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Antonio Della Marina | Itália Compositor electrónico italiano foca o seu trabalho em sequências, frequências e fases de ondas sonoras e nas características essenciais do som em si. O seu trabalho explora as propriedades físicas do som, a sua conexão com a percepção humana e a "dianoia" matemática como música, tempo e espaço. Desde 1998 tem estado envolvido no campo da arte sonora participando em concertos e criando instalações sonoras.
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Projecto: Balanced Structures for Composition
Um dos aspectos do processo criativo em que tenho focado o meu interesse nos últimos anos está relacionado com o conceito de estrutura. A criação musical está directamente relacionada com um processo de „composição”, no sentido da organização conjunta de vários elementos ao longo da linha temporal com o objectivo de produzir um desenvolvimento com significado. Mais genericamente, à parte dos diferentes estilos ou géneros (no caso presente pode ser uma pauta musical ou um processo ao vivo, mas também uma instalação, um vídeo ou até um trabalho conceputal), o acto de desenvolver uma peça implica a concepção (intenção?) de um balanço de elementos estruturais que é em grande medida identificável. Em Nodar trabalhei com alguns samples gravados „in loco” e em linha com o ambiente do „Pushing The Medium”. Ao mesmo tempo que procurei discutir e confrontar com os restantes participantes as diferentes abordagens possíveis para a modelização de uma estrutura, utilizei o mesmo material de base para a concretização de diferentes peças sonoras.
Comentário de Antonio sobre o simpósio: O que dizer da experiência de Nodar? Lugar fantástico, pessoas muito gentis e uma organização realmente boa. Por outras palavras, fizeram um óptimo trabalho! O que realmente apreciei em Nodar (e no Pushing the Medium em geral) foi a oportunidade para partilhar e colaborar com outros artistas, de entrar em contacto com novas práticas e de sentir "o que se faz por aí" - e existe muita coisa interessante a ser feita. Alguma coisa deve ser dita acerca das acções especificas para um local (site-specific). Penso que cada artista deve sentir-se livre para seguir o seu caminho pessoal e o seu processo de desenvolvimento. A interacção com o lugar deve ser natural e implícita. (...) Ou seja, o problema provavelmente foi o de ter de escrever uma proposta de projecto antes de conhecer o lugar e de sentir a sua vibração. Há artistas que estão habituados a isso, mas não faria um filtro excluindo aqueles que não o estão. Nodar é agora parceiro de Topolò (Itália) e Mooste (Estónia) e muitos outros projectos estão agora em curso na Europa para ligar pequenas comunidades. Esta é uma tendência clara. Compreendo a necessidade de interagir com o lugar e com as pessoas, mas porque é que esse facto deve estar envolvido no processo criativo? As interacções com outros artistas foram muito interessantes. (...) Eu organizei a 3ª edição do simpósio em Topolò imediatamente a seguir ao evento de Nodar (e) espero que venha a existir outro Pushing the Medium, porque (...) é realmente (...) muito proveitoso.
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Vídeo do projecto:
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