Festival
Paivascapes #1 celebra paisagens e comunidades
do rio Paiva
|
PAIVASCAPES #1 – FESTIVAL SONORO
DO RIO PAIVA
Vila Nova de Paiva, Castro Daire, São
Pedro do Sul, Arouca, Castelo de Paiva
4 a 8 Março 2011
Exposição retrospectiva, concertos
multimédia, instalações sonoras
nas margens do rio Paiva, conferências, mostra
de vídeos, actividades de percepção
sonora e passeios ambientais
“Um festival inovador e itinerante onde as
artes sonoras e multimédia irão interagir
com paisagens fluviais e comunidades ao longo do
rio Paiva, da nascente até à foz.”
“Paivascapes #1 contará com exposições
e espectáculos
sonoros e multimédia relacionados com o rio Paiva, cujos autores (mais
de duas dezenas), são artistas de renome internacional e oriundos de vários
países da Europa, América e Ásia.”
Bem no coração de um dos rios mais limpos da Europa, o rio Paiva,
Paivascapes # 1 – Festival Sonoro do Rio Paiva é uma celebração
de cinco dias de inovação e criatividade cultural, numa região
rural conhecida pelas suas ricas e antigas tradições. Paivascapes
# 1, produzido pela organização cultural portuguesa Binaural
/ Nodar, é inteiramente dedicado à exploração sensorial
de paisagens e comunidades ribeirinhas através da arte sonora e multimédia.
O festival Paivascapes #1 visa aumentar a consciência
sobre a sustentabilidade, ambiental
e social de como é possível viver
numa interacção
equilibrada com o território: Por um lado,
o festival terá a forma de um itinerário,
seguindo o rio Paiva desde a sua nascente até à foz,
o que possibilitará ao público um
contacto directo com diferentes paisagens e comunidades
rurais. Por outro lado, durante este itinerário,
alguns dos projectos sonoros serão apresentados
em locais diferentes ao longo do rio e decorrerá uma
série de percursos pedestres ambientais.
O programa do festival inclui cinco dias e noites
densamente preenchidos (entre 4 e 8 Março
2011) que irão fornecer um amplo panorama
de mais de 20 obras artísticas recentemente
desenvolvidas ao longo do rio Paiva – composições
contemporâneas, instalações
multimédia, projecção de filmes
e performances sonoras - incluindo ainda uma contextualização
histórica, antropológica e ambiental
da região, através de uma série
de conferências por parte de alguns peritos
e investigadores de renome. E por último,
formas antigas de tradições locais
orais e musicais farão parte igualmente do
festival, colocando em contacto directo formas artísticas
exploratórias com outras profundamente enraizadas
no território.
Destacam-se em cada dia do festival as seguintes
actividades:
No dia 4 de Março, será inaugurada às
18h00 no Museu do Auditório Municipal Carlos
Paredes em Vila Nova de Paiva uma exposição
retrospectiva de 8 obras contemporâneas, nas áreas
das instalação sonora e multimédia,
todas elas concebidas no âmbito de residências
artísticas que ocorreram em 2010 da nascente
até à foz do rio Paiva. É a
primeira vez que uma exposição de
arte contemporânea será apresentada
na região.
No dia 5 de Março será inaugurada
no Museu Rural de Pendilhe (concelho de Vila Nova
de Paiva) a exposição sonora e vídeo
intitulada “Rheia Zoontes” da autoria
da artista multidisciplinar italiana Manuela Barile.
Esta obra, totalmente concebida em interacção
com a paisagem e com os habitantes da aldeia de
Pendilhe, evoca a ideia de felicidade enquanto fluxo
feito de pequenos gestos, de trabalho e de relação
com a terra. No fundo, questiona-se até que
ponto quem resiste no mundo rural estará mais
próximo da felicidade plena de que falavam
os gregos antigos.
No dia 6 de Março ocorrerá às
10h00 na praia fluvial da aldeia de Fráguas
(concelho de Vila Nova de Paiva), uma performance
sonora pelos artistas Patrick McGinley, Marja-Liisa
Plats, Luís Costa e Tiago Carvalho. Esta
performance, intitulada “Revenant: Paiva” irá activar
sonoramente a memória do local, através
da voz e da interacção com estruturas
arquitectónicas (edifícios, pontes,
muros, etc.), com a água do rio e com materiais
encontrados (pedras, ramos, folhas, etc.).
No dia 7 de Março pelas 14h30 será apresentada
na praia fluvial da aldeia de Espiunca (concelho
de Arouca) uma instalação sonora da
autoria do conceituado artista sonoro alemão
Marc Behrens, intitulada “Paiva Players”.
Esta obra consiste num conjunto de altifalantes
flutuantes que irão projectar uma composição
baseada nas vozes e sons de vários tipos
de trabalho local (vindimar, cortar árvores,
fazer o pão, fazer enchidos, construir casas,
etc.) das comunidades ribeirinhas do Paiva., os
quais se irão fundir com o som do próprio
rio. +'0§123
No dia 8 de Março pelas 15h00 será apresentada
na praia fluvial do Areinho (concelho de Arouca)
uma instalação sonora da autoria da
compositora japonesa Keiko Uenishi, intitulada “Paiva
Dams” (barragens do Paiva). Esta obra resulta
de um trabalho de captura sonora efectuado em 2010
por alunos de escolas básicas do concelho
de Arouca, integrado no projecto educativo Aldeias
Sonoras (www.aldeias-sonoras.org <http://www.aldeias-sonoras.org/> ).
Essas recolhas foram posteriormente editadas numa
série de curtas composições
que serão projectadas junto ao rio Paiva
através de uma série de pequenas estações
rádio portáteis construídas
pela artista.
O Festival Paivascapes #1 é financiado pelo
Ministério da Cultura / Direcção
Geral das Artes, Fundação Calouste
Gulbenkian, Instituto da Segurança Social,
Instituto do Emprego e Formação Profissional
e por duas autarquias que muito apoiaram o projecto:
Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva e Câmara
Municipal de Arouca.
O Festival Paivascapes #1 obteve do Conselho da
Europa o selo CECEL de mérito cultural Europeu,
tem como parceiro media a Viseu TV e parceiro na
realização de um passeio ambiental
a Associação S.O.S. Rio Paiva.
Os bilhetes para o Festival Paivascapes #1 têm
um preço de 5 Euros por dia, ou de 20 Euros
para todo o festival e encontram-se à venda
em: Bilhetes à venda em: www.ticketline.sapo.pt <http://www.ticketline.sapo.pt/> ,
FNAC, Worten, Agência Abreu, C.C. Dolce Vita,
Megarede, El Corte Inglés.
Venha explorar o rio Paiva com todos os sentidos!
Lista de artistas participantes:
Alicja Rogalska (PL), Anna Hints (EE), Charles Stankievech
(CA), Craig Dongoski (US), Ignaz Schick (DE), Jez
riley French (GB), John Grzinich (US), Katherine
Liberovskaya (CA), Lasse-Marc Riek (DE), Luis Costa
(PT), Maile Colbert (US), Manuela Barile (IT), Marc
Behrens (DE), Marja-Liisa Plats (EE), Martin Clarke
(GB), Masayo Kajimura (DE), o.blaat (JP), Patrick
McGinley (US), Phill Niblock (US), Rui Costa (PT),
Rui Silveira (PT), Sérgio Cruz (PT), Tiago
Carvalho (PT), Tiago Pereira (PT), William Lamson
(US), Yasuno Miyauchi (JP).
Lista de oradores participantes:
Tiago Monteiro-Henriques (PT), Sérgio Caetano
(PT), Marcos Medalon (PT), Nuno Martins (PT), Domingos
J. Cruz (PT), Tiago Carvalho (PT)
Website do Festival: http://www.paivascapes.org
Bilhetes à venda em:
http://www.ticketline.sapo.pt
Auditório Municipal de Vila Nova de Paiva, Biblioteca
Municipal de Arouca, FNAC, Worten, Agência
Abreu, C.C. Dolce Vita, Megarede, El Corte Inglés.
Voltar ao
início

Cinco
novas produções da Binaural
/ Nodar estreiam no Festival Paivascapes
#1
|
Durante o Festival Paivascapes #1,
a decorrer entre 4 e 8 de Março de 2011 serão estreadas
cinco novas produções da Binaural / Nodar, resultado
de residências artísticas desenvolvidas em Nodar
e de recolhas sonoras e visuais efectuadas ao longo
do rio Paiva.
Manuela Barile
Rheia Zoontes
instalação sonora / instalação audiovisual
A felicidade é a percepção
e o sentimento da própria ilimitada expansão
entendida em seu redor como encontro e fusão.
A felicidade é pensada muitas vezes em termos
do instante, mas na realidade é uma condição
que se pode prolongar ao longo da vida. Rilke falava
do “imenso instante”, aquele que se
dilata como se o tempo se tornasse espaço.
Quando os gregos antigos afirmavam que os deuses
eram felizes, usavam a expressão “rheia
zoontes”, ou seja o seu viver fluía
sem obstáculos. A felicidade é como
um rio que flui. Um rio que corre sempre numa direcção.
Neste seu fluir constante, encontra obstáculos,
altera a sua forma e identidade, acolhe memórias,
tradições e experiências. O
rio Paiva é caracterizado por lugares nos
quais se fixaram pequenas comunidades. Estes lugares
representam a
extensão da sua própria casa, são
lugares aos quais não podem renunciar. Aqui
a gente vive de simplicidade e de essencialidade.
Esta gente vive deixando-se fluir como um rio.

Luís Costa
Onde Nasce o Meu Paiva?
Um inquérito sonoro e visual à subjectividade
do território.
"Há quase 40 anos que
imaginava como seria o lugar onde nasce o rio Paiva.
O mesmo rio que passa na minha aldeia de Nodar,
situada a 60 km da nascente. Trasportando comigo
as imagens da paisagem que conheço, por fim
fui em busca das vozes da nascente.
O mais reconfortante foi perceber que, o que se
suponha ser um dado inquestionável – o
rio nasce neste lugar exacto – resultou
num emaranhado de informações, tão
denso quanto os fios de água que alimentam
o rio na nascente."

Sérgio Cruz
"Pastorinhos"
Os dois vídeos que se apresentam
em estreia mundial resultaram de uma residência
artística em Nodar no ano de 2009 e durante
este período de pesquisa, o artista foi
descobrindo a aldeia e os seus habitantes, e a
forma com que eles interagem entre si e o ambiente.
Foi um processo baseado numa resposta intuitiva
aos acontecimentos, pensamentos e sentimentos
integrados no dia a dia.
Em “Pastorinhos”, um misto de documentário
e de ficção onírica, em que
Sérgio Cruz trabalhou com jovens da aldeia,
o artista tentou apurar a sua linguagem visual,
desenvolvendo um trabalho de imagem com luz natural,
aproveitando os reflexos da água do rio Paiva
e utilizando espelhos por forma a manipular essa
mesma luz natural.
O segundo vídeo a ser estreado funciona
como contraponto ao primeiro. Aqui são os
elementos mais viscerais do mundo rural, nomeadamente
na relação pragmática
com os animais, que predominam.

Rui Costa
"Começar de Novo"
Um concerto electroacústico baseado no encontro
sonoro entre quatro pessoas de uma família
e a nascente do rio Paiva. O rio como facilitador
da possibilidade de encontro íntimo e verdadeiro
entre pessoas que se amam.
Voltar
ao início

Aldeias
Sonoras celebra Dia Mundial da Floresta |

Aldeias Sonoras
Celebra Dia Mundial da Floresta
Escola EB1 de Canelas, Arouca
22 Março 2011, 16h00
O projecto educativo Aldeias
Sonoras irá concluir o seu segundo ciclo de actividades, que decorreu
em quatro concelhos ribeirinhos ao rio Paiva, com uma acção integrada
no Dia Mundial da Floresta. Nesta acção, a decorrer no dia 22
de Março na aldeia de Canelas, Arouca - aldeia conhecida pela arte de
trabalhar o xisto - as crianças envolvidas no projecto irão apresentar à comunidade
os sons que captaram e editaram junto ao rio Paiva em 2010 e efectuar uma série
de jogos sonoros a partir do mesmo material.
Voltar
ao início

Binaural
/ Nodar co-organiza residência artística
do Mestrado de Criação Contemporânea
da Universidade de Aveiro
|

Residência Artística
Mestrado de Criação Artística Contemporânea da Universidade
de Aveiro
31 Março - 3 Abril 2011
Parque da Fraguinha, S. Pedro do Sul
Apresentação Pública: 3 Abril 2011
às 16h00
A Binaural / Nodar irá co-organizar
uma residência artística para cerca de 20 alunos
do primeiro ano do Mestrado de Criação
Artística
Contemporânea da Universidade de Aveiro. Nesta
residência artística os alunos irão concluir e apresentar
ao público trabalhos em curso e em simultâneo trabalhar
sobre a especificidade do território seguindo a
metodologia de intervenção criativa da Binaural
/ Nodar.
Voltar
ao início

Projecto
educativo Cidades Sonoras chega ao centro
histórico de Viseu
|

Cidades Sonoras #2
Um projecto educativo da Binaural / Nodar
Centro HIstórico de Viseu
11 a 15 Abril 2011, 14h00 - 17h00
Apresentação Pública: 15 Abril 2011 às 17h00
Teatro Viriato, Viseu
Cidades Sonoras é um projecto educativo
de mapeamento sonoro de zonas históricas
de cidades portuguesas cuja segunda edição
decorrerá no centro histórico de Viseu.
Guiados pelos monitores da Binaural/Nodar, um grupo
de jovens irá gravar os sons que segundo
os próprios caracterizam melhor a zona, registando
as coordenadas geográficas de cada som, a
par de outras informações contextualizadoras
e de registos fotográficos. O resultado final
da actividade será a criação
colectiva de um catálogo de sons mapeado
num mapa digital. Cidades Sonoras #2 procurará evidenciar
a especificidade acústica da cidade de Viseu,
não obstante a crescente homogeneização
dos espaços urbanos contemporâneos.
O projecto é estruturado de forma a estimular
tanto a atenção aos pequenos detalhes
acústicos da cidade como o contacto inter-geracional
em que as vozes da memória da cidade de outros
tempos assumirão um papel determinante.
O evento final de Cidades Sonoras #2 está integrado
no programa do Ano Internacional Viseense.
Voltar
ao início

Binaural
/ Nodar dirige oficina de gravações
sonoras de campo no Museu de Serralves |

LABORATÓRIO DE FIELD RECORDINGS
- SINTONIZAR O OUVIDO E COMPOR OS SONS DO MUNDO
16 e 17 ABR, Sábado e Domingo das 9h30 às
19h30
Museu de Serralves, Porto
Concepção e Orientação:
Luis Costa e Rui Costa - Binaural / Nodar
No nosso mundo moderno hiper-visual, onde somos constantemente
bombardeados por informação visual – televisão,
publicidade, etc. – Esquecemo-nos frequentemente
de como ouvir. Os participantes no workshop serão
guiados a “re-sintonizar” os seus ouvidos
para dirigir a atenção ao mundo sonoro
extremamente rico que os rodeia, a escutar activamente
e de forma imaginativa.
1a Fase: Introdução ao Som; 2a Fase:
Re-sintonizar os ouvidos; 3a Fase: Gravação
de sons do ambiente; 4ª Fase Exercício
de memória sonora.
Voltar
ao início

[nodar003]
Catálogo
retrospectivo + CD duplo editado no final de
Abril |

[nodar003]
Três Anos em Nodar
Práticas Artísticas em Contexto Específico no Portugal Rural
Catálogo de 320 páginas a
cores
CD duplo com 20 composições sonoras realizadas em Nodar
Preço de pré-lançamento até final de Abril: 25 Euros
(apenas para Portugal Continental). Preço após o
lançamento: 30 Euros.
Para encomendas contactar edicoesnodar@binauralmedia.org
O catálogo inclui
ensaios, textos críticos, diários de campo, fotografias
e desenhos de mais de 40 artistas que realizaram projectos
artísticos no Centro de Residências Artísticas de Nodar
entre 2007 e 2009.
A ideia para este catálogo
surgiu da necessidade de fechar um ciclo, o dos três
primeiros anos de residências artísticas
regulares, entre 2007 e 2009, anos em que o trabalho
de criação desenvolvido se concentrou fundamentalmente
em Nodar. A partir de 2010 as residências passaram
a ter um foco temático e uma intervenção
mais alargada em termos geográficos, sendo que
anualmente será publicado um catálogo
de cada ciclo anual de actividade.
O CD duplo que acompanha este catálogo, “Nodar
Location -Specific Sound 2007-2009” inclui vinte
composições sonoras criadas em Nodar
ou compostas a partir de material aí recolhido
por outros tantos artistas sonoros, compositores contemporâneos
e performers vocais. É também
uma materialização necessária
de todos os sons que encheram a paisagem de Nodar e
que havia que partilhar junto de um público
mais vasto.
Voltar
ao início

|