{"id":18422,"date":"2023-06-21T14:08:23","date_gmt":"2023-06-21T14:08:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news?post_type=avada_portfolio&#038;p=18422"},"modified":"2023-07-04T13:46:12","modified_gmt":"2023-07-04T13:46:12","slug":"melanie-velarde","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/portfolio-items\/melanie-velarde","title":{"rendered":"Melanie Velarde"},"content":{"rendered":"<p><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div>\n<div>\n<p><strong>Sem T\u00edtulo<\/strong><\/p>\n<p>Concebi o meu projecto para Nodar como uma plataforma na forma de uma instala\u00e7\u00e3o e de uma performance, que constituiu um processo (aleat\u00f3rio) de comunica\u00e7\u00e3o ac\u00fastica, cruzando fronteiras geogr\u00e1ficas, f\u00edsicas e emocionais. Sons acusm\u00e1ticos, grava\u00e7\u00f5es sonoras de campo e pe\u00e7as electro ac\u00fasticas foram captados e gerados atrav\u00e9s de meios anal\u00f3gicos e retirados da \u00e1rea envolvente, numa ac\u00e7\u00e3o de improvisa\u00e7\u00e3o e \u201choerspiel\u201d (r\u00e1dio drama) situada na paisagem de Nodar.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A minha ideia foi criar um enquadramento que potencias se uma s\u00e9rie de improvisa\u00e7\u00f5es e novas combina\u00e7\u00f5es (visuais) de vest\u00edgios locais, grava\u00e7\u00f5es de campo, composi\u00e7\u00f5es electroac\u00fasticas e experimenta\u00e7\u00f5es sonoras. A op\u00e7\u00e3o composicional caracteriza-se igualmente pela participa\u00e7\u00e3o da heran\u00e7a sonora ligada ao local, trazendo o tempo e o lugar enquanto elementos de modula\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a, colorados por m\u00e9todos anal\u00f3gicos e \u201clo-fi\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O meu projecto procurou aproximar pessoas, lugares, natureza, texturas, fon\u00f3grafos e ouvintes, para participarem activamente numa viagem sonora subjectiva e irrepet\u00edvel. Pretendi criar uma obra de arte cujas refer\u00eancias n\u00e3o fossem apenas o local e o tempo, mas tamb\u00e9m as sensibilidades privadas e emocionais. A minha inten\u00e7\u00e3o foi produzir um palco que se aproximasse da ideia de jardim musical, onde se pudessem cruzar e disseminar culturas musicais e sonoras.Quando cheguei a Nodar vinha com esta ideia de criar um jardim musical e senti o desejo de plantar diversas coisas no meu jardim: algumas floresceriam e outras nem por isso. Cada uma dessas coisas seria uma grava\u00e7\u00e3o ou apenas uma textura, mas o seu funcionamento teria sempre um processo diferente.Tudo isto contaria uma hist\u00f3ria diferente. Gostaria que as pessoas que visitassem a minha instala\u00e7\u00e3o participassem igualmente nela, atravessando o espa\u00e7o da instala\u00e7\u00e3o e mudando os objectos nela dispostos.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Este projecto, fundamentalmente interactivo, baseou-se em m\u00faltiplos pontos de partida dispostos no espa\u00e7o, cada um tendo associado sons de dura\u00e7\u00e3o diferente, de apenas alguns segundos a v\u00e1rios minutos. Alguns campos singulares geravam som sempre que activados, funcionando em \u201cloop\u201d ou indefinidamente. M\u00faltiplas fontes sonoras podiam ser activadas, cada \u201cloop\u201d e sequ\u00eancia era modulada com os demais numa interliga\u00e7\u00e3o em rede, para uma experi\u00eancia sonora e sensitiva mais complexa. Escolhi e editei as fontes sonoras considerando qual a melhor composi\u00e7\u00e3o para determinados tipos de subjectividade, mas a \u00eanfase manteve-se na aleatoriedade, morfologias, muta\u00e7\u00e3o e espacializa\u00e7\u00e3o, e tudo isso envolveu improvisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O meu percurso art\u00edstico inicia-se com as grava\u00e7\u00f5es sonoras de campo (\u201cfield recordings\u201d), mas cada vez mais me interesso por juntar elementos musicais nas minhas composi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o de forma estrita, mas permitindo que diferentes cen\u00e1rios e humores contribuam para a cria\u00e7\u00e3o de uma nova hist\u00f3ria, atrav\u00e9s da sua poss\u00edvel uni\u00e3o acidental. Em vez de criar as pe\u00e7as numa estrutura fechada elas s\u00e3o criadas no espa\u00e7o. Interessava-me a paisagem (sonora), as pessoas, a noite e o dia, acontecimentos espor\u00e1dicos e hist\u00f3rias, e reunir todos estes elementos numa composi\u00e7\u00e3o, portanto numa nova hist\u00f3ria. Tamb\u00e9m me interessam as texturas de materiais prim\u00e1rios como a madeira, o metal e a pedra e quis levar em conta estes elementos na composi\u00e7\u00e3o. Pretendia com isto despoletar emo\u00e7\u00f5es, a poesia das coisas, e isto n\u00e3o \u00e9 algo que se possa controlar, \u00e9 inst\u00e1vel e, como tal, exposto ao erro.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Estruturar o projecto demasiado cedo era algo que n\u00e3o queria fazer; quis recolher elementos esparsos, como num di\u00e1rio, ia gravando os sons com o meu gravador de cassetes, tirando fotografias, apanhando seixos e paus, e assim reuni imenso material. Descobri que o som da guitarra era muito diferente quando a tocava no metal ou com as pedras \u00e0 beira rio. Gostava tamb\u00e9m de tocar para os animais.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Interessava-me a resson\u00e2ncia dos instrumentos em diferentes espa\u00e7os, a guitarra \u00e0 beira rio com o soprar do vento, o som do teclado no t\u00fanel debaixo da ponte. N\u00e3o me queria limitar a gravar o som da \u00e1gua, das r\u00e3s,ou da madeira. Queria gravar a minha presen\u00e7a nesses locais, a minha viagem, como algu\u00e9m que faz v\u00e1rios esbo\u00e7os do meio envolvente e depois os junta.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Em Nodar tive a oportunidade de explorar a forma como o meu trabalho pode estabelecer redes de rela\u00e7\u00f5es baseadas nas capacidades perceptivas naturais do ouvinte; incluindo elementos metaf\u00f3ricos e simb\u00f3licos, e como a arquitectura global de uma pe\u00e7a sonora pode funcionar simultaneamente enquanto estrutura ac\u00fastica \/ musical e enquanto estrutura metaf\u00f3rica \/simb\u00f3lica. Que tipo de abordagem, tendo como base conceitos de paisagem sonora, nos pode servir para tentar criar um discurso dentro de uma pe\u00e7a sonora que consiga estabelecer linhas de comunica\u00e7\u00e3o entre o compositor e o ouvinte?<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Foram convocados e identificados sons na aldeia de Nodar e nas redondezas, as quais foram editadas e incorporadas em composi\u00e7\u00f5es, deixando ao acaso as suas formas finais. Desenhei o palco e estruturei todas as partes do processo, mantendo em aberto os processos gerais do trabalho para permitir uma participa\u00e7\u00e3o e envolvimento activo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Pretendi criar um espa\u00e7o de experimenta\u00e7\u00e3o e de partilha fluida, com um foco nas composi\u00e7\u00f5es e nos sons, nos seus m\u00faltiplos n\u00edveis. Um espa\u00e7o de escuta, de improvisa\u00e7\u00e3o e de actua\u00e7\u00e3o onde, por exemplo, se possa activar simultaneamente o som de folhas secas e do sino de uma igreja local, um c\u00e3o a correr pela noite e a conversa de uma vendedora no mercado, ou ainda de uma rapariga a cantar no chuveiro&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Entre as ferramentas, objectos e material ef\u00e9mero que utilizei no meu trabalho est\u00e3o: registos visuais, desenhos, um lugar, a luz, material de projec\u00e7\u00e3o, leitores\/gravadores de cassetes, colunas alimentadas a 9 Volts, registos video gr\u00e1ficos, microfones de contacto, grava\u00e7\u00f5es sonoras de campo binaurais, um teclado Casio SK1, uma c\u00edtara, um e-bow (aparelho electro-magn\u00e9tico para guitarra el\u00e9ctrica), tijolos, pedra, ramos e arame.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Melanie Velarde \u00e9 uma artista sonora Australiana baseada em Berlim. Tem um Mestrado em Novas Artes Media (estudos sonoros) pela Universidade RMIT de Melbourne. Tem utilizado essencialmente grava\u00e7\u00f5es de campo para produzir texturas sonoras e sensuais que podem ser experienciadas dentro de um espa\u00e7o definido, habitualmente na forma de instala\u00e7\u00f5es sonoras e de v\u00eddeo bem como de performance. O seu trabalho tem sido apresentado em galerias e festivais na Austr\u00e1lia, China, Dinamarca e Alemanha, assim como em emiss\u00f5es de arte radiof\u00f3nica.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-2 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p><strong>OBRAS ART\u00cdSTICAS<\/strong><\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-soundcloud\"><iframe scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" width=\"100%\" height=\"166\" allow=\"autoplay\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https:\/\/soundcloud.com\/binauralmedia\/melanie-velarde-untitled&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=false&amp;color=ff7700\" title=\"soundcloud\"><\/iframe><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":18420,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[1234,1229],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"class_list":["post-18422","avada_portfolio","type-avada_portfolio","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-1234","portfolio_category-artistas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/18422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18422"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/18422\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19363,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/18422\/revisions\/19363"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18420"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=18422"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=18422"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=18422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}