{"id":18257,"date":"2023-06-19T13:27:10","date_gmt":"2023-06-19T13:27:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news?post_type=avada_portfolio&#038;p=18257"},"modified":"2023-07-04T10:03:18","modified_gmt":"2023-07-04T10:03:18","slug":"vered-dror","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/portfolio-items\/vered-dror","title":{"rendered":"Vered Dror"},"content":{"rendered":"<p><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div>\n<p><strong>Souvenirs de Carmella<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSouvenirs de Carmella\u201d fala da necessidade de nos compreenderem na l\u00edngua que nos \u00e9 pr\u00f3pria; da possibilidade de comunicar sem existir uma l\u00edngua comum com o interlocutor; do papel do estrangeiro que entra na sociedade, pedindo aten\u00e7\u00e3o e reconhecimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua cultura, dizendo \u201cFa\u00e7o parte deste lugar tal como voc\u00eas\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>De muitas formas Carmella representa aquilo que sou e a minha rela\u00e7\u00e3o com a Europa. Vinda de um lugar (Israel) que muitas vezes parece n\u00e3o ser nada mais do que as suas fronteiras, tenho muitas vezes a necessidade de sair para um espa\u00e7o mais livre.Neste sentido, a Europa funciona para mim como uma Terra Prometida. N\u00e3o est\u00e1 muito longe de casa, \u00e9 aberta e tem cultura,\u00e9 descontra\u00edda, um lugar onde n\u00e3o se \u00e9 obrigado a lutar por tudo. Ao mesmo tempo n\u00e3o concordo estar na posi\u00e7\u00e3o de \u201cEstrangeira\u201d. N\u00e3o quero sentir que me est\u00e3o a fazer um favor deixando-me ficar, pedindo-me para esquecer a minha l\u00edngua, a minha cultura. Como Carmella, quero poder fazer parte e ao mesmo tempo manter a minha dignidade e respeito pr\u00f3prios.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Gostava de dizer algumas coisas sobre L\u00ednguas.A palavra hebraica para l\u00edngua (ou linguagem) \u00e9 \u201cSafa\u201d, que tamb\u00e9m significa \u201cUma margem\u201d. A nossa l\u00edngua \u00e9 um limiar, uma margem ou uma fronteira, uma forma de actuarmos e de compreendemos o mundo. \u00c9 a tens\u00e3o muscular da boca e do corpo. A nossa l\u00edngua s\u00e3o os sons e os ecos de que nos servimos para expressar o nosso ser neste mundo. A nossa l\u00edngua-m\u00e3e toca a nossa compreens\u00e3o mais profundado mundo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cSouvenirs de Carmella\u201d foi criado em dois locais distintos:<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>1.Nodar: uma pequena aldeia rural de 30 habitantes, noconcelho de S. Pedro do Sul. O local da resid\u00eancia art\u00edsticaest\u00e1 emNodar.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>2.Castro Daire: a vila mais pr\u00f3xima de Nodar (a cerca de meiahora de caminho).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O trabalho desenvolveu-se em quatro fases: obten\u00e7\u00e3o dasimagens, cria\u00e7\u00e3o dos souvenirs, venda dos souvenirs e cria\u00e7\u00e3o dov\u00eddeo final do projecto.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><strong>Obten\u00e7\u00e3o das Imagens:<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cSouvenirs de Camella\u201d teve desde o in\u00edcio uma estrutura clara.N\u00e3o obstante, \u00e0 medida que se geravam os encontros com as pessoas, muitas decis\u00f5es tiveram de ser tomadas. O trabalho em Nodar foi basicamente feliz. Como os habitantes conheciamo Lu\u00eds Costa e o Rui Costa (da Binaural\/Nodar\u2013os organizadoresda resid\u00eancia), eles esperavam ac\u00e7\u00f5es diferentes do habitual na aldeia. As pessoas de Nodar aceitaram a estranheza de Carmella e colaboraram com ela de bom grado.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>As pessoas de Castro Daire foram mais desconfiadas em rela\u00e7\u00e3o a Carmella, muitos pensando que ela os queria enganar. Alguns relacionaram-se com ela como se ela fosse louca.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><strong>Venda dos Souvenirs:<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A venda em Nodar enquadrou-se numa s\u00e9rie de ac\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que tiveram lugar na margem do rio, numa tarde de Domingo plena de sol. A atmosfera era segura e feliz. Ainda assim, as pessoas de Nodar,especialmente as mulheres, cooperaram muito mais do que eu esperava. Elas sentiram-se felizes por \u201cjogarem o jogo\u201d que eu lhes propus. As mulheres compraram muitos souvenirs ao pre\u00e7o de uma can\u00e7\u00e3o portuguesa por cada souvenir. Um momento maravilhoso aconteceu quando uma das mulheres come\u00e7ou a cantar e as restantes a acompanharam.Uma can\u00e7\u00e3o dava lugar a uma nova can\u00e7\u00e3o e eu senti que aquelas mulheres estavam desejosas por uma oportunidade para poderem cantar de novo, juntas na margem do rio. Um h\u00e1bito feminino que existiu at\u00e9 h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s, antes de m\u00e1quinas de lavar e televisores fazerem parte das casas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A venda em Castro Daire foi diferente. Carmella foi at\u00e9 l\u00e1 num dia de mercado. No jardim principal, apenas duas raparigas cantaram can\u00e7\u00f5es e todas as restantes estavam desconfiadas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>No pr\u00f3prio mercado, local onde os vendedores j\u00e1 conheciamCarmella, embora desconfiados aquando da recolha de imagens,desta vez pareciam felizes em reencontr\u00e1-la. A confian\u00e7a gerada por um reencontro permitiu-lhes uma maior abertura. Uma mulher cantou uma can\u00e7\u00e3o, seguida de uma outra para a sua amiga que n\u00e3o sabia cantar. Outra mulher dan\u00e7ou, um homem assobiou e um outro recitou um poema.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A ideia das can\u00e7\u00f5es n\u00e3o era clara no in\u00edcio do projecto, tendo-me ocorrido durante o decorrer do trabalho. Queria usar a venda como uma ac\u00e7\u00e3o de troca, que desencadeasse junto dos compradores uma ac\u00e7\u00e3o que expusesse as suas mem\u00f3rias privadas. Pensei em dar algumas alternativas, mas a fronteira crucial da l\u00edngua exigia clareza. Depois de ter ouvido uma mulher cantar, tornou-se claro que can\u00e7\u00f5es eram aquilo que ira pedira os compradores.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Foi interessante experimentar a possibilidade de compreens\u00e3o rec\u00edproca sem falar a mesma l\u00edngua e sentir os lugares que est\u00e3o fora do alcance sem uma l\u00edngua comum.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A confian\u00e7a abre e permite escutar para al\u00e9m do simples sentido auditivo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><strong>Cria\u00e7\u00e3o do V\u00eddeo:<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Pretendendo mostrar em simult\u00e2neo sentimentos de perten\u00e7a ede solid\u00e3o na vida de Carmella, escolhi a cria\u00e7\u00e3o de dois v\u00eddeos correndo em simult\u00e2neo num \u201cloop\u201d sem fim.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>No ecr\u00e3 da direita, Carmella \u00e9 vista a deixar a aldeia, carregando a sua mala de viagem, a mesma que usou para vender os souvenirs. Caminhando devagar pela estrada, subindo a encosta,ela segue at\u00e9 desaparecer da vista, apenas para aparecer denovo a abandonar a aldeia. Uma e outra vez, numa despedida sem fim.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>No ecr\u00e3 da esquerda, Carmella \u00e9 vista \u201ca trabalhar\u201d. Ela est\u00e1 em permanente contacto com pessoas, falando, comunicando,tirando fotos, vendendo os seus souvenirs, ouvindo as can\u00e7\u00f5es,despedindo-se,saindo. Tamb\u00e9m neste v\u00eddeo, o \u201cloop\u201d for\u00e7a Carmella a uma nova chegada, comunicar, vender e a despedir-se. Uma e outra vez.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><strong>Notas Finais:<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Agrade\u00e7o \u00e0 gente corajosa de Nodar e de Castro Daire pela abertura que concederam a si mesmos.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Agrade\u00e7o \u00e0 Binaural\/Nodar o apoio constante e empenhado.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Agrade\u00e7o a todos os restantes artistas na resid\u00eancia por terem-me ajudado da forma que puderam. O trabalho foi intenso eteria sido imposs\u00edvel faz\u00ea-lo sozinha.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p>Vered Dror \u00e9 uma artista visual que utiliza diversos meios, combinando artes performativas. Nasceu em Tel Aviv, estudou e viveu em Jerusal\u00e9m, tendo regressado recentemente a Tel Aviv. No seu trabalho Vered Dror explora a rela\u00e7\u00e3o entre a esfera p\u00fablica e as pessoas privadas actuando na sua vida no \u00e2mbito dessa mesma esfera, jogando com as fronteiras entre as duas e com a forma como se ambas se alimentam entre si.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Frequentemente a artista escolhe focar-se em pessoas \u2018simples\u2019, cuja vidas e desenvolve na fronteira difusa e mut\u00e1vel entre a esfera privada e a esfera s\u00f3cio-pol\u00edtica. A sua identidade \u00e9 formada e reformada constantemente atrav\u00e9s de mecanismos de resist\u00eancia e de aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Estes temas podem ser encontrado nos seus trabalhos,desde o \u00faltimo \u201cPrivate Home\u201d no qual estampou graffitis Brielle em 3D nomeando e marcando como \u201cprivadas\u201d as \u00e1reas de dormir de pessoas sem-abrigo, at\u00e9 \u201cStreet Tales\u201d (Neighborhood Projects, Train Theater, Jerusalem, 2006) em que diferentes lugares de um bairro foram renomeados de acordo com hist\u00f3rias privadas e mem\u00f3rias da zona contadas pelos seus habitantes. Em \u201cBalcony Tales\u201d (San Salvario mon Amour,Torino, 2005) os habitantes de um pr\u00e9dio estavam ligados atrav\u00e9s das suas varandas por fios de roupa estendida e cestos e eram convidados a partilhar mem\u00f3rias, alimentos, etc.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-2 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p><strong>OBRAS ART\u00cdSTICAS<\/strong><\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-video fusion-vimeo\" style=\"--awb-max-width:600px;--awb-max-height:360px;--awb-align-self:center;--awb-width:100%;\"><div class=\"video-shortcode\"><div class=\"fluid-width-video-wrapper\" style=\"padding-top:60%;\" ><iframe title=\"Vimeo video player 1\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/87301241?autoplay=0&amp;autopause=0\" width=\"600\" height=\"360\" allowfullscreen allow=\"autoplay; 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