v\u00eddeo descreve aquilo que os olhos v\u00eam, os elementos superficiais&#8230; a pele do lugar. Uma dimens\u00e3o inquietante e imprevis\u00edvel manifesta-se na paisagem na qual a escuta, a quietude e a calma predominam, na qual os sons do ambiente e a voz intensificam e amplificam esta caracter\u00edstica. A composi\u00e7\u00e3o sonora \u00e9 constitu\u00edda por sons da voz da performer gravados em campo e captados com microfones binaurais nas aldeias abandonadas, por sons das aldeias abandonadas e por m\u00fasica tocada pela Sociedade Filarm\u00f3nica de Santa Cruz de Alvarenga (Arouca) captada numa festa na aldeia de Parada de Ester (Castro Daire).<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div><div class=\"fusion-video fusion-vimeo\" style=\"--awb-max-width:600px;--awb-max-height:360px;\"><div class=\"video-shortcode\"><div class=\"fluid-width-video-wrapper\" style=\"padding-top:60%;\" ><iframe title=\"Vimeo video player 1\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/90341286?autoplay=0&amp;autopause=0\" width=\"600\" height=\"360\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\"><\/iframe><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-2 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cBirdsoundcage\u201d \u00e9 uma gaiola de p\u00e1ssaro recriada sonoramente numa sala vazia e ass\u00e9ptica. L\u00e1 dentro jaz um corpo im\u00f3vel, completamente enfaixado, que para sobreviver auto constr\u00f3i uma gaiola \u00e0 sua medida feita de pr\u00f3teses. As pr\u00f3teses s\u00e3o obtidas fixando com ligaduras ramos de \u00e1rvore nos membros inferiores e superiores. A mat\u00e9ria org\u00e2nica de que s\u00e3o feitas as pr\u00f3teses remete para os restos de um ninho, um lugar do passado que j\u00e1 n\u00e3o existe. \u201cBirdsoundcage\u201d \u00e9 um lugar simb\u00f3lico ao qual somos convidados a dar um sentido.<\/span><\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-video fusion-vimeo\" style=\"--awb-max-width:600px;--awb-max-height:360px;\"><div class=\"video-shortcode\"><div class=\"fluid-width-video-wrapper\" style=\"padding-top:60%;\" ><iframe title=\"Vimeo video player 2\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/90244442?autoplay=0&amp;autopause=0\" width=\"600\" height=\"360\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\"><\/iframe><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-3\"><p><span style=\"font-weight: 400;\">Excerto de \u201cBirdsoundcage\u201d por Maunuela Barile, 2009\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A gaiola \u00e9 um s\u00edtio imagin\u00e1rio constru\u00eddo ao redor de um corpo, o que evoca um lugar dentro do corpo para um estado de ser. A jaula pode simbolizar muitas situa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis pelas quais somos inevitavelmente obrigados a viver, que n\u00e3o s\u00e3o impostas por outros, mas que mesmo assim tendemos a acumular. Portanto, a gaiola pode ter um duplo significado. A jaula \u00e9 a pris\u00e3o ou o ninho, dependendo da nossa abordagem \u00e0 vida e do significado que damos \u00e0s coisas. Numa situa\u00e7\u00e3o de desconforto, tristeza e desespero, a gaiola pode transformar-se em algo positivo quando a dor nos coloca numa situa\u00e7\u00e3o de confronto, quando a dor se torna partilha e atua\u00e7\u00e3o de acordo com a nossa vontade. O encerramento pode ent\u00e3o ser uma abertura. A perda de liberdade, pela exist\u00eancia de uma restri\u00e7\u00e3o, de um impedimento, de uma obstru\u00e7\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o solucion\u00e1vel. Construir uma gaiola com os restos do ninho, para Manuela Barile, significa aceitar a dor, deix\u00e1-la fluir. Significa tamb\u00e9m conectar-se ao passado, ao que fomos, \u00e0s nossas pr\u00f3prias experi\u00eancias, das quais podemos sempre adquirir novos conhecimentos.<\/span><\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-video fusion-vimeo\" style=\"--awb-max-width:600px;--awb-max-height:360px;\"><div class=\"video-shortcode\"><div class=\"fluid-width-video-wrapper\" style=\"padding-top:60%;\" ><iframe title=\"Vimeo video player 3\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/21227385?autoplay=0&amp;autopause=0\" width=\"600\" height=\"360\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\"><\/iframe><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\"><p>Biografia:<\/p>\n<p>Manuela Barile (n. Bari, It\u00e1lia 1978) \u00e9 uma pesquisadora vocal e performer interdisciplinar que vive no concelho de S. Pedro do Sul. A sua pesquisa art\u00edstica assenta num trabalho projectual que combina os sons da voz com media diversos (\u201dfield recordings\u201d, v\u00eddeo, fotografia, instala\u00e7\u00f5es, performance, concerto-performance, desenho, escrita). Como performer vocal Manuela Barile j\u00e1 trabalhou ou colaborou com uma diversidade de artistas da cena experimental europeia e norte-americana. Em Junho de 2006 participou com Pino Pipoli no evento de arte contempor\u00e2nea \u201cFresco Bosco\u201d, do qual foi curador Achille Bonito Oliva. Manuela Barile iniciou em 2007 uma colabora\u00e7\u00e3o com o artista sonoro Portugu\u00eas Rui Costa para o desenvolvimento de um projecto interm\u00e9dia de larga escala, intitulado \u201cLa Scatola\u201d, o qual foi concebido como uma s\u00e9rie de instala\u00e7\u00f5es e\/ou performances. Em 2009 concebeu uma s\u00e9rie de instala\u00e7\u00f5es sonoras e v\u00eddeo sobre o sentido dos lugares, que intitulou \u201cLocus in Quo\u201d, projecto apresentado em diversos espa\u00e7os museol\u00f3gicos e em festivais de v\u00eddeo arte europeus e norte-americanos.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":18928,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"video","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[1234,1229,1145],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"class_list":["post-18938","avada_portfolio","type-avada_portfolio","status-publish","format-video","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-1234","portfolio_category-artistas","portfolio_category-artist-residencies"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/18938","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18938"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/18938\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20508,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/18938\/revisions\/20508"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18928"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=18938"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=18938"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=18938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}