Se não conseque ver o conteúdo desta newsletter, clique aqui para vê-la no seu navegador web.

BINAURAL || NODAR [ Newsletter #03_11 || 26 Fevereiro 2011 ]

 

Festival Paivascapes #1 celebra paisagens e comunidades do rio Paiva

 

 

PAIVASCAPES #1 – FESTIVAL SONORO DO RIO PAIVA
Vila Nova de Paiva, Castro Daire, São Pedro do Sul, Arouca, Castelo de Paiva
4 a 8 Março 2011

Exposição retrospectiva, concertos multimédia, instalações sonoras nas margens do rio Paiva, conferências, mostra de vídeos, actividades de percepção sonora e passeios ambientais

“Um festival inovador e itinerante onde as artes sonoras e multimédia irão interagir com paisagens fluviais e comunidades ao longo do rio Paiva, da nascente até à foz.”

“Paivascapes #1 contará com exposições e espectáculos sonoros e multimédia relacionados com o rio Paiva, cujos autores (mais de duas dezenas), são artistas de renome internacional e oriundos de vários países da Europa, América e Ásia.”

Bem no coração de um dos rios mais limpos da Europa, o rio Paiva, Paivascapes # 1 – Festival Sonoro do Rio Paiva é uma celebração de cinco dias de inovação e criatividade cultural, numa região rural conhecida pelas suas ricas e antigas tradições. Paivascapes # 1, produzido pela organização cultural portuguesa Binaural / Nodar, é inteiramente dedicado à exploração sensorial de paisagens e comunidades ribeirinhas através da arte sonora e multimédia.

O festival Paivascapes #1 visa aumentar a consciência sobre a sustentabilidade, ambiental e social de como é possível viver numa interacção equilibrada com o território: Por um lado, o festival terá a forma de um itinerário, seguindo o rio Paiva desde a sua nascente até à foz, o que possibilitará ao público um contacto directo com diferentes paisagens e comunidades rurais. Por outro lado, durante este itinerário, alguns dos projectos sonoros serão apresentados em locais diferentes ao longo do rio e decorrerá uma série de percursos pedestres ambientais.

O programa do festival inclui cinco dias e noites densamente preenchidos (entre 4 e 8 Março 2011) que irão fornecer um amplo panorama de mais de 20 obras artísticas recentemente desenvolvidas ao longo do rio Paiva – composições contemporâneas, instalações multimédia, projecção de filmes e performances sonoras - incluindo ainda uma contextualização histórica, antropológica e ambiental da região, através de uma série de conferências por parte de alguns peritos e investigadores de renome. E por último, formas antigas de tradições locais orais e musicais farão parte igualmente do festival, colocando em contacto directo formas artísticas exploratórias com outras profundamente enraizadas no território.

Destacam-se em cada dia do festival as seguintes actividades:
No dia 4 de Março, será inaugurada às 18h00 no Museu do Auditório Municipal Carlos Paredes em Vila Nova de Paiva uma exposição retrospectiva de 8 obras contemporâneas, nas áreas das instalação sonora e multimédia, todas elas concebidas no âmbito de residências artísticas que ocorreram em 2010 da nascente até à foz do rio Paiva. É a primeira vez que uma exposição de arte contemporânea será apresentada na região.


No dia 5 de Março será inaugurada no Museu Rural de Pendilhe (concelho de Vila Nova de Paiva) a exposição sonora e vídeo intitulada “Rheia Zoontes” da autoria da artista multidisciplinar italiana Manuela Barile. Esta obra, totalmente concebida em interacção com a paisagem e com os habitantes da aldeia de Pendilhe, evoca a ideia de felicidade enquanto fluxo feito de pequenos gestos, de trabalho e de relação com a terra. No fundo, questiona-se até que ponto quem resiste no mundo rural estará mais próximo da felicidade plena de que falavam os gregos antigos.


No dia 6 de Março ocorrerá às 10h00 na praia fluvial da aldeia de Fráguas (concelho de Vila Nova de Paiva), uma performance sonora pelos artistas Patrick McGinley, Marja-Liisa Plats, Luís Costa e Tiago Carvalho. Esta performance, intitulada “Revenant: Paiva” irá activar sonoramente a memória do local, através da voz e da interacção com estruturas arquitectónicas (edifícios, pontes, muros, etc.), com a água do rio e com materiais encontrados (pedras, ramos, folhas, etc.).
No dia 7 de Março pelas 14h30 será apresentada na praia fluvial da aldeia de Espiunca (concelho de Arouca) uma instalação sonora da autoria do conceituado artista sonoro alemão Marc Behrens, intitulada “Paiva Players”. Esta obra consiste num conjunto de altifalantes flutuantes que irão projectar uma composição baseada nas vozes e sons de vários tipos de trabalho local (vindimar, cortar árvores, fazer o pão, fazer enchidos, construir casas, etc.) das comunidades ribeirinhas do Paiva., os quais se irão fundir com o som do próprio rio. +'0§123


No dia 8 de Março pelas 15h00 será apresentada na praia fluvial do Areinho (concelho de Arouca) uma instalação sonora da autoria da compositora japonesa Keiko Uenishi, intitulada “Paiva Dams” (barragens do Paiva). Esta obra resulta de um trabalho de captura sonora efectuado em 2010 por alunos de escolas básicas do concelho de Arouca, integrado no projecto educativo Aldeias Sonoras (www.aldeias-sonoras.org <http://www.aldeias-sonoras.org/> ). Essas recolhas foram posteriormente editadas numa série de curtas composições que serão projectadas junto ao rio Paiva através de uma série de pequenas estações rádio portáteis construídas pela artista.


O Festival Paivascapes #1 é financiado pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes, Fundação Calouste Gulbenkian, Instituto da Segurança Social, Instituto do Emprego e Formação Profissional e por duas autarquias que muito apoiaram o projecto: Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva e Câmara Municipal de Arouca.

O Festival Paivascapes #1 obteve do Conselho da Europa o selo CECEL de mérito cultural Europeu, tem como parceiro media a Viseu TV e parceiro na realização de um passeio ambiental a Associação S.O.S. Rio Paiva.
Os bilhetes para o Festival Paivascapes #1 têm um preço de 5 Euros por dia, ou de 20 Euros para todo o festival e encontram-se à venda em: Bilhetes à venda em: www.ticketline.sapo.pt <http://www.ticketline.sapo.pt/> , FNAC, Worten, Agência Abreu, C.C. Dolce Vita, Megarede, El Corte Inglés.

Venha explorar o rio Paiva com todos os sentidos!

Lista de artistas participantes:


Alicja Rogalska (PL), Anna Hints (EE), Charles Stankievech (CA), Craig Dongoski (US), Ignaz Schick (DE), Jez riley French (GB), John Grzinich (US), Katherine Liberovskaya (CA), Lasse-Marc Riek (DE), Luis Costa (PT), Maile Colbert (US), Manuela Barile (IT), Marc Behrens (DE), Marja-Liisa Plats (EE), Martin Clarke (GB), Masayo Kajimura (DE), o.blaat (JP), Patrick McGinley (US), Phill Niblock (US), Rui Costa (PT), Rui Silveira (PT), Sérgio Cruz (PT), Tiago Carvalho (PT), Tiago Pereira (PT), William Lamson (US), Yasuno Miyauchi (JP).

Lista de oradores participantes:


Tiago Monteiro-Henriques (PT), Sérgio Caetano (PT), Marcos Medalon (PT), Nuno Martins (PT), Domingos J. Cruz (PT), Tiago Carvalho (PT)


Website do Festival: http://www.paivascapes.org

 

Bilhetes à venda em:

http://www.ticketline.sapo.pt
Auditório Municipal de Vila Nova de Paiva, Biblioteca Municipal de Arouca, FNAC, Worten, Agência Abreu, C.C. Dolce Vita, Megarede, El Corte Inglés.

 

Voltar ao início

 

Cinco novas produções da Binaural / Nodar estreiam no Festival Paivascapes #1

 

Durante o Festival Paivascapes #1, a decorrer entre 4 e 8 de Março de 2011 serão estreadas cinco novas produções da Binaural / Nodar, resultado de residências artísticas desenvolvidas em Nodar e de recolhas sonoras e visuais efectuadas ao longo do rio Paiva.

 

Manuela Barile
Rheia Zoontes

instalação sonora / instalação audiovisual

A felicidade é a percepção e o sentimento da própria ilimitada expansão entendida em seu redor como encontro e fusão. A felicidade é pensada muitas vezes em termos do instante, mas na realidade é uma condição que se pode prolongar ao longo da vida. Rilke falava do “imenso instante”, aquele que se dilata como se o tempo se tornasse espaço. Quando os gregos antigos afirmavam que os deuses eram felizes, usavam a expressão “rheia zoontes”, ou seja o seu viver fluía sem obstáculos. A felicidade é como um rio que flui. Um rio que corre sempre numa direcção. Neste seu fluir constante, encontra obstáculos, altera a sua forma e identidade, acolhe memórias, tradições e experiências. O rio Paiva é caracterizado por lugares nos quais se fixaram pequenas comunidades. Estes lugares representam a extensão da sua própria casa, são lugares aos quais não podem renunciar. Aqui a gente vive de simplicidade e de essencialidade. Esta gente vive deixando-se fluir como um rio.

 

 

 

Luís Costa
Onde Nasce o Meu Paiva?

Um inquérito sonoro e visual à subjectividade do território.

"Há quase 40 anos que imaginava como seria o lugar onde nasce o rio Paiva.
O mesmo rio que passa na minha aldeia de Nodar, situada a 60 km da nascente. Trasportando comigo as imagens da paisagem que conheço, por fim fui em busca das vozes da nascente.

O mais reconfortante foi perceber que, o que se suponha ser um dado inquestionável – o rio nasce neste lugar exacto – resultou num emaranhado de informações, tão denso quanto os fios de água que alimentam o rio na nascente."

 

 

Sérgio Cruz
"Pastorinhos"

Os dois vídeos que se apresentam em estreia mundial resultaram de uma residência artística em Nodar no ano de 2009 e durante este período de pesquisa, o artista foi descobrindo a aldeia e os seus habitantes, e a forma com que eles interagem entre si e o ambiente. Foi um processo baseado numa resposta intuitiva aos acontecimentos, pensamentos e sentimentos integrados no dia a dia.

Em “Pastorinhos”, um misto de documentário e de ficção onírica, em que Sérgio Cruz trabalhou com jovens da aldeia, o artista tentou apurar a sua linguagem visual, desenvolvendo um trabalho de imagem com luz natural, aproveitando os reflexos da água do rio Paiva e utilizando espelhos por forma a manipular essa mesma luz natural.

O segundo vídeo a ser estreado funciona como contraponto ao primeiro. Aqui são os elementos mais viscerais do mundo rural, nomeadamente na relação pragmática com os animais, que predominam.


 

 

Rui Costa
"Começar de Novo"

Um concerto electroacústico baseado no encontro sonoro entre quatro pessoas de uma família e a nascente do rio Paiva. O rio como facilitador da possibilidade de encontro íntimo e verdadeiro entre pessoas que se amam.

Voltar ao início

 

Aldeias Sonoras celebra Dia Mundial da Floresta

 

 

Aldeias Sonoras
Celebra Dia Mundial da Floresta

Escola EB1 de Canelas, Arouca
22 Março 2011, 16h00


O projecto educativo Aldeias Sonoras irá concluir o seu segundo ciclo de actividades, que decorreu em quatro concelhos ribeirinhos ao rio Paiva, com uma acção integrada no Dia Mundial da Floresta. Nesta acção, a decorrer no dia 22 de Março na aldeia de Canelas, Arouca - aldeia conhecida pela arte de trabalhar o xisto - as crianças envolvidas no projecto irão apresentar à comunidade os sons que captaram e editaram junto ao rio Paiva em 2010 e efectuar uma série de jogos sonoros a partir do mesmo material.

 

Voltar ao início

 

Binaural / Nodar co-organiza residência artística do Mestrado de Criação Contemporânea da Universidade de Aveiro

 

 

Residência Artística
Mestrado de Criação Artística Contemporânea da Universidade de Aveiro
31 Março - 3 Abril 2011
Parque da Fraguinha, S. Pedro do Sul

Apresentação Pública: 3 Abril 2011 às 16h00

A Binaural / Nodar irá co-organizar uma residência artística para cerca de 20 alunos do primeiro ano do Mestrado de Criação Artística Contemporânea da Universidade de Aveiro. Nesta residência artística os alunos irão concluir e apresentar ao público trabalhos em curso e em simultâneo trabalhar sobre a especificidade do território seguindo a metodologia de intervenção criativa da Binaural / Nodar.

 

 

Voltar ao início


Projecto educativo Cidades Sonoras chega ao centro histórico de Viseu

 

 

Cidades Sonoras #2
Um projecto educativo da Binaural / Nodar


Centro HIstórico de Viseu
11 a 15 Abril 2011, 14h00 - 17h00


Apresentação Pública: 15 Abril 2011 às 17h00
Teatro Viriato, Viseu

 

Cidades Sonoras é um projecto educativo de mapeamento sonoro de zonas históricas de cidades portuguesas cuja segunda edição decorrerá no centro histórico de Viseu. Guiados pelos monitores da Binaural/Nodar, um grupo de jovens irá gravar os sons que segundo os próprios caracterizam melhor a zona, registando as coordenadas geográficas de cada som, a par de outras informações contextualizadoras e de registos fotográficos. O resultado final da actividade será a criação colectiva de um catálogo de sons mapeado num mapa digital. Cidades Sonoras #2 procurará evidenciar a especificidade acústica da cidade de Viseu, não obstante a crescente homogeneização dos espaços urbanos contemporâneos. O projecto é estruturado de forma a estimular tanto a atenção aos pequenos detalhes acústicos da cidade como o contacto inter-geracional em que as vozes da memória da cidade de outros tempos assumirão um papel determinante.

O evento final de Cidades Sonoras #2 está integrado no programa do Ano Internacional Viseense.

 

 

Voltar ao início

 

Binaural / Nodar dirige oficina de gravações sonoras de campo no Museu de Serralves

 

 

LABORATÓRIO DE FIELD RECORDINGS - SINTONIZAR O OUVIDO E COMPOR OS SONS DO MUNDO
16 e 17 ABR, Sábado e Domingo das 9h30 às 19h30
Museu de Serralves, Porto

Concepção e Orientação: Luis Costa e Rui Costa - Binaural / Nodar

No nosso mundo moderno hiper-visual, onde somos constantemente bombardeados por informação visual – televisão, publicidade, etc. – Esquecemo-nos frequentemente de como ouvir. Os participantes no workshop serão guiados a “re-sintonizar” os seus ouvidos para dirigir a atenção ao mundo sonoro extremamente rico que os rodeia, a escutar activamente e de forma imaginativa.
1a Fase: Introdução ao Som; 2a Fase: Re-sintonizar os ouvidos; 3a Fase: Gravação de sons do ambiente; 4ª Fase Exercício de memória sonora.

 

 

 

Voltar ao início

 

[nodar003] Catálogo retrospectivo + CD duplo editado no final de Abril

 

 

[nodar003]
Três Anos em Nodar
Práticas Artísticas em Contexto Específico no Portugal Rural

Catálogo de 320 páginas a cores
CD duplo com 20 composições sonoras realizadas em Nodar


Preço de pré-lançamento até final de Abril: 25 Euros (apenas para Portugal Continental). Preço após o lançamento: 30 Euros.

Para encomendas contactar edicoesnodar@binauralmedia.org

 

O catálogo inclui ensaios, textos críticos, diários de campo, fotografias e desenhos de mais de 40 artistas que realizaram projectos artísticos no Centro de Residências Artísticas de Nodar entre 2007 e 2009.

A ideia para este catálogo surgiu da necessidade de fechar um ciclo, o dos três primeiros anos de residências artísticas regulares, entre 2007 e 2009, anos em que o trabalho de criação desenvolvido se concentrou fundamentalmente em Nodar. A partir de 2010 as residências passaram a ter um foco temático e uma intervenção mais alargada em termos geográficos, sendo que anualmente será publicado um catálogo de cada ciclo anual de actividade.


O CD duplo que acompanha este catálogo, “Nodar Location -Specific Sound 2007-2009” inclui vinte composições sonoras criadas em Nodar ou compostas a partir de material aí recolhido por outros tantos artistas sonoros, compositores contemporâneos e performers vocais. É também uma materialização necessária de todos os sons que encheram a paisagem de Nodar e que havia que partilhar junto de um público mais vasto.

 

Voltar ao início