{"id":185,"date":"2010-04-30T20:57:16","date_gmt":"2010-04-30T20:57:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/?page_id=185&#038;langswitch_lang=pt"},"modified":"2023-12-13T17:29:22","modified_gmt":"2023-12-13T17:29:22","slug":"oikos","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/portfolio-items\/oikos","title":{"rendered":"Oikos"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-margin-bottom:0px;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-column-wrapper-legacy\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: right;\">\u00abA barreira entre o observador e os objectos observados cai.<br \/>\nAo mesmo tempo o objecto perde o seu pr\u00f3prio contorno definido,<br \/>\ne expande-se por todo o universo<br \/>\nat\u00e9 ao ponto em que parece abarcar o mundo todo por dentro,<br \/>\npenetra o observador como um mundo inteiro at\u00e9 ao ponto em que o ambos os seres,<br \/>\nsujeito e objecto, do mundo, se fundem num todo\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">V. Zuckerkandl, Sound and Symbol. Music and External World.<\/p>\n<p><strong>OIKOS<\/strong><\/p>\n<p>Ac\u00e7\u00e3o vocal e sonora em contexto espec\u00edfico por Manuela Barile<\/p>\n<p><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27323%27%20height%3D%27215%27%20viewBox%3D%270%200%20323%20215%27%3E%3Crect%20width%3D%27323%27%20height%3D%27215%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/\/wp-content\/uploads\/59ae4a63e834dd836303a2b423b98f3e1.jpg\" alt=\"\" width=\"323\" height=\"215\" \/> <img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27325%27%20height%3D%27215%27%20viewBox%3D%270%200%20325%20215%27%3E%3Crect%20width%3D%27325%27%20height%3D%27215%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/\/wp-content\/uploads\/2560e4bd740cf46749b77ecb299077131.jpg\" alt=\"\" width=\"325\" height=\"215\" \/><\/p>\n<p>O espa\u00e7o \u00e9 uma extens\u00e3o indefinida e n\u00e3o circunscrita com uma capacidade ilimitada de conter corpos. O lugar \u00e9 uma por\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o ocupado e que \u00e9 poss\u00edvel ocupar fisicamente ou psiquicamente.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o \u00e9 abstracto, o lugar \u00e9 concreto. Espa\u00e7o \u00e9 liberdade; lugar \u00e9 seguran\u00e7a. Espa\u00e7o \u00e9 recorda\u00e7\u00e3o, sentimento e pensamento. A nossa vida n\u00e3o pode ser contada e representada sem a refer\u00eancia dos lugares. O lugar \u00e9 uma estrutura tecida de rela\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias. Por isso, amamos e odiamos os lugares, enquanto que os espa\u00e7os s\u00e3o simplesmente medidos.<\/p>\n<p>O arqu\u00e9tipo do lugar \u00e9 um conjunto que aproxima, enquanto que o arqu\u00e9tipo do espa\u00e7o \u00e9 o intervalo, isto \u00e9, a separa\u00e7\u00e3o, o limite, a fronteira e por esse motivo conflito.<\/p>\n<p>De que modo sentimos e imaginamos lugar e espa\u00e7o? O que influencia estes processos? Como \u00e9 que o espa\u00e7o se transforma em lugar e, inversamente, o lugar em espa\u00e7o? De que modo o tempo e som entram nestas transforma\u00e7\u00f5es espa\u00e7o-lugar e lugar-espa\u00e7o?<\/p>\n<p><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27322%27%20height%3D%27216%27%20viewBox%3D%270%200%20322%20216%27%3E%3Crect%20width%3D%27322%27%20height%3D%27216%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/\/wp-content\/uploads\/d0f8f4e65e52e29f6b3ad6adbca30c691.jpg\" alt=\"\" width=\"322\" height=\"216\" \/> <img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27325%27%20height%3D%27216%27%20viewBox%3D%270%200%20325%20216%27%3E%3Crect%20width%3D%27325%27%20height%3D%27216%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/\/wp-content\/uploads\/23dde3cf0621ca17e00f633a34a8c4331.jpg\" alt=\"\" width=\"325\" height=\"216\" \/><\/p>\n<p>Estas quest\u00f5es s\u00e3o a base para \u201cOikos\u201d, uma performance site-specific de Manuela Barile que integra as pesquisas supracitadas como par\u00e2metros estruturais para este trabalho multidisciplinar.<\/p>\n<p>A casa \u00e9 um lugar; a casa \u00e9 uma met\u00e1fora para o nosso corpo e \u00e9 igualmente o nosso pequeno Universo. Quando estamos na nossa casa, sentimo-nos protegidos, no entanto quando estamos na nossa casa vazia sentimo-nos perdidos. O lugar-casa transforma-se novamente em espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Em \u201cOikos\u201d, o espa\u00e7o performativo \u00e9 transformado numa esp\u00e9cie de casa, uma casa vazia, uma casa abandonada. A ac\u00e7\u00e3o tem em considera\u00e7\u00e3o dois n\u00edveis: o vertical, representado pelas paredes, as escadas, o pr\u00f3prio edif\u00edcio; e o horizontal representado pelo ch\u00e3o, o balc\u00e3o, o patamar, o terra\u00e7o.<\/p>\n<p>A parede \u00e9 uma guardi\u00e3 de mem\u00f3rias na qual a performer concede sons com a sua voz. A parede \u00e9 simultaneamente amiga e inimiga; pris\u00e3o e abrigo.<\/p>\n<p>O ch\u00e3o \u00e9 o lugar onde a artista se movimenta, onde ela se desloca, delineando trilhos definidos de acordo com as caracter\u00edsticas f\u00edsicas e ac\u00fasticas do lugar, do posicionamento do p\u00fablico.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o de performance torna-se num instrumento musical e os seus objectos transformam-se em objectos sonoros para uma composi\u00e7\u00e3o em tempo real.<\/p>\n<p>A ac\u00e7\u00e3o come\u00e7a e acaba com um trabalho a capella com voz a solo. No seu decurso a performer passa por diferentes lugares imagin\u00e1rios (o mar, a igreja, a cozinha, um campo nas montanhas, etc.) para descrever situa\u00e7\u00f5es do dia a dia vividas por artistas ou pessoas que ela conhece.<\/p>\n<p>A voz da artista move-se desde sons cristalinos e subtis (que relembram o canto das sereias, o canto de um p\u00e1ssaro isolado, etc.) at\u00e9 sons selv\u00e1ticos e sombrios (lamenta\u00e7\u00f5es, c\u00e2nticos de morte, etc.). A improvisa\u00e7\u00e3o da artista passa desde situa\u00e7\u00f5es tr\u00e1gicas e dram\u00e1ticas at\u00e9 ao c\u00f3mico e alegre, aplicando um espelho \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p>O movimento da performer embora vocalizado, sempre a aproximar-se e a afastar-se do p\u00fablico, conquista activamente o ouvinte num jogo de dist\u00e2ncia (perto-longe) e direc\u00e7\u00e3o (alto-baixo \/ esquerda-direita).<\/p>\n<p>A voz da performer \u00e9 ouvida simultaneamente de forma ac\u00fastica (em certas ocasi\u00f5es) e electro-ac\u00fastica. Ao usar microfones de contacto, tanto os sons do seu corpo como os sons do exterior da sala e do edif\u00edcio ser\u00e3o amplificados, com os quais a performer ir\u00e1 interagir.<\/p>\n<p><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27325%27%20height%3D%27216%27%20viewBox%3D%270%200%20325%20216%27%3E%3Crect%20width%3D%27325%27%20height%3D%27216%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/\/wp-content\/uploads\/4b3e087d2ac072616889f5a77063d0011.jpg\" alt=\"\" width=\"325\" height=\"216\" \/> <img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27325%27%20height%3D%27216%27%20viewBox%3D%270%200%20325%20216%27%3E%3Crect%20width%3D%27325%27%20height%3D%27216%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/\/wp-content\/uploads\/6633f19b978d4d040e67fdbf108663b31.jpg\" alt=\"\" width=\"325\" height=\"216\" \/><\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-clearfix\"><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cOikos\u201d \u00e9 uma performance site-specific de Manuela Barile em que o espa\u00e7o performativo \u00e9 transformado numa esp\u00e9cie de casa, uma casa vazia, uma casa abandonada. 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