{"id":1706,"date":"2011-03-28T16:27:25","date_gmt":"2011-03-28T15:27:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/?page_id=1706"},"modified":"2021-08-16T15:34:19","modified_gmt":"2021-08-16T15:34:19","slug":"ca","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/www.binauralmedia.org\/news\/arquivo\/portfolio-items\/ca","title":{"rendered":"C\u00e0"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 hundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-overflow:visible;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last fusion-column-no-min-height\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-margin-bottom:0px;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-column-wrapper-legacy\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><blockquote>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 futuro sem mem\u00f3ria do passado.&#8221;<br \/>\n<span class=\"author\">Caterina Resta<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>As aldeias abandonadas s\u00e3o lugares que a sociedade moderna tende a ignorar ou quer esquecer. S\u00e3o considerados lugares mortos e in\u00fateis, um sinal de falhan\u00e7o. Estes lugares representam um passado completamente esquecido. Actualmente estas aldeias deixaram de ter significado.<\/p>\n<p>\u201cC\u00e1\u201d \u00e9 um projecto que pretende devolver um significado a estas aldeias. As aldeias abandonadas s\u00e3o lugares com uma forte identidade, s\u00e3o lugares vivos apesar serem desabitados, embora agora a natureza os absorva progressivamente. S\u00e3o lugares que est\u00e3o ainda vivos, carregados de mem\u00f3ria. Eles podem ser uma ponte com o passado&#8230; o nosso passado.<\/p>\n<p>Hoje a nossa rela\u00e7\u00e3o com a mem\u00f3ria est\u00e1 muito mais ligada a uma l\u00f3gica museol\u00f3gica embalsamada, que entende essa mem\u00f3ria como arquivo e n\u00e3o como continua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria n\u00e3o se deposita como uma s\u00e9rie de dados dispon\u00edveis num arquivo, que basta consultar quando se precisa. A mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 um centro comercial onde mais ou menos ordenados jazem velhas ferramentas abandonadas agora inutilizadas. A mem\u00f3ria \u00e9 algo mais: \u00e9 uma heran\u00e7a que somos chamados a aceitar, tendo em vista o futuro.<\/p>\n<p>\u201cC\u00e1\u201d n\u00e3o \u00e9 um trabalho assente numa est\u00e9tica de ru\u00edna, mas sim uma interven\u00e7\u00e3o que prop\u00f5e um modo de reapropria\u00e7\u00e3o destes lugares abandonados.<\/p>\n<p>Em Mar\u00e7o de 2009, iniciei uma viagem em busca das aldeias abandonadas na \u00e1rea do Maci\u00e7o da Gralheira (S. Pedro do Sul), uma zona de Portugal onde resido h\u00e1 quatros anos.<\/p>\n<p>Foi uma viagem \u00edntima, profunda, m\u00ednima, marcada por vezes por derrotas e ren\u00fancias. Foi uma viagem que mobilizou a minha subjectividade, que me p\u00f4s em discuss\u00e3o, que desencadeou interroga\u00e7\u00f5es e d\u00favidas. Esta viagem n\u00e3o se destacou da minha vida, mas fez parte dela e concretizou-se nas hist\u00f3rias que ouvi contar, do que me aconteceu e das pessoas que tive oportunidade de encontrar. Para mim, estes encontros foram aut\u00eanticas revela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Andar em busca de um lugar que pertence ao passado significou para mim come\u00e7ar um percurso em direc\u00e7\u00e3o \u00e0s minhas pr\u00f3prias origens. Mas ir em busca de uma aldeia abandonada \u00e9 mais do que isso. \u00c9 uma viagem em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 morte. Mas isso n\u00e3o me assusta. Para mim, a morte \u00e9 uma experi\u00eancia de conex\u00e3o e de fluxo com o legado que outros nos deixaram.<\/p>\n<p>Chegando a estas aldeias abandonadas percebe-se imediatamente uma sensa\u00e7\u00e3o de morte, mas ao mesmo tempo de algo que continua a viver subtilmente e nos acolhe. Estas aldeias aparentemente fora do tempo conservam sinais de vida. S\u00e3o um reservat\u00f3rio de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>A sociedade contempor\u00e2nea ignora as aldeias abandonadas porque pretende remover a morte da vida. A morte hoje n\u00e3o se encontra na realidade quotidiana como acontecia nas sociedades arcaicas. Por um lado, quer-se faz\u00ea-la desaparecer (pensamos nas imagens vitais oferecidas pela publicidade que d\u00e3o uma imagem de beleza e sa\u00fade permanente), por outro lado quando se torna vis\u00edvel, \u00e9 t\u00e3o espectacularizada que parece improv\u00e1vel (pensamos em algumas imagens dos jornais e da televis\u00e3o com cad\u00e1veres expostos descaradamente). Provavelmente esta forma de expor a morte \u00e9 uma forma de exorciz\u00e1-la: existe a morte, mas \u00e9 sempre a dos outros, \u00e9 remota, e, portanto, pode ser vista e toler\u00e1vel.<\/p>\n<p>Na nossa sociedade a morte \u00e9, portanto, qualquer coisa de inaceit\u00e1vel, qualquer coisa para remover, n\u00e3o \u00e9 mais considerada um completar da vida, como fluxo. Talvez \u00e9 tamb\u00e9m por isto que hoje existe esta tend\u00eancia de alguns investidores em fazerem renascer as aldeias abandonadas, as \u201caldeias fantasma\u201d, atrav\u00e9s do turismo. Isto para mim \u00e9 muito dif\u00edcil de aceitar porque muitas vezes estas ac\u00e7\u00f5es degradam ou esquecem a ess\u00eancia, a autenticidade silenciosa dos lugares.<\/p>\n<p>Existe esta ideia geral de que o passado deve sempre ser reconstru\u00eddo. N\u00e3o&#8230; eu julgo que o passado \u00e9 sempre actual, o passado est\u00e1 sempre dentro de n\u00f3s, o passado \u00e9 mem\u00f3ria, o passado n\u00e3o est\u00e1 morto como a morte n\u00e3o \u00e9 o fim, \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o. Portanto o meu objectivo em \u201cC\u00e1\u201d n\u00e3o foi fazer renascer o passado, mas herd\u00e1-lo de alguma forma. Herdar o passado significa sentirmo-nos sermos capazes de torn\u00e1-lo mais actual, dando-lhe novas formas, significa continuar o que os outros nos deixaram e tornarmo-nos testemunhas de uma hist\u00f3ria a preservar e a continuar.<\/p>\n<p>\u201cC\u00e1\u201d pretende seguir o trilho, colher, interrogar os sinais de vida e de mem\u00f3ria, onde tudo parece acabado. Seguir os trilhos da mem\u00f3ria significa uma reapropria\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias ra\u00edzes para restabelecer a liga\u00e7\u00e3o \u00e0quele sentido de autenticidade que se vai perdendo.<\/p>\n<p><strong>DESCRI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>\u201cC\u00e1\u201d \u00e9 uma instala\u00e7\u00e3o v\u00eddeo em dois ecr\u00e3s (C\u00e1#1, C\u00e1#2). Esta instala\u00e7\u00e3o faz parte de \u201cLocus in Quo\u201d, um projecto multidisciplinar sobre o sentido dos lugares concebido em 2009. \u201cC\u00e1\u201d combina grava\u00e7\u00f5es de campo, &#8220;extended vocal techniques&#8221; focalizadas na rela\u00e7\u00e3o entre voz, paisagem sonora e propriedades ac\u00fasticas dos lugares, com performance e v\u00eddeo &#8211; arte.<\/p>\n<p>&#8211; \u201cC\u00e1 #1\u201d mostra uma <em>\u201cmater\u201d<\/em> dolorosa, a qual, com passo solene, anda lenta e silenciosa atrav\u00e9s das ruas de uma aldeia abandonada. Sempre que ela se aproxima de uma casa, as suas paredes choram \u00e1gua. Uma vez chegada dentro de uma casa, ela encontra os restos de um antigo feixe de milho, provavelmente parte da \u00faltima colheita feita na aldeia. Em seguida, come\u00e7a um ritual de lamenta\u00e7\u00e3o f\u00fanebre. Na f\u00faria destrutiva da lamenta\u00e7\u00e3o, Maria vive uma morte simb\u00f3lica para dar vida a uma nova Maria, a qual absorveu o conhecimento da aldeia e se dirige para longe para continuar a tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre o paganismo e o cristianismo, o v\u00eddeo mostra a imagem de Maria como lamentadora no acto de padecer a morte: a morte da aldeia, s\u00edmbolo do mundo antigo, representado pelo feixe de milho. O v\u00eddeo \u00e9 constru\u00eddo em torno de alguns <em>tableaux vivants<\/em>, poses est\u00e1ticas perto das portas, janelas e paredes de casas vazias que expressam, de um modo claro, simples e eficaz, conte\u00fados muito complexos. O objectivo \u00e9 mostrar o presente, para torn\u00e1-lo mais &#8220;real&#8221;. Os <em>tableaux vivants<\/em> alternam com imagens das paredes que choram a passagem da mulher, eles s\u00e3o de uma cor diferente do resto do v\u00eddeo: \u00e9 uma forma de isolar essas imagens, sentidas como &#8220;necess\u00e1rias&#8221; para enfatizar o sentido tr\u00e1gico da hist\u00f3ria contada.<\/p>\n<p>A lamenta\u00e7\u00e3o, o ritual do choro vinculado \u00e0 colheita \u00e9 um dispositivo para superar o trauma da morte, para dar forma \u00e0 dor e as mem\u00f3rias relacionadas com o desaparecimento; \u00e9 uma etapa fundamental para encontrar a for\u00e7a para continuar a viver.<\/p>\n<p>Portanto, a mulher na agonia da dor \u00e9 portadora de vida. Como testemunha, est\u00e3o as palmas das m\u00e3os, cor de cobre, onde ainda cresce erva. O cobre na alquimia \u00e9 o s\u00edmbolo da for\u00e7a vital e da \u00e1gua, a \u00e1gua que ainda corre para a aldeia abandonada tr\u00eas vezes por semana para continuar a irrigar os seus campos abandonados. A \u00e1gua que cai das paredes tem, portanto, dois significados: o sofrimento e a morte, mas tamb\u00e9m a for\u00e7a e o renascimento.<\/p>\n<p>&#8211; \u201cC\u00e1 #2\u201d \u00e9 um v\u00eddeo projectado numa parede composto de imagens que captam a realidade das aldeias, a sua desola\u00e7\u00e3o e abandono. A abordagem \u00e9 anal\u00edtica e detalhada. O v\u00eddeo descreve aquilo que os olhos v\u00eam, os elementos superficiais&#8230; a pele do lugar. Uma dimens\u00e3o inquietante e imprevis\u00edvel manifesta-se na paisagem na qual a escuta, a quietude e a calma predominam, na qual os sons do ambiente e a voz intensificam e amplificam esta caracter\u00edstica. A composi\u00e7\u00e3o sonora constitu\u00edda por sons da voz da performer gravados em campo e captados com microfones binaurais nas aldeias abandonadas, por sons das aldeias abandonadas e por m\u00fasica tocada pela Sociedade Filarm\u00f3nica de Santa Cruz de Alvarenga (Arouca) captada numa festa na aldeia de Parada de Ester (Castro Daire).<\/p>\n<p><strong>CR\u00c9DITOS<\/strong><\/p>\n<p>Conceito e Direc\u00e7\u00e3o Art\u00edstica: Manuela Barile<br \/>\nPerformer Vocal e Composi\u00e7\u00e3o Sonora: Manuela Barile<br \/>\nGrava\u00e7\u00f5es Sonoras de Campo: Manuela Barile<br \/>\nRegisto e Montagem V\u00eddeo: Manuela Barile<br \/>\nAssistentes de C\u00e2mara: \u201cC\u00e1\u201d \u2013 Jo\u00e3o Rodrigues (Portugal) e Lu\u00eds Costa (Portugal),<br \/>\nFotos: Manuela Barile<br \/>\nM\u00fasica: \u201cC\u00e1\u201d \u2013 Banda Fil\u00e1rmonica de Alvarenga (Portugal)<br \/>\nP\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o de Som: Rui Costa (Portugal)<br \/>\nGuarda-Roupa: Brazukinha (Viseu, Portugal)<br \/>\nResid\u00eancias Art\u00edsticas: Centro de Resid\u00eancias Art\u00edsticas de Nodar (Portugal)<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Luis Costa e Carina Martins (Binaural)<br \/>\nApoio: Minist\u00e9rio da Cultura \u2013 Direc\u00e7\u00e3o Geral das Artes<\/p>\n<p>Fotos do local de filmagens de &#8220;C\u00e1&#8221;<\/p>\n<p>[AFG_gallery id=&#8217;112&#8242;][AFG_gallery id=&#8217;119&#8242;]<\/p>\n<p>Video stills de C\u00e1 #1<\/p>\n<p>[AFG_gallery id=&#8217;114&#8242;]<\/p>\n<p>Video stills de C\u00e1 #2<\/p>\n<p>[AFG_gallery id=&#8217;116&#8242;]<\/p>\n<p>Vista da instala\u00e7\u00e3o &#8220;C\u00e1&#8221; no Museu da Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira (Portugal). Foto de Maile Colbert, 2009<\/p>\n<p><a class=\"tt-flickr tt-flickr-Medium\" title=\"C\u00e1 by Manuela Barile\" href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/binauralmedia\/5555226065\/\"><img decoding=\"async\" class=\"lazyload alignnone\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27500%27%20height%3D%27375%27%20viewBox%3D%270%200%20500%20375%27%3E%3Crect%20width%3D%27500%27%20height%3D%27375%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/farm6.static.flickr.com\/5148\/5555226065_cb7ac29ef6.jpg\" alt=\"C\u00e1 by Manuela Barile\" width=\"500\" height=\"375\" \/><\/a><\/p>\n<p>Vista da instala\u00e7\u00e3o &#8220;C\u00e1&#8221; no Museu da Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira (Portugal). Foto de Carina Martins, 2009<\/p>\n<p><a class=\"tt-flickr tt-flickr-Medium\" title=\"C\u00e1 by Manuela Barile\" href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/binauralmedia\/5543445725\/\"><img decoding=\"async\" class=\"lazyload alignnone\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27500%27%20height%3D%27333%27%20viewBox%3D%270%200%20500%20333%27%3E%3Crect%20width%3D%27500%27%20height%3D%27333%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/farm6.static.flickr.com\/5257\/5543445725_63c63e056c.jpg\" alt=\"C\u00e1 by Manuela Barile\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/a><\/p>\n<p><a class=\"tt-flickr tt-flickr-Medium\" title=\"C\u00e1 by Manuela Barile\" href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/binauralmedia\/5544029408\/\"><img decoding=\"async\" class=\"lazyload alignnone\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27500%27%20height%3D%27333%27%20viewBox%3D%270%200%20500%20333%27%3E%3Crect%20width%3D%27500%27%20height%3D%27333%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/farm6.static.flickr.com\/5017\/5544029408_1153ba3953.jpg\" alt=\"C\u00e1 by Manuela Barile\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/a><\/p>\n<p><a class=\"tt-flickr tt-flickr-Medium\" title=\"C\u00e1 by Manuela Barile\" href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/binauralmedia\/5555808794\/\"><img decoding=\"async\" class=\"lazyload alignnone\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27500%27%20height%3D%27375%27%20viewBox%3D%270%200%20500%20375%27%3E%3Crect%20width%3D%27500%27%20height%3D%27375%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/farm6.static.flickr.com\/5175\/5555808794_389366d669.jpg\" alt=\"C\u00e1 by Manuela Barile\" width=\"500\" height=\"375\" \/><\/a><\/p>\n<p><a class=\"tt-flickr tt-flickr-Medium\" title=\"Locus in quo: C\u00e1 by Manuela Barile\" href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/binauralmedia\/5540616687\/\"><img decoding=\"async\" class=\"lazyload alignnone\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27333%27%20height%3D%27500%27%20viewBox%3D%270%200%20333%20500%27%3E%3Crect%20width%3D%27333%27%20height%3D%27500%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"http:\/\/farm6.static.flickr.com\/5137\/5540616687_e1a81f0303.jpg\" alt=\"Locus in quo: C\u00e1 by Manuela Barile\" width=\"333\" height=\"500\" \/><\/a><\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-clearfix\"><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Mar\u00e7o de 2009, iniciei uma viagem em busca das aldeias abandonadas na \u00e1rea do Maci\u00e7o da Gralheira (S. 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