{"id":18080,"date":"2023-06-15T13:55:02","date_gmt":"2023-06-15T13:55:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news?post_type=avada_portfolio&#038;p=18080"},"modified":"2023-07-03T14:14:07","modified_gmt":"2023-07-03T14:14:07","slug":"maksims-shentelevs-2","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/portfolio-items\/maksims-shentelevs-2","title":{"rendered":"Maksims Shentelevs"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div>\n<p><strong>Svalka Nodar Soundscapes Mapping<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSoundscape mapping\u201d (\u201cMapeamento da Paisagem Sonora\u201d) foi um projecto realizado em Nodar durante o encontro Fronte[i]ras 07, composto por tr\u00eas partes: \u2022 Primeira parte: pesquisado ambiente sonoro e interven\u00e7\u00e3o sonora. \u2022 Segunda parte: constru\u00e7\u00e3o de instrumentos apartir de materiais locais. \u2022 Terceira parte: performance e exposi\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00e3o sonora.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Parte 1\u2013A interven\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o e \u201cfeld mixing\u201d (mistura sonora de campo com recurso av\u00e1rios canais) centrou-se na explora\u00e7\u00e3o do ambiente e poss\u00edveis formas de intera\u00e7\u00e3o com o mesmo. Conforme requeira o tema do encontro Fronte[i]ras 07, a no\u00e7\u00e3o de fronteira no projecto surge como uma limita\u00e7\u00e3o concretizada por estruturas com uma ordem est\u00e1vel, em particular por lugares que representam comportamentos articulados e previs\u00edveis. A a\u00e7\u00e3o de resposta desempenhada pelo observador representa, por sua vez, uma busca de uma nova ordem implementada pelo rearranjo das estruturas a um primeiro n\u00edvel, da explora\u00e7\u00e3o (no campo) e da aplica\u00e7\u00e3o de elementos de integra\u00e7\u00e3o adaptativa no segundo n\u00edvel (durante aperformance). A pesquisa do espa\u00e7o sonoro na aldeia de Nodar e arredores originou a escolha de tr\u00eas locais\u2013os novos tanques de \u00e1gua da aldeia (figura A), o denso eucaliptal no alto da encosta (figura B), e uma margem pouco profunda do rio (figura C). As ferramentas utilizadas nesta pesquisa foram oito elementos piezo-el\u00e9ctricos e uma mesa de mistura.Aparentemente a abordagem seria algo delicada, uma vez que n\u00e3o envolvia mais que afixa\u00e7\u00e3o dos elementos piezo-el\u00e9ctricos, sem mexer na ordem do espa\u00e7o envolvente. Sugeri a ser, tamb\u00e9m, claramente redutor e at\u00e9 dram\u00e1tico comprimir as qualidades naturais do espa\u00e7oem oito canais sonoros diferentes. A mistura de oito canais d\u00e1 forma a uma subdivis\u00e3o de elementos, dando assim oportunidade ao \u201cpesquisador\u201d de controlar e manipular. Apesar de isolados entre si, o conjunto subdividido de sons mant\u00e9m um v\u00ednculo com a natureza do espa\u00e7o uma vez que o \u201cpesquisador\u201d trabalha no local, em tempo real e, portanto, sujeito \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como o som envolvente e as qualidades f\u00edsicas do espa\u00e7o que influenciam as manipula\u00e7\u00f5es. O &#8220;field mixing\u201d\u2013mistura sonora de campo com recurso av\u00e1rios canais\u2013possibilita uma maior compreens\u00e3o do espa\u00e7o, desconstruindo a paisagem sonora em peda\u00e7os, que sendo complementares induzem a uma posterior recomposi\u00e7\u00e3o. As partes sonoras seleccionadas est\u00e3o indicadas sob aquilo a que podemos chamar de um mapa sonoro do espa\u00e7o, permitindo navegar na paisagem sonora, de acordo com as indica\u00e7\u00f5es propostas pelo \u201ccart\u00f3grafo sonoro\u201d. Neste sentido, a mistura sonora \u00e9 a cartografia da paisagem sonora. A reconstru\u00e7\u00e3o da paisagem sonora surge como um mapa ou uma imagem da experi\u00eancia pessoal, adquirida a partir de uma familiaridade com o mapeamento do espa\u00e7o. Embora implicitamente subjectiva, a mistura sonora, enquanto registo, permite ao p\u00fablico o acesso a detalhes escondidos da paisagem sonora, da mesma forma que um mapa topogr\u00e1fico permite navegar numa grande extens\u00e3o de terreno.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>SOUNDSCAPE MAPPING A\u2013objeto B\u2013elementos piezo-el\u00e9ctricos C\u2013mesa de mistura D\u2013gravador Faixa n\u00ba 1\u2013tanques de \u00e1gua ressonantes\u201310:32 min. Dois tanques de metal de cerca de2.5\u20133 metros de altura. A \u00e1gua bombeada dentro dos tanques ressoa nas suas v\u00e1rias componentes. Capta\u00e7\u00e3o sonora atrav\u00e9s de 8 elementos piezoel\u00e9ctricos. Faixa n\u00ba 2\u2013eucaliptos\u20134:43 min. V\u00e1rias \u00e1rvores est\u00e3o ligadas por elementos piezo-el\u00e9ctricos \u00e0 mesa de mistura, nos recessos do tronco e na sua casca. A mistura sonora combina \u00e1rvores jovens com \u00e1rvores secas e queimadas pelos inc\u00eandios. O vento ressoa no corpo das \u00e1rvores eproduz um som rangente, raramente aud\u00edvel do exterior. Faixa n\u00ba 3\u2013fluxo de \u00e1gua\u201315:13min. Uma \u00e1rea de aproximadamente um metro quadrado numa margem pouco profunda dorio, naqual o fluxo de \u00e1gua se multiplica por entre as pedras. Oito elementos piezo-el\u00e9ctricos est\u00e3o ligados aos seixos, a canas secas e a um disco met\u00e1lico, conectados a uma plataforma port\u00e1til de mistura sonora, captando os cambiantes da resson\u00e2ncia aqu\u00e1tica emcontacto com diferentes objectos. O \u201cpesquisador\u201d mistura livremente os diferentes sinais, em tempo real,construindo padr\u00f5es complexos de som, os quais de outra forma permaneceriam fora do alcance dos nossos sentidos, uma vez que uma paisagem sonora de um rio produz uma soma inarticulada de sons dispersos.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Parte 2\u2013A constru\u00e7\u00e3o de instrumentos resultou num trabalho com duas fortes vigas de madeira queimadas pelo fogo com cerca de um metro de comprimento, encontradas num curral abandonado numa colina dos arredores de Nodar.Quatro cordas de baixo em a\u00e7o e duas cordas de guitarra em a\u00e7o foram presas a cada viga.Em cada viga foram colocados dois elementos piezoel\u00e9ctricos. A viga com quatro cordas tinha um \u201cpickup\u201d de baixo adicional. O toque nas cordas erafeito com os dedos, combaquetas de madeira, um arco e escovas el\u00e9ctricas. A superf\u00edcie rugosa e inacabada foi usada para raspar com os dedos e com escovas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Parte 3\u2013A performance dividiu-se em tr\u00eas sec\u00e7\u00f5es\u2013os tanques (A), os eucaliptos (B) e a \u00e1gua (C). Para cada uma das sec\u00e7\u00f5es utilizei uma mistura de sons pr\u00e9-gravados e n\u00e3o editados, a acompanhar a instrumenta\u00e7\u00e3o ao vivo.O material da mistura sonora formou uma parte fundamental da performance, dando contada paisagem sonora (\u201cmapeada\u201d), enquanto que a instrumenta\u00e7\u00e3o sugeria um segundo n\u00edvel de pesquisa sonora\u2013uma esp\u00e9cie de explora\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma ao local ausente, representada na sua apar\u00eancia cartogr\u00e1fica ou de imagem sonora. A principal tarefa reservada ao performer, em simult\u00e2neo com o p\u00fablico, consistiu na escuta atenta, enquanto que a instrumenta\u00e7\u00e3o aparecia como uma articula\u00e7\u00e3o delicada adicional.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Maksims Shentelevs (my-ym), nascido em Riga, Let\u00f3nia, \u00e9 um arquitecto, fot\u00f3grafo e artista sonoro que define a paisagem sonora como um campo de actividade denso e auto-referente,moldado pelo movimento sobre posto de objectos no espa\u00e7o. Come\u00e7ou a trabalhar com &#8220;fieldrecordings\u201d em 2002 focando-se na recolha sonora enquanto pol\u00edtica n\u00e3o intervencionista de observa\u00e7\u00e3o de modelos estruturais naturais. Os estudos de campo s\u00e3o tomados como material de base para posterior modeliza\u00e7\u00e3o em est\u00fadio das paisagens sonoras. Maksims interessa-se predominantemente por bi\u00f3tipos referentes a habitats de insectos e outras pequenas criaturas. Presentemente Maksims est\u00e1 envolvido na constru\u00e7\u00e3o de instrumentos ac\u00fasticos e eletro-ac\u00fasticos e de objectos sonoros, enquanto ferramentas para um discurso rec\u00edproco com a natureza. Desde 2003 que Maksims participa em resid\u00eancias e festivais na Let\u00f3nia, Est\u00f3nia, Finl\u00e2ndia,Portugal, etc., tendo em 2007 organizado em Riga o festival \u201cMijatmina\u201d, dedicado a paisagens sonoras e a texturas v\u00eddeo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":18081,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[1230,1229],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"class_list":["post-18080","avada_portfolio","type-avada_portfolio","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-1230","portfolio_category-artistas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/18080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18080"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/18080\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19252,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/18080\/revisions\/19252"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18081"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=18080"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=18080"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=18080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}