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Rui Costa | Portugal

Rui Costa iniciou a sua actividade pública como artista sonoro em 1997. Em 1998 iniciou uma colaboração estreita com o músico espanhol Iñaki Ríos, ao nível da arte sonora, improvisação livre e criação vídeo, com o qual forma o duo ja_dijiste, utilizando técnicas de composição/improvisação baseadas em software (max/msp, etc.) e desenvolvendo vários projectos de cariz conceptual. Neste âmbito, refira-se o trabalho intermedia Nodar, apresentado em 2002 no festival Musica Ex Machina, em Bilbao, Espanha.

http://www.myspace.com/ruigcosta

 

 
 

 

Projecto: Nodar: Espaços Vivos
Categoria: Arte Sonora
Co-autores:
Iñaki Ríos | Natividad Plasencia
Período:
Setembro 2006
Evento: Simpósio "Nodar Pushing the Medium #2"

 

”Nodar: Espaços Vivos” é a continuação de uma série de intervenções realizadas por Iñaki Rios e Rui Costa na aldeia de Nodar ao longo dos últimos quatro anos. Iniciada em 2002 com o projecto multimédia “Nodar: Matança” e continuada em 2004 com a instalação sonora “Nodar: Casa Reverberante”, a série conclui-se agora com este projecto.

“Nodar: Matança” foi uma performance/instalação estreada no Festival Musica Ex-Machina 2002, em Bilbao, sobre um evento anual (a matança do porco) e do espaço onde este ocorre (pátio interior de uma casa rural) e onde se reflecte sobre a ancestral concepção circular do tempo rural (ciclos agrícolas, etc.), a qual tem sido como que “modulada” pela progressiva desocupação do espaço.

“Nodar: Casa Reverberante” consistiu numa instalação sonora numa casa rural praticamente desocupada, cuja ideia base foi a de considerar uma casa rural como um organismo vivo, que vibra independentemente da presença humana, pelo efeito do tempo (envelhecimento) e da atmosfera (temperatura, humidade) nos materiais.

Com o projecto “Nodar : Espaços Vivos”, pretendemos virar-nos para o espaço natural em redor da aldeia e aí efectuar um conjunto de acções sonoras. Seguindo os trilhos ancestrais que levavam aos locais de pastorícia e cultivo agrícola no exterior da aldeia e que hoje em dia perderam a sua função original, não levando a “lugar nenhum”, identificámos locais que, quer pela especificidade do seu entorno sonoro ou visual (elemento natural), quer pela presença de determinados despojos ou estruturas abandonadas que possam ser manipulados do ponto de vista sonoro (elemento humano), propiciam a realização de pequenas acções (performances, instalações, passeios sonoros).

Os percursos e locais de realização das acções foram marcados em mapas cartográficos digitalizados e os eventos foram registados em áudio e vídeo com o objectivo de se construir uma memória sonora, visual e geográfica dos mesmos.

Este projecto pretende confrontar uma noção “utilitária” do espaço, assumida pelas comunidades rurais, com uma noção “vital”, na qual os espaços estão vivos porque existem e se transformam (mesmo longe do olhar humano).

 

 

 

Vídeo do projecto: