Quarto
ciclo de residências artísticas
de Paivascapes #1
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Quarto Ciclo de Residências Artísticas
de Paivascapes #1
Concelhos de Castro Daire, São Pedro do Sul e Arouca
1 a 14 Julho de 2010
Phill Niblock e Katherine Liberovskaya (US/CA)
Charles Stankievech (CA)
Craig Dongoski (US)
O Programa de Residências Artísticas
de Nodar para 2010 tem um tema agregador único:
o rio Paiva. Ao longo do ano, do Inverno ao Outono
são desenvolvidos diversos projectos artísticos
multidisciplinares (que tenham como elemento central
o som) numa perspectiva contextual relacionada com
as várias zonas geográficas do rio,
da nascente até à foz.
Três projectos artísticos serão
desenvolvidos neste quarto ciclo de residências
artísticas,
sendo de destacar a presença em Nodar do compositor
electrónico Phill Niblock,
o qual trabalhará
com a vídeo-artista Katherine Liberovskaya.
Estarão igualmente presentes em Nodar o artista
visual e sonoro norte-americano Craig Dongoski e
o artista sonoro canadiano Charles Stankievech.
No final da residência, em data e local a anunciar,
será realizado um encontro informal "in situ" com
os artistas, os quais terão oportunidade de apresentar
os respectivos processos de trabalho e eventualmente
algum resultado preliminar.
Phill Niblock e Katherine Liberovskaya (US/CA)
Projecto Artístico:
“Cross-and-along Paiva” | Arte Sonora,
Vídeo Arte
O projecto irá analisar o encontro
do ambiente natural do rio Paiva com o ambiente
que sofreu a intervenção humana e
que entra em contacto com ele. Irá incidir,
mais precisamente, nos pontos de intersecção
onde as estradas se cruzam ou alcançam o
rio. Neste sentido, irá justapor os diversos
ecossistemas que estão próximos e
até mesmo dentro do rio Paiva, com a realidade
da presença da intervenção
humana no território. Os pontos de intersecção
servirão como locais de "escavação" para
a recolha de sons e imagens. Gravações
de campo aurais e visuais que variam entre grandes
perspectivas macroscópicas aos detalhes microscópicos
que irão captar impressões não "documentadas" de
cada local. O equipamento de gravação
vai incluir microfones stereo, binaural e subaquáticos
para câmaras de vídeo áudio
e digital, com uma variedade de lentes de vídeo
(também estamos a estudar a possibilidade
de usar uma câmara air-tight revestida, para
o vídeo subaquático). Os clips de áudio
e vídeo gravados servirão como material
para uma performance audiovisual, onde iremos misturar
som e vídeo ao vivo através de laptops
e hardware. Também iremos produzir uma peça
audiovisual multi-canal de 10 minutos, que será masterizada
em DVD.

Biografias Artísticas:
Phill Niblock nasceu em Indiana, em 1933 e é um
artista intermedia que trabalha com música,
cinema, fotografia, vídeo e computadores.
A sua música é densa, cheia de microtons
de timbres instrumentais que geram por sua vez outros
tons no espaço da performance. Simultaneamente,
apresenta filmes e vídeos que observam o
movimento das pessoas a trabalhar. Ao longo dos
anos, criou igualmente uma série de colagens
de som e peças de instalação
com base em gravações sonoras de campo.
Desde 1985 é director da Experimental Intermedia
Foundation em Nova Iorque da qual tem sido artista
/ membro desde 1968. Produziu mais de 1000 performances
para a organização desde 1973 e é curador
da editora EI's XI Records.
http://phillniblock.com
Katherine Liberovskaya é uma artista vídeo
e de media baseada em Montreal e Nova Iorque. Ela
tem trabalhado em vídeo experimental desde
o final dos anos 80. Ao longo dos anos, produziu
uma série de obras vídeo, instalações
e vídeo performances. Desde 2003, tem trabalhado
em “video mixing” ao vivo explorando
a improvisação com música experimental
ao vivo. Tem estado envolvida na programação
e organização de diversos eventos
de artes media no Canadá e EUA.
http://www.liberovskaya.net
Craig Dongoski (US)
Projecto Artístico:
“Durations: Paiva River” | Desenho,
Performance, Arte Sonora
O artista irá usar
o seu estudo sobre o encontro com o contorno do
rio para orientar uma investigação
de resultados expressivos, utilizando microfones
de contacto piezo para gravar o som de inscrição
e microfones “shotgun” para captar o
ambiente local. Ao caminhar junto ao contorno do
rio, Craig irá literalmente actuar da mesma forma
funcional que o desenho, ou seja, traçando
um contorno de forma precisa e directa. Através
do processo de interpretações
repetidas, o trabalho começa a produzir camadas
(literal e metaforicamente). A abordagem orgânica
do desenhar destina-se a abraçar
reflexivamente o tempo encontrado dentro do domínio
geológico.
O uso de tecnologias de áudio dentro do domínio
do desenho é o que torna relevante esta extensão.
Isso motiva uma investigação da experiência
corporificada num cenário de solo, condicionada
pela estrutura em forma de um corpo geológico
/ geográfico. Craig adopta métodos
de pesquisa de performance em
paralelo com técnicas de desenho e gravação áudio.
A abordagem é conduzida pela observação
da produção da acção
repetitiva e contínua que resulta da noção
de tempo encontrada na natureza.

Biografia Artística:
Craig Dongoski é um artista que trabalha
em Atlanta, Geórgia (EUA) nos domínios
da Escrita Criativa, Dança, Estudos de Media,
Som / Música e Teatro. Os seus métodos
têm sido reconhecidos em várias contextos,
tendo sido inclusive nomeado duas vezes para uma
Bolsa de Estudo Ford/Rockefeller Foundation em Novos
Media e recebeu um Grande Prémio Universitário
de Inovação em Ensino na Georgia State
University. Lançou também um CD na
Hydra Head Records, com o título "Drawing
Voices”.
Charles Stankievech (CA)
Projecto Artístico:
Sem Título | Instalação e Performance
O artista irá observar o fluxo desconhecido
da região do rio Paiva com a gravação
de sons subaquáticos, electromagnéticos
e radiofónicos. Usando hidrofones embutidos
no rio, vai gravar o fluxo da água e a
vida aí existente. Usando microfones electromagnéticos,
vai gravar os vestígios da indústria
existente ao longo do curso do rio. Usando um
receptor de rádio, irá capturar
a comunicação
da sociedade que flui através do rio. Combinando
essas texturas de ruído branco (fluxo de água,
zumbido electromagnético + impulsos, e
ruído
FM) dará um retrato sónico da vida
dinâmica do rio, que molda a paisagem natural
e é moldado pela cultura. O resultado final
será uma composição sonora
de radiodifusão: disponível para
rádios
locais ou como apresentação de uma
instalação numa galeria, usando
um transmissor e um rádio de emergência.
Biografia Artística:
Charles Stankievech é um artista canadiano
que trabalha na intersecção entre
arte, arquitectura e teoria. O seu trabalho foi
exibido nomeadamente na Bienal de Arquitectura (Veneza),
Banff Centre for the Arts (Canadá), Subtle
Technologies (Toronto), Eyebeam (Nova Iorque), e
Atlantic Center for the Arts (Florida). Stankievech
detém um mestrado em Open Media e Bacharelado
em Filosofia e Literatura. Os seus escritos têm
sido incluídos em várias publicações
académicas, como Leonardo Music Journal (MIT
Press), livros e catálogos de artistas. Ele
tem trabalhado em paisagens sonoras e com artistas
sonoros como R. Murray Schafer, David Dunn e Alvin
Lucier. Actualmente é investigador em redes
media digitais na Universidade do Árctico,
Canadá.
http://www.stankievech.net
Para Informação adicional sobre Paivascapes
#1, clicar aqui
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Documentário "Aldeias
Sonoras" exibido em Oliveira do Hospital
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"Aldeias Sonoras"
Um documentário de Luís Costa (22 minutos / DV)
22 Junho 2010, 15h30
Ciclo "dOHcs"
- Ciclo de Documentários de Autor
Casa da Cultura César de Oliveira, Oliveira do Hospital
No âmbito do dOHcs
- Ciclo de Documentários de Autor, promovido
pela autarquia de Oliveira do Hospital, será exibido
um documentário
realizado por Luís Costa em 2009 a partir
das sessões
de campo do projecto educativo "Aldeias
Sonoras" , o qual consiste no registo e
mapeamento sonoro de zonas rurais portuguesas com
jovens estudantes oriundos das regiões abrangidas
pelo projecto. "Aldeias Sonoras" iniciou-se
em 2009 no concelho de S. Pedro do Sul, estando
em 2010 a decorrer o seu segundo ciclo, em concelhos
ribeirinhos do rio Paiva (Vila Nova de Paiva, Castro
Daire e Arouca), integrado no projecto "Paivascapes
#1".
Para ler a agenda cultural de Oliveira
do Hospital do mês de Junho, clicar aqui.
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Manuela
Barile apresenta "Oikos" ao vivo
no Festival Vigo Transforma
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Manuela
Barile ao vivo em concerto/performance intermedia
Festival Vigo Transforma (Vigo, ES)
Programação de Vasos Comunicantes
6 Julho de 2010, às 21h30
Porta do Sol (Sireno), Vigo

Manuela Barile, performer vocal
e artista multidisciplinar Italiana residente
em Portugal e co-director artística
da Binaural/Nodar, apresenta no Festival Vigo
Transforma a performance "Oikos", integrada no
projecto artístico "Locus in Quo".
"A casa é um lugar.
A casa é o
nosso pequeno universo, de concentração
e integração de pensamentos, memórias
e experiências. Quando estamos na nossa casa,
sentimo-nos protegidos. Quando abandonamos este
lugar, sentimo-nos muitas vezes perdidos e melancólicos.
A nossa casa vazia, o lugar-casa, transforma-se
em espaço. Abandonar esse lugar e vê-lo
ser transformado em espaço, significa deixar
as nossas ligações, ir para fora de
nós, despidos das nossas certezas."
Manuela Barile

[foto de Carina Martins / Binaural]
“Oikos” é uma performance de
Manuela Barile. Dois vídeo são projectados
em paralelo na mesma parede. O primeiro mostra a
artista numa casa abandonada e vazia. O segundo é um
vídeo em tempo real e mostra um objecto,
símbolo de cada divisão da casa. Ao
vivo, a artista interage consigo mesma fazendo contraponto à sua
própria voz. A acção performativa
começa e acaba com um trabalho a capella
com voz a solo. A voz oscila entre o sonho e a vigília,
a atracção e a repulsa. A casa é amiga
e inimiga; prisão e abrigo. Um lugar difícil
de esquecer.
O Projecto "Locus in Quo" é produzido
pela Binaural / Nodar e financiado pelo Ministério
da Cultura - Direcção Geral das Artes.
Mais informações sobre o Festival
Vigo Transforma, aqui.
Mais informações sobre Manuela Barile, aqui.
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Concerto
e laboratório de Rinus Van Alebeek em Aveiro
|
Concerto integrado no ciclo:
Binaural: O Som Arcaico
Estúdio
Performas , Aveiro
Rinus van Alebeek (NL) (manipulação em tempo real de fitas magnéticas)
Data: Qui, 24 de Junho 2010 às 22h00
Preço: 2.5 Euros (sócios do Performas), 5 Euros
(não sócios)
Laboratório "Fluxos
Analógicos: Ouvindo outra Era, Trabalhando
com Fita Magnética"
Estúdio
Performas , Aveiro
Datas: 28 a 30 de Junho 2010
(17h30 - 22h30)
Coordenação:
Rinus Van Alebeek (NL)
Preço: 30 Euros por
participante
Rinus Van Alebeek, músico e
performer electrónico nascido na Holanda
em 1956. Chega à música relativamente
tarde, depois de ter publicado dois livros no seu
país natal sob o pseudónimo de Philip
Markus, o primeiro dos quais, publicado em 1991,
recebeu na Holanda o prémio para a melhor
primeira novela. A sua abordagem à improvisação
musical é radical, tendo muitas vezes por
base sons captados nas suas muitas viagens através
dos EUA, da Europa e de países do Magreb.
Rinus Van Alebeek utiliza recursos simples de captação
sonora como microfones ligados a velhos walkmans
e dictafones e nos seus concertos mistura e processa
muitas das suas cassetes com a ajuda de um mixer
e de um pedal de efeitos, criando poderosas colagens
sonoras lo-fi entre o noise e a poesia pura.
O laboratório "Fluxos Analógicos:
Ouvindo outra Era, Trabalhando com Fita Magnética" será essencialmente
preenchido com o trabalho em gravações
analógicas efectuadas pelos participantes.
Não serão apresentadas teorias de
paisagens sonoras nem diferentes tipos de equipamentos
usados por outros especialistas da área.
Propõe-se que cada participantes chegue à primeira
sessão do laboratório com pelo menos
10 minutos de gravações, as quais
terão que ser analógicas, ou seja
em fita magnética. Todos participantes irão
ouvir as várias gravações e
Rinus Van Alebeek irá comentá-las,
oferecendo críticas construtivas, apreciações
nonsense, alusões, acusações,
propostas, previsões, alternativas e ajuda.
Mais informação:
http://www.zeromoon.com/rinus/
http://www.binauralmedia.org/news/pt/workshops/analog-flows
Direcção Artística:
Rinus Van Alebeek
Direcção de Produção:
Luís Costa
Assistente de Produção:
Carina Martins
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