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John Grzinich | EUA Artista americano residente na Estónia e ligado aos novos media (sobretudo electrónicos, mas não só). É igualmente coordenador do MoKS Media Lab (Mooste, Estónia). Trabalha com som desde há mais de 10 anos e com vídeo há mais de 5, construindo várias permutações entre ambos, individual ou colaborativamente, em composições, instalações e performances. Editou vários discos internacionalmente em editoras como SIRR (PT), CMR (NZ), Elevator Bath (US), Staalplaat (NL), Intransitive (US), Erewhon (BE) entre outras.
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Projecto: Location Sound Project
Desde há alguns anos a esta parte que tenho pensado sobre formas de representar visualmente composições sonoras. Uma ideia que me ocorreu há algum tempo é a de realizar uma „pauta” de uma composição a partir de fotos, desenhos e notas relacionadas com os sons de uma peça particular e com a forma como são usados. A ideia pretende evidenciar como as composições sonoras podem ser complexas. Um problema que emerge com esta ideia prende-se com o facto de a documentação de cada passo do processo poder gerar um volume de trabalho maior do que a própria composição. Assim, uma segunda ideia é a de documentar a composição utilizando vídeo. Este método pode ser mais fácil, especialmente se a composição for mantida relativamente „simples”, tentando que não tenha demasiadas camadas, efeitos, etc.... Cada sessão de gravação num determinado local é igualmente „fotografada” como vídeo. Posteriormente, o vídeo é montado a par do som, de forma tal que se transforme numa composição visual.
Comentário de John sobre o simpósio: Toda a visita a Nodar foi realmente óptima. Tenho que dizer que prefiro este tipo de solidão para trabalhar e para conhecer outras pessoas (...). Tenho muito a dizer sobre estes pequenos eventos, depois de ter ajudado a organizar muitos no MoKS (Mooste, Estónia) . Estamos agora no processo de compilar um livro sobre os últimos 6 anos do nosso simpósio de Verão. No início, tudo parece simples, mas à medida que o tempo passa, o lugar muda, as pessoas mudam, algumas regressam, outras enviam os seus amigos e antes que te apercebas, as coisas evoluem numa complexa rede de relações. Se consegues sobreviver ao longo de todos os tempos mais difíceis, então existirão definitivamente recompensas. Como vocês (Luís Costa e Rui Costa) são originários de Nodar, penso que têm uma visão especial sobre os projectos que aí desenvolvem. Os (artistas) residentes não serão apenas convidados, mas pessoas que entram no vosso território, na vossa perspectiva e na vossa casa. Na minha opinião, este tipo de condições "reais" estão ausentes em muito do mundo da arte (e são até rejeitadas em substituição por conceitos mais abstractos). Os artistas que vos visitam podem verdadeiramente beneficiar deste tipo de experiências (por muito simples que elas possam parecer). E este é um ponto muito forte de um lugar como Nodar.
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Vídeo do projecto:
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