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Amaya González | Espanha Artista galega, doutoranda em Belas Artes pela Universidade de Vigo, que desde 2003 tem apresentado o seu trabalho multidisciplinar em diferentes certames, festivais e mostras individuais e colectivas quer na sua região de origem quer na restante Península Ibérica (Espanha e Portugal), Inglaterra, Alemanha, etc. A sua intervenção desenvolve-se nas áreas da fotografia, do vídeo e da performance, nomeadamente em espaços públicos, tendo a artista desenvolvido obras que aliam uma reflexão carregada de ironia sobre os códigos e comportamentos sociais a uma pesquisa sobre o olhar, convocando novos pontos de vista (num sentido literal) para ver o espaço urbano e as correspondentes acções humanas. A este título, merecem uma referência as obras em vídeo “s.t. (grua)” de 2006, “s.t. (primer ensayo para una película redonda)” e “s.t. (camión)”, ambas de 2005.
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Projecto: Transgresión (O el primer ensayo
sobre la posibilidad innecesaria de construir una frontera a mi medida)
Uma fronteira é uma linha desenhada num mapa. Uma linha pode ser feita por qualquer um. Mesmo uma criança pode desenhar uma linha num mapa e isso delimita o espaço. Uma linha tem um ponto de partida e outro de chegada e no meio, muitos outros pontos, a partir do qual poderíamos traçar outras linhas. Cada um pode delimitar a sua fronteira no referido espaço, que tem por sua vez a sua região circundante; cada um pode fazer um limite e também pode tentar delimitar-se a si mesmo, colocar-se limites ou transferi-los. O projecto que apresentei não teve limites muito definidos, foi aberto, porque sou incapaz de delimitar o que farei chegado o momento. Ainda assim, pretendeu ser uma proposta mais, sobre um tema mais, pois não trabalho normalmente nesta direcção. Ao contrário, procuro não ter uma direcção. A fronteira é em si um limite, mas tudo pode ser fronteira, tudo pode ser muro, e tudo pode cair. Pretendi um jogo, um jogo com um lápis sobre um papel, com um pau sobre um caminho, com o próprio corpo sobre a terra, com o papel sobre um muro, com uma corda sobre o ar… Pretendi buscar fronteiras e trespassá-las, buscar um rego e saltar de um lado para o outro... uma ponte anula uma fronteira, ou não anula mas possibilita a transgressão da mesma... Tentei tratar a ideia de fronteira para além do possível, buscar a fronteira do visível, o limite da fronteira ... não pude definir muito mais a ideia pois ela não tem limite e pretendi trabalhar no próprio espaço, com as suas condições e elementos. Depois, quiçá, existam fronteiras novas ou não se encontrem os seus limites.
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Selecção de fotos do projecto (residência artística, apresentações públicas e exposição):
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