Pablo Rega @ Estúdio Performas

“Hardware Hacking: As Orelhas Não Têm Pálpebras”
Um Laboratório Dirigido por Pablo Rega (ES)
Estúdio Performas, Aveiro
15 a 17 Março 2010 (17h30 – 22h30)
Concerto de Pablo Rega: 18 Março 2010 (22h00)

Inscrições no laboratório em: http://www.performas.blogspot.com

Esta constitui a primeira actividade no âmbito do ciclo Binaural: O Som Arcaico proposto para o Estúdio Performas ao longo de 2010

Laboratório de experimentação sonora mediante a construção de dispositivos sonoros de fabricação caseira. Motores, foto-resistências, microfones, osciladores e reciclagem sonora, os quais servirão para passar um bom bocado às voltas com sucata electrónica barata e inocente.O laboratório destina-se a qualquer pessoa com interesse na criação sonora experimental. Não é necessária qualquer experiência prévia.

Pablo Rega (A Coruña, 1971) centra a sua actividade na música improvisada e experimental, vive em Barcelona e trabalha em diferentes projectos de música improvisada como “MUT” (quinteto de noise extremo), “NEUMATICA” (electroacústica) com Alfredo Costa Monteiro, “CAJA SORDA” (mini concertos para auriculares), “Z1C0? (trio de free-noise) junto a Tom Chant e LAR Lejido, “PROTOM” com Patxi Valera e Pablo Sax. Colaborou ainda com o guitarrista e músico electrónico Catalão Ferran Fages e com numerosos músicos nacionais e internacionais.

Dirige a orquestra de improvisação O.M.E.G.A. formada por 20 músicos galegos, com sede en Santiago de Compostela e a formação BIB (Banda de Improvisadores de Barcelona), formada por 14 músicos. Dirige e compõe para o quarteto de cordas de O.M.E.G.A., realizando peças para quarteto e quadrofonia.

“Beehiving”
Peça Sonora Colectiva da Binaural

No âmbito de evento “ToBeContinued”

Emissão de 24 horas a partir de Topolò (Itália) no dia 24 Março 2010

“Beehiving” é uma peça sonora colectiva criada a partir de uma proposta da organização cultural Italiana Stazione di Topolò para um evento web e ao vivo de 24 horas designado “ToBeContinued” e que consiste numa viagem sonora que ligará obras de vários artistas de várias partes do mundo que reflictam sobre o papel da saúde, bem estar físico, prevenção de doenças, natureza física e psíquica e educação médica. Esta obra sonora, perscrutando o mundo das abelhas e dos apicultores na zona de Nodar, pretende evidenciar tanto o seu potencial terapeútico como metafórico (a colmeia enquanto metáfora de uma comunidade operante).

Instalação Audiovisual
“Cá”
Manuela Barile (IT/PT)

SALT Sound Symposium
Organizado por PVA Media Lab
Bridport, Dorset (GB)

6 Março 2010

Parte do projecto intermedia “Locus in Quo“, “Cá” é uma obra criada na sequência de longas visitas às aldeias abandonadas do maciço da Gralheira, O objectivo da artista foi seguir o trilho, colher, interrogar os sinais de vida e de memória, onde tudo parece acabado, uma reapropriação das próprias raízes para restabelecer a ligação àquele sentido de autenticidade que se vai perdendo.

Nodar: Instalação Sonora Colectiva
Obras de Maksims Shentelevs (LV), Aaron Ximm (US), Pali Meursault (FR) e John Grzinich (US)
Estúdio Performas, Aveiro
17 a 27 Fevereiro, 2010

Esta instalação sonora colectiva foi desenvolvida no Centro de Residências Artísticas de Nodar e reflecte diferentes abordagens estéticas e técnicas ao contexto acústico da aldeia de Nodar, localidade rural do concelho de S. Pedro do Sul, onde se situa o Centro de Residências Artísticas de Nodar. A Binaural/Nodar, colocou-se desde o início das suas actividades na vanguarda da reflexão e prática internacional sobre “soundscapes” rurais, tendo já passado por Nodar cerca de duas dezenas dos mais conceituados artistas sonoros da actualidade.

Informação adicional sobre as obras, aqui e aqui (clicando no nome dos artistas)

Manuela Barile (IT/PT)
Rui Costa (PT)

Primeiro Ciclo de Residências Artísticas de Paivascapes #1
Concelhos de Moimenta da Beira e Vila Nova de Paiva
16 a 28 Fevereiro 2010

O Programa de Residências Artísticas de Nodar para 2010 tem um tema agregador único: o rio Paiva. Ao longo do ano, do Inverno ao Outono serão desenvolvidos diversos projectos artísticos multidisciplinares (que tenham como elemento central o som) numa perspectiva contextual relacionada com as várias zonas geográficas do rio, da nascente até à foz. Os primeiros projectos artísticos a serem desenvolvidos são “Reia Zoontes” de Manuela Barile (voz, fonografia e artes visuais) e “Começar de Novo” de Rui Costa (arte sonora).

Para Informação adicional sobre Paivascapes #1, clicar aqui

“Aldeias Sonoras”
Instalação Sonora
Biblioteca da Escola Secundária de S. Pedro do Sul
1 a 22 Fevereiro 2009

“Aldeias Sonoras”, um projecto educativo da Binaural/Nodar de recolha e mapeamento sonoro de zonas rurais portuguesas que termina o seu primeiro ciclo com uma instalação sonora na Escola Secundária de São Pedro do Sul, precisamente a instituição que foi parceira do projecto e no qual estiveram envolvidos cerca de 20 alunos e 5 professores em sessões de gravações de campo que decorreram em dez freguesias do concelho.

http://www.aldeias-sonoras.org

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Desde o anúncio do fim do primeiro ciclo de Aldeias Sonoras, em Dezembro 2009, que a imprensa Portuguesa reconheceu o projecto como um dos mais interessantes desenvolvidos em 2009:

  • O jornal diário “Público” dedicou um artigo de página inteira ao projecto no dia 12 Dezembro 2009.
  • Carlos Pinto Coelho, um veterano do jornalismo cultural em Portugal entrevistou, Rui Costa,  director artístico da Binaural, sobre o projecto, tendo a emissão sido transmitida em cerca de 90 rádios de Portugal e Espanha entre 18 e 24 de Janeiro 2010.
  • Um dos portais web mais reconhecidos em Portugal, o aeiou, deu um destaque ao projecto durante a última semana de 2009.
  • Fernando Alves, talentoso cronista  da vida Portuguesa, dedicou uma curta mas magnífica emissão ao projecto, transmitida em Janeiro de 2010 no programa “Sinais” da TSF.

Eis o áudio da entrevista com Rui Costa e a crónica de Fernando Alves sobre “Aldeias Sonoras”:

 
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LOCUS IN QUO

Três instalações áudio/vídeo de
Manuela Barile
Fórum Cultural de Cerveira (Vila Nova de Cerveira)
18 Dezembro 09 – 16 Janeiro 10

Inauguração 18 Dezembro às 21h00 (com performance ao vivo)


Locus in Quo – que significa “O lugar onde alguma coisa acontece” – é o título genérico de um corpo de trabalhos baseados num único tema: o sentido dos lugares. O projecto é composto por duas instalações vídeo + uma série de fotografias e de objectos (Pesa e ), uma instalação sonora / performance (Birdsoundcage) e um concerto / performance ao vivo (Oikos). Estas componentes operam seja como uma obra única, seja como trabalhos independentes, embora conectados entre si.


Pesa é uma obra concretizada na forma de uma instalação vídeo em três ecrãs concebida a partir de uma performance site-specific realizada em Outubro 2008 durante uma residência artística no MoKS, Estónia. A mesma consistiu na construção de um ninho em vários lugares onde eu tive um sentimento de pertença (a casa abandonada, os abismos do lago, a pedra perto do lago, etc.). Pesa descreve a abordagem de um indivíduo que com melancolia e profunda consciência deixa o seu lugar, ao qual se sente ligado, para se meter a caminha em busca da sua nova “casa”. Pesa é um trabalho dedicado à casa, a casa da nossa infância e a todas as casas que abandonámos no arco da nossa vida. É uma interrogação ao sentido de abandono, a melancolia. A composição sonora foi constituída por sons da minha voz sem manipulação electrónica nos locais onde os ninhos foram construídos e depois abandonados, da gravações de campo (“field recordings”) dos mesmos locais e estrofes de canções tradicionais da Estónia sobre o tema do abandono.


é uma instalação vídeo em dois ecrãs desenvolvida em consequência do caminho iniciado por Manuela Barile em Março de 2009, em busca das aldeias abandonadas na área do maciço da Gralheira (S. Pedro do Sul), a área de Portugal onde a artista vive desde há três anos. As aldeias abandonadas são lugares com uma forte identidade, são lugares vivos apesar serem desabitados, embora agora a natureza os absorva progressivamente. São lugares que estão ainda vivos, porque carregados de memória. Eles podem ser uma ponte com o passado… o nosso passado. pretende seguir o trilho, colher, interrogar os sinais de vida e de memória, onde tudo parece acabado. Seguir os trilhos da memória significa uma reapropriarão das próprias raízes para restabelecer a ligação àquele sentido de autenticidade que se vai perdendo. A composição sonora é constituída pelos sons voz de Manuela Barile (sem manipulação electrónica) captados nas aldeias abandonadas, sons das aldeias abandonadas, estrofes de canções tradicionais da região (S. Pedro do Sul, Portugal).


Birdsoundcage é uma instalação sonora e vídeo. Uma gaiola de pássaro é recriada sonoramente numa sala vazia e asséptica. Lá dentro jaz um corpo imóvel, que para sobreviver auto constrói uma gaiola à sua medida feita de próteses. As próteses são obtidas através de ligaduras nos ramos de árvore fixadas nos membros inferiores e superiores. A matéria orgânica de que são feitas as próteses remete para os restos de um ninho, um lugar do passado que já não existe.


Créditos

Conceito e Direcção Artística: Manuela Barile
Performer Vocal e Composição Sonora: Manuela Barile
Gravações Sonoras de Campo: Manuela Barile, “Birdsoundcage” – Duncan Whitley (Inglaterra)
Registo e Montagem Vídeo: Manuela Barile
Assistente vídeo: “Cá#1” João Rodrigues & Luís Costa, “Birdsoundcage” Luís Costa
Vozes Recitante: “Pesa” – Evelyn Müürsepp (Estónia)
Vozes Cantantes: “Pesa” – Anna Hints (Estónia), “Cá” – Cantores Tradicionais da Região de S. Pedro do Sul (Portugal)
Pós-produção de Som: “Pesa” e “Cá” – Rui Costa (Portugal), e “Birdsoundcage” -  Duncan Whitley (Inglaterra)
Composição Áudio Multicanal: “Birdsoundcage” – Duncan Whitley (Inglaterra)
Guarda-Roupa: Creazioni Ranieri (Bari, Itália), Brazukinha (Viseu, Portugal)
Residências Artísticas: Moks (Estónia) e Centro de Residências Artísticas de Nodar (Portugal)
Produção: Luis Costa e Carina Martins (Binaural)
Apoio: Ministério da Cultura – Direcção Geral das Artes

Pesa #1 @ Lecce, Itália

Manuela Barile apresenta no dia 5 de Dezembro 09 às 19h00 o vídeo “Pesa #1″, no âmbito da Off Minute – IV Rassegna Internazionale di Video Art e Culture Digitali na Primo Piano Living Gallery em Lecce, Itália.

Pesa #1 é parte de uma instalação vídeo concebida no âmbito do projecto artístico “Locus in Quo” a partir de uma performance site-specific realizada em Outubro 2008 durante uma residência artística no MoKS, Estónia.

OFF MINUTE, LECCE

Abbiamo Fatto 30, Facciamo 31

La Scatola  Manuela Barile & Rui Costa  (17)

Zepelim, um programa de rádio de autor da Rádio Universidade de Coimbra propôs recentemente a Manuela Barile uma peça de rádio de 55 minutos para preencher integralmente uma das suas emissões. Ela aproveitou a oportunidade para conceber uma reflexão sonora sobre a sua vida artística e pessoal, na qual algumas das suas peças mais emblemáicas foram misturadas com sons dos seus entes queridos e de algumas das suas influências artísticas como Carmelo Bene, Andrei Tarkovski, Maria Callas, Pier Paolo Pasolini, Anna Magnani, etc.

Para ouvir “Abbiamo Fatto 30, Facciamo 31″:

 
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